Fotos: Boca Juniors x Inter – Libertadores/Oitavas de final

Raio-X: detalhes da decisão na Bombonera

Dia de decisão! O Colorado visita o Boca Juniors, a partir das 21h30 desta quarta-feira (09/12), para a disputa do duelo de volta das oitavas de final da Libertadores da América. Na Bombonera, o Inter busca reverter a desvantagem após derrota por 1 a 0 no jogo de ida, ocorrido na última semana, no Beira-Rio. Confira tudo sobre o clássico em território hermano!


Pra cima deles, meu Inter!

O Inter já está em Buenos Aires. O desembarque da delegação colorada ocorreu no final da tarde de terça-feira (08/12), horas após a realização do último treino preparativo para o duelo. No CT Parque Gigante, o técnico Abel Braga comandou atividade tática com os prováveis 11 atletas que iniciarão a jornada em solo argentino.

Diante do Boca Juniors, Cuesta e Rodinei, que cumpriram suspensão na quarta passada, voltam a ficar disponíveis, bem como Edenilson, recuperado de Covid-19, e a dupla Moisés e Abel Hernández, que retorna de lesão. Em relação a última rodada do Brasileirão, o regresso fica por conta de Rodrigo Moledo.

O duelo na Bombonera será o primeiro em três semanas a contar com a presença de Abel na casamata colorada. Após testar positivo para o novo coronavírus, o comandante alvirrubro cumpriu o protocolo de quarentena. Plenamente recuperado, ele agora retorna ao banco de reservas em momento decisivo. A volta do técnico foi, inclusive, um dos temas repercutidos por Patrick em entrevista coletiva concedida na manhã desta terça. Confira a íntegra da fala do Pantera:

“O professor Abel me dá liberdade para fazer o que eu vinha fazendo, para ajudar a equipe do jeito que vinha ajudando. Acredito que tenho como fazer o que sempre fiz: ajudar meus companheiros na marcação, e ofensivamente pisar na área. O importante é, do jeito que o Abel preferir me colocar, eu dar meu melhor e corresponder.”

Patrick

Transmissão

Dia de Inter é dia de Rádio Colorada! A emissora oficial do Clube do Povo estará ao vivo a partir das 20h30, horário de apresentação do Portões Abertos, pré-jogo legitimamente alvirrubro. A Jornada Esportiva começa às 21h15, e será sucedida, ao soar do último apito, pelo Vestiário Vermelho, atração que repercute, através de entrevistas exclusivas e também coletivas, todos os detalhes do confronto recém-encerrado. Ouça a Mais Vermelha no FM 95.5 ou via Site e APP do Inter.

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Como sempre, as redes sociais do Inter (@scinternacional no TwitterInstagram Facebook) apresentarão o mais completo minuto a minuto da internet, recheado de imagens compartilhadas de maneira instantânea. Na TV, a Conmebol TV transmite com exclusividade. Confira a numeração do canal:

Conmebol TV:
Claro: 711, 712, 713 e 714.

Sky: 220 e 221 – HD: 620 e 621.

Arbitragem

Roberto Tobar apita, auxiliado por Christian Schiemann e Claudio Rios. VAR: Julio Bascuñan. Quarteto chileno.


O caminho para avançar

Derrotado por 1 a 0 na última quarta-feira, o Clube do Povo só sairá da Bombonera classificado em caso de vitória sobre o Boca Juniors. Repetindo o placar do Beira-Rio, o Inter leva a decisão para os pênaltis, enquanto demais triunfos por um tento ou mais de diferença garantem, graças também ao critério do gol fora de casa, vaga colorada nas quartas.

Empate ou novo revés resultam em vaga para os xeneizes. Quem avançar do duelo enfrenta, na luta para chegar às semis da América, o Racing da Argentina. Confira o chaveamento da competição:

Grêmio x SantosRiver Plate x Nacional
SEMIFINALFINALSEMIFINAL
Racing x Inter/Boca JuniorsLibertad x Palmeiras

*Equipes em negrito decidem em casa


O rival

O Boca Juniors garantiu, no último final de semana, classificação para o hexagonal semifinal da Copa Diego Armando Maradona, nome dado ao Campeonato Argentino desta temporada. Diante do Talleres, fora de casa, o técnico Miguel Ángel Russo poupou alguns jogadores e conquistou importante ponto, assegurado após empate sem gols na cancha adversária. Os xeneizes agora duelarão contra River, Racing, San Lorenzo, Huracán e Independiente por uma vaga na final.

Sebastián Villa enfrentou o Talleres/Foto: Twitter Boca Juniors, DVG

Desde que assumiu o comando xeneize, Russo comandou a equipe em 21 ocasiões. Campeão argentino no semestre passado, o técnico, último a vencer a Libertadores pelo Boca, em 2007, soma 15 vitórias, quatro empates e apenas dois reveses na atual passagem. No torneio continental, já são cinco triunfos e duas igualdades, com 11 gols marcados e somente um sofrido.

