Abel comanda primeiro treino na sua volta ao Clube

O dia colorado foi de novidades. Abel Braga, novo treinador da equipe, chegou ao Clube, foi apresentado e comandou a primeira atividade na sua volta ao Inter. O treinador teve apenas um treinamento para preparar a equipe para o desafio na Copa do Brasil diante do América-MG, nesta quarta-feira (11/11), no estádio Beira-Rio, pelo jogo de ida das quartas de final.

O treino da tarde desta terça-feira (10/11) foi a última atividade antes do time concentrar para a partida. Abel realizou exercícios técnicos e táticos depois de se apresentar ao grupo de jogadores. Junto da comissão técnica, o comandante projetou a provável equipe que atuará contra o clube mineiro.

O Colorado busca sair com a vantagem do primeiro jogo em casa para, depois, decidir a vaga para a semifinal no estádio Independência, na próxima semana. Na fase anterior, o Clube do Povo eliminou o Atlético-GO, com duas vitórias, enquanto o América passou pelo Corinthians.

A Rádio Colorada e as redes sociais do Clube acompanham todos os detalhes do confronto em tempo real.

Abel Braga volta ao Internacional

Abel Braga está de volta para casa. O técnico das maiores glórias coloradas assume o Internacional e assina contrato até o final de fevereiro de 2021.

Aos 68 anos, será a sétima passagem de Abelão no Beira-Rio. Na última, na temporada 2014, o Inter foi tetracampeão gaúcho com 87% de aproveitamento e duas vitórias nos Gre-Nais decisivos, incluindo a goleada de 4 a 1, em Caxias do Sul. No Brasileirão, o time terminou em 3º lugar e garantiu vaga para a Copa Libertadores do ano seguinte.

Abel começou sua história com o Inter em 1988 e logo criou identificação com o Clube. Em 1989, treinou o Inter no até hoje lembrado Gre-Nal do Século, com vitória de virada no clássico que colocou o Inter na final do Campeonato Brasileiro. Ainda acumulou outras duas experiências até a marcante passagem de 2006. Foi com Abel Braga que o Colorado atingiu suas maiores glórias: o primeiro título da Libertadores e o Mundial de Clubes, cenas até hoje inesquecíveis na memória de todos nós.

Desde a última saída do Beira-Rio, Abel comandou o Al Jazira, dos Emirados Árabes Unidos; e Fluminense, Flamengo, Cruzeiro e Vasco, no Brasil. No ano passado, Abel levou o Flamengo ao título do Campeonato Carioca, no começo da caminhada que conduziu o time ao título da Copa Libertadores.

Chegam junto com o treinador o auxiliar técnico Leomir de Souza e o analista de desempenho Alex da Costa.

Ficha técnica:
Nome: Abel Carlos da Silva Braga
Nascimento: 1º/08/1952 – Rio de Janeiro/RJ

Clubes:
1982/1982 | Volta Redonda-RJ
1983/1983 | Vitória-BA
1984/1984 | Rio Ave (Portugal)
1985/1985 | Goytacaz-RJ
1986/1986 | Rio Ave (Portugal)
1987/1987 | Botafogo-RJ
1987/1988 | Santa Cruz-PE
1988/1989 | Internacional
1991 | Internacional
1990/1992 | Belenenses (Portugal)
1993 | Vitória de Setúbal (Portugal)
1995 | Internacional-RS
1996 | Vasco-RJ
1997/1998 | Atlético-PR
1999 | Coritiba-PR
1999/2000 | Paraná
2000 | Vasco-RJ
2000 | Olympique de Marselha (França)
2001 | Atlético-MG
2002 | Botafogo-RJ
2002 | Atlético-PR
2003 | Ponte Preta-SP
2004 | Flamengo-RJ
2005 | Fluminense-RJ
2006/2007 | Internacional
2007/2008 | Internacional
2008/2011 | Al-Jazira (Emirados Árabes Unidos)
2011/2013 | Fluminense-RJ
2014 | Internacional
2015 | Al Jazira (EAU)
2017/2018 | Fluminense-RJ
2019 | Flamengo-RJ
2019 | Cruzeiro-MG
2020 | Vasco-RJ

Títulos:
1987/1988 | Santa Cruz-PE: Bicampeão Pernambucano
1988 | Atlético-PR: Campeão Paranaense
1999 | Coritiba-PR: Campeão Paranaense
2004 | Flamengo-RJ: Campeão Carioca –
2005 | Fluminense-RJ: Campeão Carioca e vice-campeão da Copa do Brasil
2006 | Internacional: Campeão da Libertadores
2006 | Internacional: Campeão Mundial de Clubes
2008 | Internacional: Campeão Gaúcho
2011 | Al-Jazira: Campeão Nacional dos Emirados Árabes Unidos –
2012 | Fluminense-RJ: Campeão da Taça Guanabara
2012 | Fluminense-RJ: Campeão Carioca
2012 | Fluminense-RJ: Campeão do Brasileirão
2014 | Internacional: Campeão Gaúcho
2019 | Flamengo-RJ: Campeão Florida Cup
2019 | Flamengo-RJ: Campeão Carioca

Inter vence o América de Cali-COL no Beira-Rio

VITÓRIA COLORADA! Em jogo de dois tempos distintos, o Clube do Povo marcou no último minuto regulamentar e superou o América de Cali-COL, por 4 a 3, no Beira-Rio. Válido pela terceira e última rodada do primeiro turno da fase de grupos, o confronto, iniciado às 19h15, teve Abel Hernández e Boschilia como artilheiros colorados, dois gols para cada. Com o resultado, o Inter chega a sete pontos e lidera a chave E.


Etapa inicial quase perfeita

Bem-vindo, artilheiro Abel Hernández! O uruguaio debutou profissionalmente na Libertadores da América nesta quarta-feira, e precisou de apenas 44 segundos para abrir o placar para o Clube do Povo, concluindo exuberante trama de Rodrigo Lindoso e Uendel. O tento, mais rápido da história do Inter na principal competição de clubes da América, representou com perfeição o início avassalador do time de Coudet, que ampliou, aos 18, com Boschilia, servido pelo charrua companheiro.

Como um Rolo Compressor, o Clube do Povo seguiu empilhando oportunidades após abrir vantagem de dois gols no escore. Apesar da pressão colorada, porém, foi dos visitantes o terceiro gol marcado nesta noite no Beira-Rio. Vergara descontou aos 27, mas pouco pôde comemorar, afinal de contas, Abel, de novo ele, voltou a balançar as redes colombianas. De cabeça, o uruguaio pegou rebote de testaço de Lindoso, que explodira no travessão, e completou para a meta aberta, dando números finais para o primeiro tempo: Inter 3 a 1.


Tensão na etapa final

O América de Cali descontou assim que reiniciado o confronto. Adrián Ramos, centroavante de passagens pelo futebol europeu, marcou para os visitantes logo aos três, definindo a característica mais marcante da etapa final: a tensão. Poucas foram as oportunidades criadas pelas duas equipes até a casa dos 20 minutos, quando o Inter chegou perto de ampliar em falta cobrada por Leandro Fernández. A resposta visitante chegou aos 32, instante em que Moreno empatou.

Restou ao Inter, por óbvio, adotar postura ainda mais ofensiva, evidenciada na entrada de D’Alessandro no lugar de Lindoso. Dos pés do camisa 10 alvirrubro surgiu, aos 46, jogada finalizada por Boschilia. Testando cardíacos, o camisa 21 arrematou de fora da área, a bola desviou na zaga rival e tomou como endereço o contrapé de Chaux que, plantado no chão, assistiu ao quarto e último gol colorado na noite.


Melhores momentos – primeiro tempo

1min – GOOOOOOOOOOL DO INTERNACIONAL! É DO CLUBE DO POVO! DA ACADEMIA DO POVO! DO COLORADO ALEGRIA DOS NOSSOS CORAÇÕES! BEM-VINDO, ABEL! BEM-VINDO, ARTILHEIRO! Rodrigo Lindoso inverte linda bola com Uendel, que recebe com liberdade pela esquerda e cruza açucarada, na cabeça de Abel, que toma à frente do marcador e cabeceia para o fundo da rede, sem chances de defesa para Chaux. É o primeiro do uruguaio com a camisa do Inter, é o primeiro do Inter na noite, no primeiro minuto de jogo. Que começo do Clube do Povo!

6min – É POR ALI! Uendel, livre, recebe e avança pela esquerda. Lateral cruza fechado, buscando Abel ou Galhardo. Entre eles, Chaux deixa o gol e afasta de qualquer maneira.

9min – AMARELOU! Saravia recupera a posse no campo ofensivo e é atropelado por Segovia. Falta indicada, cartão apresentado.

10min – UH! Boschilia cobra falta venenosa, a zaga corta, mas a sobra é de Patrick. Pantera deixa em profundidade para Nonato, que entorta o marcador, puxa para a direita e cruza. Zaga corta em escanteio.

11min – UUUUUUUUUUUUUUH! Córner cobrado por Boschilia na altura da marca do pênalti. Soberano, Lindoso sequer precisa pular e manda o testaço, que tira tinta do travessão de Chaux.

16min – CANTO BOLA! Galhardo aciona Abel Hernández, que domina, protege da marcação, avança em direção à área e corta para dentro. Uruguaio percebe a subida de Nonato e serve o meio-campista, que chega de trás soltando a bomba. Desviada, ela sai levando muito perigo. Quase, quase!

16min – UUUUUUUUUUUUUUH! Boschilia cobra fechada, tentando olímpico. Chaux corta.

18min – GOOOOOOOL DO INTERNACIONAL! É DO CLUBE DO POVO! DO ROLO COMPRESSOR, QUE COMEÇA O JOGO COM TUDO NO GIGANTE DA BEIRA-RIO! BOSCHILIA, BOSCHILIA, BOSCHILIA! Jogada espetacular do time de Eduardo Coudet. De três dedos, Uendel lança Galhardo nas costas da marcação. O camisa 17 domina, briga com a marcação e deixa com Abel, que também tromba com o zagueiro mas, de carrinho, consegue acionar Boschilia. Invadindo a área livre, o camisa 21 tenta duas vezes. Na primeira, de canhota, Chaux opera milagre, mas o rebote é de Gabriel, que manda, de direita, em direção às redes abertas. Não dá tempo para respirar!

23min – Lomba! Ramos cobra falta da intermediária. Venenosa, a bola pica na frente do goleiro, que encaixa sem problemas.

25min – Cartão amarelo para Patrick.

27min – Vergara é lançado nas costas da defesa colorada e finaliza cruzado para descontar no Beira-Rio. Agora, Inter 2 a 1.