Miguel Ángel Russo/Foto: Twitter Boca Juniors, DVG

Os rivais desta quarta-feira estão cada vez mais adaptados ao esquema 4-2-3-1, que tem em Carlitos Tevez o comandante de ataque. Pela direita, Toto Salvio desponta com grande faro artilheiro, enquanto o corredor esquerdo é ocupado pelo velocista Villa.

Cada vez mais prestigiado junto à torcida xeneize, Cardona é o armador. Embora letal na frente, o quarto ofensivo do Boca por vezes apresenta comportamento falho na recomposição, oferecendo espaços que podem ser decisivos para as pretensões do Inter na Bombonera.

Cardona é o armador xeneize/Foto: Twitter Boca Juniors, DVG

Preservados no domingo passado (06/12), Tévez, Salvio, Buffarini e Lisandro López devem retornar a campo diante do Inter. Assim, a probabilidade maior é de que Russo repita a formação que atuou no Beira-Rio. Na ocasião, iniciaram a partida o goleiro Andrada; os defensores Buffarini, Lisandro, Izquierdoz e Fabra; os volantes Campuzano e Capaldo; os meias Salvio, Cardona e Villa; e o atacante Tevez.

Lista de relacionados divulgada pelo Boca para esta quarta-feira

Palco

Inaugurado no dia 25 de maio de 1940, o Estádio Alberto José Armando é um templo do futebol mundial. Conhecido como La Bombonera, apelido que faz referência ao formato do palco, parecido ao de uma caixa de bombons, destaca-se como uma das canchas mais temidas do planeta.

Torcida colorada invadiu a Bombonera em 2008

O campo do Boca Juniors conta com capacidade para cerca de 50.000 pessoas. Além da equipe xeneize, o endereço também é muito utilizado pela Seleção Argentina, especialmente em momentos mais delicados para o time hermano, que não hesita em apostar na força das arquibancadas como um acréscimo na busca por grandes resultados.


Retrospecto equilibrado

Inter e Boca Juniors disputam duelo de gigantes sul-americanos. Confronto de envergadura rara no futebol mundial, o embate já viveu nove capítulos até hoje. Destes, cada equipe encerrou quatro como vencedora, números que se somam a um empate na construção do retrospecto, que ainda conta com 14 tentos colorados e 15 xeneizes.


Último encontro na Bombonera

O dia 6 de novembro de 2008 entrou para a história do Internacional. Credenciado por importante triunfo de 2 a 0 no jogo de ida, o Clube do Povo pisou no gramado da Bombonera decidido a avançar para as semifinais da Sul-Americana. Para tanto, sequer buscou apoio na vantagem obtida nos primeiros 90 minutos, e tratou de pressionar o Boca Juniors, apesar da distância de Porto Alegre.

No segundo tempo, Magrão abriu o placar logo cedo. Riquelme, minutos depois, até empatou, em cobrança de pênalti por pouco não defendida por Lauro, goleiro que teve grande exibição naquela primaveril noite. Alex, porém, vivia temporada rara, e após excelente assistência de D’Alessandro, marcou o segundo do Inter e último da noite. Fim de jogo, Clube do Povo classificado!

Escolha o seu gol preferido da história colorada!

O Clube do Povo sempre escreveu suas glórias através de precisas finalizações de cabeça, canhota ou pé direito. Pensando nisso, lançamos a nossa torcida o desafio de escolher o melhor gol, entre os selecionados, da história colorada. Os critérios são os mais subjetivos possíveis: você pode decidir pelo mais bonito, o mais importante, o mais improvável, o mais marcante, ou o que preferir! Disponível em nossas redes sociais, a enquete, organizada em formato de chaveamentos eliminatórios (imagem abaixo), conta com tentos anotados em diferentes décadas, por vários ídolos. Confira-os a seguir:

Falcão x Atlético-MG

Válido pelas semifinais do Brasileirão de 1976, o confronto entre Inter e Atlético-MG brindou o público que lotou o Beira-Rio com duelo do mais alto nível. Após encerrar o primeiro tempo atrás no marcador, o Clube do Povo buscou a igualdade com Batista, aos 33, e passou a pressionar em busca do gol da virada, que saiu aos 46, após tabela inacreditável entre Falcão, Dario e Escurinho. Verdadeira obra de arte, à altura de seu autor e de uma equipe campeã!

Figueroa x Cruzeiro

Coube ao Inter, dono de DNA desbravador e pioneiro, estabelecer o nome do futebol gaúcho em território nacional. Em 1975, o Clube do Povo chegou à decisão do Brasileirão após campanha magnífica, com direito à vitória sobre a ‘Máquina Tricolor’, no Rio, nas semifinais. Disputada contra o Cruzeiro, a finalíssima encontrou em Figueroa, o zagueiro craque, seu único artilheiro, capaz de vencer não apenas a defesa mineira, mas também o céu nublado, para abrir o placar para o Colorado.