31min – MILAAAAAAAAAAAGRE! Inter escapa em velocidade. Abel recebe de costas para a marcação e serve excelente pivô para Galhardo, que invade a área e solta uma bomba de perna direita. Chaux volta para espalmar em escanteio.

31min – GOOOOOOOOOL DO INTERNACIONAL! MAIS UM DELE, MAIS UM NOSSO! ABEL HERNÁNDEZ, O CENTROAVANTE NÃO PERDOA! Nonato cobra o escanteio pela direita com força, buscando a segunda trave. Precisa, a bola supera Chaux e encontra Rodrigo Lindoso, que cabeceia para o chão. A bola pica, toma altura e explode no poste superior. O rebote, porém, é de Abel Hernández, que não perdoa e, pisando na pequena área, manda em direção às redes abertas. Clube do Povo volta a ter folga no marcador!

39min – OPA! Paz derruba Galhardo, que escapava pela intermediária. Amarelo apresentado.

45min – Vamos a 47. Mais dois!

47min – Fim de papo! Intervalo de vitória parcial do Clube do Povo!


Segundo tempo

3min – Após cobrança de falta pela direita, Marlon Torres cabeceia no travessão de Lomba e o rebote fica com Adrián Ramos, que marca.

4min – RESPONDE O INTER! Boschilia é lançado nas costas da defesa, invade a área pela direita e chuta forte. Chaux defende em dois tempos, tirando o rebote que restava açucarado para Abel.

9min – UHHH! ELE SOFRE, ELE COBRA! Boschilia bate falta frontal, assinalada nas proximidades da área colombiana. A bola passa muito perto do travessão de Chaux.

14min – LOMBA! Pérez avança pela esquerda, corta para dentro e finaliza aberto. Goleiro colorado se estica todo para fazer grande defesa.

18min – CORTA A ZAGA! Galhardo arranca muito bem pela intermediária, corta para a direita e enfia bola em Patrick. Pantera vai ao fundo pela esquerda e tenta o cruzamento para trás. Paz consegue o corte, mandando em escanteio.

19min – Duas trocas no Clube do Povo! Entra Johnny, sai Nonato. Vem Leandro Fernández, sai Abel.

21min – Muda o América! Entra Moreno, sai Pérez.

23min – SÓ ASSIM PRA PARAR ELE! Galhardo mata dois jogadores em linda finta com o corpo e dispara em velocidade. Quando se aproximava da grande área, o camisa 17 sofre carrinho violento de Sierra, que leva o amarelo pela falta.

24min – MILAAAAAGRE DE CHAUX! Leandro cobrou a falta com muita força. Ela tinha o ângulo colombiano como endereço, mas arqueiro rival voa para espalmar em escanteio.

26min – Canto! Inter roda a bola com muita tranquilidade, de um lado ao outro da intermediária ofensiva. Pela direita, Saravia cruza buscando Galhardo, que é antecipado pela marcação. Bola sai em escanteio para o Inter.

27min – Sai Paz, entra Jaramillo. Segunda mudança no América de Cali.

32min – Vergara lança Moreno, que domina na área colorada e conclui, travado por Lomba, em direção às redes do Inter. Tudo igual no Beira-Rio.

35min – Muda o Inter. D’Alessandro na vaga de Lindoso. Camisa 10 será o responsável pela função de meio-campista central, atuando em frente a Johnny, agora primeiro volante, municiando Patrick e Boschilia.

37min – Moledo leva o amarelo por falta em Ramos.

38min – MILAAAAGRE DE CHAUX! Galhardo serve Leandro, que recebe nas costas da marcação e, de costas para o goleiro, tenta cruzado. Arqueiro salva os visitantes.

39min – UUUUUUUUUUH! D’Alessandro surpreende a todos e cobra direto falta marcada na esquerda da intermediária de ataque do Clube do Povo. A bola explode na rede, por fora.

40min – Agora, é a vez de Lomba! Carrascal recebe na área colorada e chuta rasteiro. Com o pé, arqueiro colorado faz grande defesa.

45min – GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL DO INTERNACIONAL! É DO CLUBE DO POVO, É DO LÍDER DO GRUPO E, É DOBLETE DE BOSCHILIA! TESTE PARA CARDÍACO NESTA QUARTA-FEIRA DE BEIRA-RIO! Camisa 21 recebe em frente à área colombiana, corta para a canhota e solta a bomba. Rasteira, ela desvia na marcação e morre nas redes do América, sem chance alguma de defesa para o arqueiro Chaux.

45min – Vamos a 50. Mais cinco minutos!

47min – Muda Coudet. Lucas Ribeiro estreia com a camisa colorada, entrando na vaga de Boschilia.

50min – Já superamos os acréscimos previstos, mas o árbitro deixa o jogo seguir.

51min – ACABOOOOOU! INTER VENCE NO BEIRA-RIO! CLUBE DO POVO 4, AMÉRICA DE CALI 3.


Ficha técnica:

Internacional (4): Marcelo Lomba; Renzo Saravia, Zé Gabriel, Rodrigo Moledo e Uendel; Rodrigo Lindoso; Gabriel Boschilia (Lucas Ribeiro), Nonato (Johnny) e Patrick (Andrés D’Alessandro); Thiago Galhardo e Abel Hernández (Leandro Fernández). Técnico: Eduardo Coudet.

América de Cali-COL (3): Eder Chaux; Rodrigo Ureña, Marlon Torres, Juan Pablo Segovia e Edwin Velasco; Rafael Carrascal, Luis Alejandro Paz (Felipe Jaramillo) e Carlos Sierra; Juan Pérez (Santiago Moreno), Adrián Ramos e Duván Vergara. Técnico: Juan Cruz Real.

Gols: Abel Hernández, a um minuto e aos 31 minutos do primeiro tempo e Gabriel Boschilia, aos 18 minutos do primeiro tempo e 45 minutos do segundo tempo (I). Duván Vergara, aos 27 minutos do primeiro tempo, Adrián Ramos, aos três minutos do segundo tempo, e Santiago Moreno, aos 32 minutos do segundo tempo (A).

Cartões amarelos: Patrick e Rodrigo Moledo (I). Juan Juan Pablo Segovia, Carlos Sierra e Luis Alejandro Paz (A).

Arbitragem: Facundo Tello apita, auxiliado por Gabriel Chade e Facundo Rodriguez, trio argentino.

Estádio: Beira-Rio.

A virada da arquibancada: há 14 anos, Inter avançava para as semifinais da América

Tarefa ingrata resumir a gigante história do Inter na Libertadores. Primeira equipe da região sul do país a participar do torneio e disputar uma final, o Clube do Povo abriu o século XXI encarando indigesto histórico de recentes desencontros com a maior competição das Américas. Ao todo, o Colorado viveu um hiato de 13 anos distante do principal certame de nosso continente. O retorno, rodeado de grandes expectativas por um final feliz, aconteceu em 2006, e teve um de seus maiores capítulos vivenciados há exatos 14 anos.

Rafael Sobis e torcida: os destaques da vitória sobre a LDU


O caminho até as quartas


Credenciado após dois anos seguidos de boas campanhas na Sul-Americana, o Inter encarou com autoridade a pressão da reestreia na Libertadores. Contra o Maracaibo-VEN, fora de casa, Ceará abriu o placar aos três minutos do segundo tempo. Disputada no dia 16 de fevereiro, a jornada contou com infeliz gol dos donos da casa aos 43, igualando o marcador. Uma semana depois, o Beira-Rio lotado comemorou os 3 a 0 do Clube do Povo sobre o Nacional-URU. No mês seguinte, o Colorado conquistou duas grandes viradas sobre o Pumas-MEX, a segunda por 3 a 2, em Porto Alegre, e chegou aos 10 pontos. Novo empate, este no Uruguai, somado a triunfo de 4 a 0 sobre os venezuelanos, já em abril, encerrou a campanha alvirrubra, segunda melhor entre os participantes, na fase de grupos do torneio.

De maneira simultânea à boa fase continental, no Gauchão o Inter também avançou líder para as eliminatórias. Na final, entretanto, dois empates contra o maior rival deixaram o Clube do Povo com o vice-campeonato. O resultado serviu de alerta para Abel Braga, que promoveu mudanças na escalação, reconduzindo Rafael Sobis, que sofrera com lesões no primeiro semestre, ao time titular, assim como Jorge Wagner. No encerramento dos grupos da Libertadores, a lesão de Tinga resultou em nova alteração nos onze iniciais. Assim, com um meio de campo formado por Edinho, Fabinho, Alex e Gabiru, o Colorado chegou para a disputa das oitavas, que promoveram novo encontro com os uruguaios do Nacional.

O Inter exorcizou seu primeiro fantasma logo na partida de ida, disputada no Parque Central. Jorge Wagner, em um golaço de falta, empatou para o Inter na etapa inicial, mas a grande pintura da noite ainda estava por vir. Aos 18 do segundo tempo, Rentería, o mais colombiano dos sacis, aplicou um lençol no zagueiro Pallas e, sem deixar a bola cair, pegou na veia. Vitória por 2 a 1 que, somada a empate sem gols do Beira-Rio, classificaria o Inter para as quartas.


A tensão pelo jogo de volta


O adversário nas quartas de final foi a LDU. Equipe dona da segunda melhor campanha entre os segundo colocados da primeira fase, superou, nas oitavas, o Atlético Nacional, da Colômbia, com o agregado de 5 a 0. Extremamente forte em seus domínios, o time equatoriano sabia explorar a altitude de Quito, localizada cerca de 3.000 metros acima do nível do mar, para encurralar adversários. Abusando deste recurso, largou em vantagem na luta por vaga nas semis continentais. Jorge Wagner, vivendo fase artilheira com sua sempre afiada perna canhota, até abriu o placar para o Inter no primeiro tempo, mas o ar rarefeito fez a diferença na etapa final, permitindo aos donos da casa o triunfo por 2 a 1.

O revés marcou o fim de uma invencibilidade de 27 jogos. Para piorar, o confronto de volta, tradicionalmente disputado sete dias após o primeiro duelo, levaria meses até ser realizado. Paralisada por conta da disputa da Copa do Mundo da Alemanha, a Libertadores seria retomada apenas em julho. Assim, ao longo de mais de sessenta dias a torcida precisaria conter a ansiedade e, ao mesmo tempo, seguir esperançosa. Missão difícil? Não para o povo colorado.

A Maior e Melhor Torcida do Rio Grande não somente continuou fiel, como criou uma corrente de energias positivas poucas vezes vista na história. Foram semanas marcadas por recordes de associação, liquidação de cadeiras disponíveis nos setores locados e peregrinação ao Beira-Rio para comprar camisas, acompanhar treinos ou simplesmente fazer alguma reza, depositando sua fé no número 891 da Avenida Padre Cacique. Enquanto o restante do país estava imbuído de forte espírito nacionalista, o povo alvirrubro deixava os jogos da Seleção Brasileira em segundo plano, permanecendo ansioso não para as esperadas exibições de Dida, Ronaldinho, Kaká, Robinho, Ronaldo e Adriano, mas sim para ver em campo Clemer, Tinga, Alex, Rafael Sobis, Fernandão e companhia.

Duas semanas depois da partida do Equador, o Inter anunciou que 400 novas cadeiras locadas seriam colocadas à disposição, visando a suprir a demanda crescente dos associados e torcedores colorados. O bom momento vermelho, que após campanha histórica no Campeonato Brasileiro do ano anterior conseguia conciliar as diferentes disputas de 2006, seguindo vivo na Libertadores e ocupando as primeiras posições do torneio nacional, orgulhava a torcida. Faltava, porém, conquistar um título que estivesse à altura da grande fase.

Todos no Beira-Rio encaravam o confronto que se avizinhava como o jogo do ano. O Inter, por exemplo, tratou de aprimorar a estrutura do Gigante, realizando reformas nas cadeiras locadas, preparando o setor para a noite de 19 de julho, quando centenas de novos frequentadores eram esperados no local. A Central de Atendimento ao Sócio (CAS) também se adaptava, fazendo plantões em série, muitas vezes trabalhando noite adentro. Nem mesmo a derrota para o Juventude, na última partida do Nacional antes da decisão pela Libertadores, arrefeceu o ânimo da Maior e Melhor Torcida do Rio Grande.


O Gigante jogou junto


Passados mais de dois meses e uma Copa do Mundo, enfim o apito inicial estava próximo. Cerca de 40 mil colorados e coloradas tomaram as arquibancadas do Beira-Rio, ignorando o horário da partida, marcada para as 19h15, que complicava a rotina de todos que trabalharam naquela quarta-feira. Dentro do Gigante, todavia, nada mais parecia importar. Para a multidão ensandecida, apenas o estádio existia. Com bandeirões, faixas, cantoria, sinalizadores e instrumentos, o povo transformou o templo da Padre Cacique em um caldeirão, pronto para cozinhar o adversário desde a entrada das equipes em campo.

Iniciado o confronto, o Inter estava escalado com Clemer no gol; Elder Granja, Bolívar, Fabiano Eller e Jorge Wagner na defesa; Fabinho, Edinho, Tinga, recuperado de lesão, e Alex no meio; Rafael Sobis e Fernandão no ataque. Do outro lado, sete atletas que integraram a delegação equatoriana na Copa da Alemanha impunham respeito. Armada no esquema 4-5-1, com três volantes, a LDU tinha como claro objetivo anular o ataque colorado – e abria mão de quaisquer princípios por isso. Logo no primeiro minuto, Sobis cruzou da esquerda buscando Fernandão. O Capitão quase chegou na bola, dividindo com o goleiro Mora, que fez a defesa e, de imediato, aproveitou a oportunidade para ganhar alguns segundos na primeira cera visitante.

Resumido a esparsos cruzamentos na direção da área rival, o Clube do Povo sofreu para criar oportunidades na primeira meia hora de partida. Na reta final da etapa, Fernandão, Sobis e Granja, em arremates de fora da área, conseguiram esboçar uma pressão colorada, incapaz de balançar as redes equatorianas, mas suficiente para reascender o pavio do Gigante. Chegado o intervalo, da inferior às cadeiras o povo compartilhava da mesma certeza: se quarenta e cinco minutos eram pouco comparados às semanas de mobilização entre uma partida e outra, imagine, então, em relação a 97 anos de história.


Etapa final para a história


A sinergia entre time e estádio resultou em pressão arrasadora dos comandados de Abel Braga na volta do intervalo. Como um rolo compressor, o Inter encurralou os visitantes, e passou a empilhar grandes chances. Aos dois minutos, Sobis costurou do meio para a esquerda e deixou com Jorge Wagner, que cruzou rasteiro. A bola passou do goleiro e encontrou, praticamente debaixo das traves, o pé de Tinga. Desequilibrado por um marcador, o camisa 7 colorado finalizou com muita força, caindo, e mandou por cima da goleira. Segundos depois, Alex descolou lindo lançamento para Fernandão. Entre a dupla de zaga rival, o camisa 9 dominou no peito e, de canhota, finalizou cruzado, tirando tinta da trave de Mora. O gol era iminente.

A dobradinha Sobis e Fernandão fez história com a camisa colorada. Explosivo, o garoto de Erechim sabia explorar espaços como poucos. Surgiu para o futebol seguindo à risca a cartilha de um segundo atacante, genial para estabelecer combinações com seu parceiro ofensivo. Ao mesmo tempo, nosso Eterno Capitão sempre demonstrou inteligência acima da média. Apesar do que a estatura e o número que vestia podem sugerir, não era um centroavante clássico. Habituado a ocupar a ponta-de-lança, gostava de circular fora da área, criando vazios na defesa adversária. Exatamente desta forma, após lançamento de Jorge Wagner, nosso camisa 9, caindo pela esquerda, escorou de cabeça para Rafael.

Pula que é gol do Sobis, só pode ser o Sobis!/Imagens: Rede Globo

Sobis partiu no mano a mano com o zagueiro Espinoza. Inteligente, retardou ao máximo seu primeiro toque na bola, deixando a redonda seguir a trajetória proposta por Fernandão. Já próximo da área adversária, começou a cortar para a direita, entortando as costas do defensor rival. Ao pisar na meia-lua, percebeu que tinha visão aberta para a goleira, e soltou a bomba. Inter na frente!

Nos minutos que se seguiram, o Inter acumulou chances desperdiçadas. Pouco depois, Tinga sentiu lesão e deixou o campo para a entrada de Adriano Gabiru. Os milhares presentes no estádio, que tanto esperaram pelo jogo, agora torciam para que o confronto chegasse ao fim o quanto antes. Depois de 17 anos, o Colorado gaúcho poderia retornar, pela quarta vez em sua história, às semifinais da Libertadores.

Desesperada, a LDU passou a ocupar o campo de ataque, construindo pressão nos minutos finais. Bem postado, contudo, o Colorado impediu a criação de chances equatorianas. Mais do que isso, soube esperar por um contra-ataque fatal. Desgastado, Sobis deixou o campo para a entrada de Rentería, que precisou de menos de três minutos para aprontar. Após cruzamento perigoso da equipe visitante, Jorge Wagner ficou com a sobra pela esquerda e lançou o colombiano, nas costas da marcação. Em velocidade, o Saci chegou antes de Mora e tocou por cobertura. Golaço, comemorado com cachimbo e touca pelo artilheiro talismã.

Rentería, é nós! Tipo Colômbia!/Imagens: Rede Globo

Se antes os visitantes buscavam o gol que seria da classificação, o revés por 2 a 0 cobrava que balançassem as redes coloradas para, pelo menos, postergarem a decisão da vaga para além dos 90 minutos. Nos acréscimos, o incômodo destino obrigou o povo alvirrubro a flertar com a decepção. A centímetros da grande área, Candelário, tentando tirar proveito da encoberta visão de Clemer, que tinha todos os jogadores das duas equipes postados na sua frente, cobrou falta rasteira. Habituado a crescer nos grandes momentos, o goleiro do Inter voou no canto esquerdo, espalmando para escanteio e garantindo a classificação para as semifinais.

Assim, graças aos pés de Sobis, a genialidade de Rentería e as mãos de Clemer, o Inter seguiu escrevendo um belíssimo e vitorioso ano de 2006 na sua história na Libertadores. Ainda mais importante do que o brilho dos jogadores, entretanto, foi o apoio da torcida, que consagrou nosso amor. Com ele, já encaramos tudo – e vencemos. Sempre foi assim em nossa biografia – e sempre será. Afinal de contas, nós não somos DO Internacional, e sim O Internacional. Somos o povo que nunca deixa de acreditar, porque nada, nunca, vai nos separar! Associe-se aqui!

A América é do Inter!

RBS TV transmite final neste domingo (24/5) Foto: Jefferson Bernardes

O Internacional é o maior time da América! O time alvirrubro conquistou o título da Libertadores após empate dramático por 2 a 2 com o São Paulo na noite desta quarta-feira (16/8), no Beira-Rio. Os gols do Clube do Povo foram marcados por Fernandão e Tinga, enquanto Fabão e Lenílson descontaram para os paulistas. O Inter ainda jogou os últimos 27 minutos com um jogador a menos porque Tinga foi expulso. Campeão, o Colorado agora se prepara para a disputa do Mundial Interclubes, em dezembro deste ano, no Japão.


Pré-jogo especial!

O ambiente antes da partida já demonstrava toda tensão e emoção que aguardavam a Maior e Melhor Torcida do Rio Grande. Completamente mobilizada depois de triunfo por 2 a 1 na partida de ida, disputada no Morumbi, o povo colorado chegou cedo ao Gigante. Tamanha movimentação criou filas quilométricas, que se alongavam por todo o Complexo Beira-Rio horas antes de o duelo ser iniciado. No momento em que o ônibus que trouxe a delegação adentrou às dependências do Estádio, a massa correu em direção aos atletas, saudando cada um com gritos de apoio.

Isso vai marcar todos os jogadores,

todo mundo vai lembrar de nós!

Nos mostraram as imagens do pessoal

que ficou na fila durante dias e isso

nos sensibilizou muito, nos motivou!

Fernandão

No momento da entrada do time colorado em campo, um Beira-Rio completamente lotado saudou os heróis da noite, oferecendo grande manifestação de apoio e fé na conquista. Emoldurado por sinalizadores e foguetes, o Gigante rugia em uma só voz, empurrando o Clube do Povo ao som dos clássicos ‘Vamo, Vamo, Inter’ e ‘Nada vai nos Separar’, hinos desta campanha. Dentro de campo, os jogadores certamente eram contagiados por toda a energia positiva oriunda das arquibancadas.

Foto: Jefferson Bernardes

Expulso na partida de ida, o volante Fabinho foi o único desfalque do técnico Abel Braga para a partida desta quarta-feira. A alternativa encontada pelo comandante foi alçar Índio ao time titular, armando a equipe em um 3-5-2. No gol, como de costume, esteve Clemer, protegido pelo trio de zagueiros formado por Índio, pela direita, Bolívar, no centro, e Fabiano Eller, na esquerda. A ala direita ficou a cargo de Ceará, enquanto Jorge Wagner fez a esquerda. Por dentro, os volantes Edinho e Tinga ofereceram o apoio necessário ao meia Alex. Completando o time, Sobis e Fernandão formaram a dupla de ataque.

Foto: Jefferson Bernardes

De sua parte, o São Paulo foi a campo sem Ricardo Oliveira, negociado, e Josué, que também recebeu o vermelho no Morumbi. Às ausências, Muricy Ramalho respondeu escalando: Rogério Ceni; Fabão, Lugano e Edcarlos; Souza, Mineiro, Richarlyson, Danilo e Júnior; Aloísio e Leandro.


Primeiro tempo de dois momentos

Em linhas gerais, a etapa inicial seguiu a cartilha esperado para uma partida decisiva. Foi intensa a marcação imposta pelos dois times aos ataques adversários, característica que teve como consequência a profusão de faltas e passes errados. Apenas nos primeiros minutos, verdade seja dita, existiu um predomínio paulista, condição até já esperada, fruto da desvantagem visitante no placar agregado.

“Fizemos o que tinha de ser feito:

corremos como se tivéssemos

perdido no Morumbi.

Esquecemos da vantagem e fomos

com a mesma garra que temos

jogado em todos as partidas.”

Jorge Wagner

Bem postado, o Inter segurou a pressão visitante e escapou sem sofrer maiores sustos, assumindo as rédeas da partida assim que completado o primeiro terço de jogo. Efetivo, o Clube do Povo abriu o placar aos 29 com Fernandão, aproveitando confusão da zaga tricolor, causada por cruzamento venenoso de Jorge Wagner. À frente no marcador, o Colorado administrou o resultado até o intervalo, ainda levando perigo em boas escapadas.


De tirar o fôlego

O segundo tempo foi dramático e impróprio para cardíacos. Afinal de contas, correspondeu aos últimos 45 minutos restantes para qualquer equipe buscar o título. Ofensivo desde o soar do apito inicial, o São Paulo não cessou o ritmo nem mesmo com o empate, que chegou aos 5. Já o Inter, sempre abraçado por quase 60 mil vozes, conseguiu suportar os momentos mais difíceis e retomar a dianteira com Tinga, no início da metade final da partida.

Na comemoração, contudo, o camisa 7 colorado foi expulso e deixou o Clube do Povo com um a menos, abrindo, de uma vez por todas, o apoteótico capítulo de união entre time e torcida. É bem verdade que os visitantes marcaram seu segundo tento, mas não passaram disso. Aos pontuais 48 minutos, Horacio Elizondo apontou para o centro de campo e oficializou, de uma vez por todas, que a América estava livre. Livre, e colorida em vermelho e branco!

“A festa está completa.

Ganhamos o mais importante.

O Inter é o time que eu torço,

que meus amigos todos torcem!”

Tinga

Carnaval colorado

Foto: Jefferson Bernardes

Encerra a partida, jogadores, dirigentes, funcionários e torcedores entraram em êxtase. Depois de 97 anos de história, o Inter conquistava sua Libertadores, e os heróis da noite não cansavam de comemorar a taça, correndo eufóricos pelo gramado. Cria do Celeiro e grande nome da partida de ida, Rafael Sobis circulava pelo campo de jogo carregando uma gigantesca bandeira do Clube do Povo, como que fincando nosso mastro em solo continental e afirmando a soberania colorada em terras latino-americanas.

“Não tem título mais importante.

Estou no clube desde sua fase ruim,

mas nós conseguimos levantar o Inter

e alegrar o torcedor.

Essa torcida é muito sofrida e

merece essa festa!”

Clemer

Não houve quem ousasse arredar o pé do Beira-Rio. Todos, à exceção dos torcedores rivais, queriam assistir ao capitão Fernandão erguendo a mais cobiçada taça das Américas. No centro do pódio, às 0h25 o camisa 9, craque da decisão e artilheiro da Libertadores recebeu o troféu e ergueu em frente ao mar vermelho que celebrou encantado. Em seguida, teve início a volta olímpica, inaugurando a mais carnavalesca noite já vista em um agosto gaúcho.


Confira os principais lances da partida:

Primeiro tempo:

1min – Clemer! Júnior levanta na área, Aloísio desvia de cabeça e Danilo completa, finalizando. Goleiro colorado fica com ela.

6min – GRANDE, CLEMER! Aloísio rola boa bola para Danilo, que chega batendo de primeira, de fora da área. Paredão colorado espalma em linda ponte e manda para escanteio.

6min – Por cima! Após cobrança de escanteio, a bola fica viva na área e sobra com Lugano, que manda sobre o travessão alvirrubro.

10min – SAAAAAAAAAALVA CENI! Jorge Wagner é lançado na área pela esquerda, chega na bola em velocidade e finaliza de canhota. Goleiro adversário sai bem do gol e consegue abafar o arremate com grande defesa.

13min – UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUH! Jorge Wagner lança Fernandão em profundidade. Capitão colorado invade a área dominando e, no momento de arrematar, sofre o desarme de Edcarlos, que atenta contra o próprio gol. Ceni salva, com muito reflexo.

17min – Jogo parado. Festa da torcida colorada, com sinalizadores, gera grande fumaça sobre o campo.

22min – Bola volta a rolar.

25min – TIIIIIIRA A ZAGA! Sobis faz boa jogada pela direita e cruza no segundo pau. Dentro da pequena área, Souza afasta, de qualquer maneira, para escanteio. Está amadurecendo o gol colorado!

26min – PRA FOOOOOOOOOOOORA! Jorge Wagner cobra escanteio na primeira trave. Ceará desvia de cabeça e ela sobra limpa para Índio, que chuta por cima. É pressão colorada no Gigante!

29min – GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL DO INTERNACIONAL! É DO CLUBE DO POVO, DO COLORADO, DO ALVIRRUBRO ENCARNAAAAAADO! UH, FERNANDÃO! UH, FERNANDÃO! Jorge Wagner cobra falta da intermediária, pela direita. Fechada, a bola vai na direção de Ceni, que tenta encaixar, mas não consegue. Genial, Fabiano Eller se antecipa à atordoada zaga paulista e serve Fernandão, livre na pequena área. De carrinho, o capitão colorado manda para o gol vazio. Agora, o Inter tem 3 no agregado, 1 na partida, e vai colocando uma mão na taça. Explode o Beira-Rio!

45min – NA TRAAAAAAAAAAAAAAAVE! Jorge Wagner levanta na áera, Eller desvia de cabeça e Índio, também com a nuca, manda buscando o ângulo. A bola explode no travessão e sai causando calafrios na defesa tricolor.

46min – Júnior cruza para Fabão, que arremata para fora.

51min – Fim de papo na primeira etapa!


Segundo tempo:

1min – UHHHHHH! Ceará vai ao fundo pela direita e cruza rasteiro. Fernandão chega finalizando de primeira e manda ao lado do gol, com muito perigo!

5min – Souza cobra falta na direção da área colorada, Lugano desvia e Fabão, na segunda trave, completa para o gol. Tudo igual.

12min – Boa chegada! Jorge Wagner levanta bola na medida para Eller, que cabeceia por cima!

13min – Muda o São Paulo. Danilo e Richarlyson dão lugar, respectivamente, a Lenílson e Thiago.

20min – GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL DO IIIINNNNTEEEEEEEEEEEEER! GOLAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAÇO COLORADO! DA ACADEMIA DO POVO! DO TIME QUE VAI SER CAMPEÃO DA AMÉRICA! TEU POVO TE AMA, TINGA! TINGA! TIIIIIIIIIIINGA! Sobis faz grande jogada, invade a área pela direita e deixa atrás com Ceará, que cruza aberto. Soberano, Fernandão cabeceia para baixo, como manda o figurino, exigindo milagre cinematográfico de Ceni. O rebote, entretanto, é colorado, é do Capitão, que levanta na medida para Tinga, livre e com o gol aberto, testar para as redes. O Beira-Rio entra em erupção!

22min – Por levantar a camisa na comemoração, Tinga recebe o segundo amarelo e é expulso.

25min – São Paulo encerra as trocas com a entrada de Alex Dias na vaga de Edcarlos.

33min – Lenílson recebe bola ajeitada na entrada da área, pela esquerda, e chuta buscando o canto. Ela vai para fora, levando perigo.

34min – Alex deixa o campo para a entrada de Michel!

35min – Pra fora! Aloísio pega a sobra de cruzamento e, livre, dentro da área, finaliza forte. Assustou!

37min – Entra Ediglê, sai Sobis. Abel reforça a marcação!

39min – Júnior chuta da entrada da área, Clemer espalma para o lado e ela fica com Lenílson, que empata o jogo.

44min – CLEMER! CLEMER! CLEMER! CLEMER! MILAAAAAAAAAAAAGRE! Júnior cruza na segunda trave e Alex Dias manda cabeceio forte. Ídolo colorado voa no ângulo para defender, mandando em escanteio.

46min – CLEEEEEMER! Souza chuta de fora da área e goleiro colorado, em dois tempos, faz a defesa. NÃO VAI ENTRAR! NÃO VAI ENTRAR! NÃO VAI ENTRAR!

48min – ACABOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOU! É CAMPEÃO! INTER! INTER! CAMPEÃO! CAMPEÃO! INTER! INTER! CAMPEÃO! CAMPEÃO! VENCEMOS A LIBERTADORES! LIBERTAMOS A AMÉRICA! FAÇA A FESTA, TORCEDOR COLORADO, O CONTINENTE INTEIRO É NOSSO. ESSE TÍTULO É SEU, É DE TODOS QUE VIVEM ESSA PAIXÃO MARAVILHOSA! VAMO, INTER!

Ficha técnica:

Internacional (2): Clemer; Índio, Bolívar e Fabiano Eller; Ceará, Edinho, Tinga, Alex (Michel) e Jorge Wagner; Sobis (Ediglê) e Fernandão. Técnico: Abel Braga

São Paulo (2): Rogério Ceni; Fabão, Lugano e Edcarlos (Alex Dias); Souza, Mineiro, Richarlyson (Tiago), Danilo (Lenílson) e Júnior; Leandro e Aloísio. Técnico: Muricy Ramalho.

Gols: Fernandão (I), aos 29min do primeiro tempo, Fabão (SP), aos 5min40seg do segundo tempo, Tinga (I), aos 20min40seg do segundo tempo, Lenílson (SP), aos 39min30seg do segundo tempo.

Arbitragem: Horacio Elizondo, auxiliado por Rodolfo Otero e Dario Garcia (trio argentino)

Cartões amarelos: Edinho, Tinga, Alex, Bolívar, Edinho (I), Aloísio (SP).

Expulsão: Tinga (I).

Público: 57.554 (8.656 pagantes e 43.915 sócios). Renda: R$ 719.365,00.

Local: Estádio Beira-Rio.