Valdomiro x Corinthians

O segundo título nacional do Inter veio na temporada seguinte ao primeiro. Em 1976, o Colorado enfrentou o Corinthians, no Beira-Rio, na final do Brasileirão. A taça, já habituada ao número 891 da Padre Cacique, foi conquistada graças a dois lances de bola parada. No primeiro, Valdomiro acertou a barreira, mas Dadá não perdoou no rebote. Depois, o camisa 7 e ídolo colorado executou mais uma de suas muitas cobranças magistrais. Esta explodiu no travessão antes de vencer a linha fatal e, de uma vez por todas, consagrar o Clube do Povo bicampeão!

Nilson x Grêmio

A maior edição do principal clássico do Brasil aconteceu em fevereiro de 1989. Confronto de volta da semifinal do Brasileirão de 1988, o Gre-Nal do Século foi antecedido por empate sem gols no Olímpico, e exibiu roteiro capaz de invejar qualquer cineasta premiado. Na primeira etapa, vitória parcial dos visitantes e expulsão do lado vermelho. No segundo tempo, dois gols de Nilson, o primeiro de cabeça, e Inter, com um a menos, vitorioso e classificado. Que tarde!

Iarley x Vasco

O gol de bicicleta é uma paixão planetária. O nível de dificuldade exigido para executá-lo, provavelmente, encontra equivalência apenas na plasticidade do lance. Em 2006, poucas semanas após a conquista da América, Iarley começava a dar mostras do protagonismo que exerceria na reta final da temporada anotando pintura rara, inclusive, entre as do estilo. O domínio no peito e a distância da meta vascaína não deixam dúvidas.

Fernandão x Coritiba

Eterno Capitão! As palavras que faltam para definir a importância de Fernandão no Inter também são escassas na tentativa de descrever esta pintura. Pouco mais de um mês depois de estrear pelo Colorado marcando o Gol Mil dos Gre-Nais, o centroavante, inquieto em escrever história, foi autor de mais um feito inesquecível. Sortudo o Beira-Rio por servir de tela à obra de arte do cabeludo artilheiro.

Giuliano x Estudiantes

Atual campeão da América, o Estudiantes julgou estar com a vaga garantida nas semifinais da Libertadores antes do apito final. Em 2010, o ídolo e capitão pincharatta, nos minutos de encerramento, convocou a torcida para festejar com seus sinalizadores. Na fumaça da festa precoce, Giuliano, lançado por Andrezinho, brilhou, e instalou na cancha portenha silêncio sepulcral, quebrado apenas pelo estrondoso celebrar do povo colorado.

Sobis x LDU

A espera foi angustiante. Mais de dois meses entre o revés no Equador, único na campanha, e a volta em Porto Alegre. Para piorar, a etapa inicial em nada diminuiu a tensão. Pelo contrário, truncado, o jogo foi tomando contornos desesperadores até os seis minutos do segundo tempo, quando Rafael Sobis abriu o placar em uma verdadeira pintura. Depois deste, Renteria faria o segundo, e a vaga nas semis estaria garantida.

Tinga x São Paulo

A libertação da América. Numa infindável noite de alegria, 16 de agosto de 2006, Tinga marcou gol inesquecível, o último de nossa campanha campeã continental. O título, depois de 97 aos de espera, era nosso. Vamos, Colorado!

Damião x Chivas

Final de Libertadores. Decisão do principal torneio de clubes do continente. Beira-Rio. Cenário perfeito para um jovem começar sua história de idolatria com a camisa vermelha. Matador, Damião interceptou passe na altura do meio de campo e, em velocidade, marcou o segundo do Inter, garantindo, de uma vez por todas, a reconquista da América.

Claudiomiro x Benfica

Lotado por mais de 100 mil pessoas, o Beira-Rio foi oficialmente inaugurado no dia 6 de abril de 1969, em partida amistosa que envolveu Inter e Benfica. Para estrear a história das redes da casa colorada, obviamente, seria necessária a ação de um legítimo alvirrubro. Ninguém melhor do que o jovem Claudiomiro. Com um testaço, o centroavante abriu o placar, completando grande trama do ataque vermelho.

Gabiru x Barcelona

Pregador de peças, o irônico destino armou a maior das suas no dia 17 de dezembro de 2006. Em Yokohama, o Mundial de Clubes era decidido entre Inter e Barcelona. Combalido, o aplicado capitão Fernandão, com cãibras, deixou o campo para a entrada do contestado Adriano Gabiru. Vestindo a 16, o substituto recebeu de Iarley passe açucarado e finalizou não para o barbante, e sim para a história.

Nilmar x Estudiantes

Para nos sagrarmos o primeiro time brasileiro campeão da Sul-Americana, tivemos de superar caminho turbulento – e o fizemos com excelência. Não bastasse a caminhada repleta de adversários de alto quilate, também nossa decisão foi sofrida, disputada até a prorrogação. No segundo tempo desta, Nilmar, cria do Celeiro, marcou, com um bico salvador, o gol do título.

Alex x Boca

De tão difícil, nas quartas de final a campanha do Inter na Sul-Americana encontrou o atual campeão da América. Derrotado com autoridade no Beira-Rio, também na Bombonera o Boca Juniors precisou se curvar à inesquecível escalação colorada de 2008. Servido por D’Alessandro, Alex marcou, na etapa final, o segundo do Clube do Povo, último da vitória por 2 a 1. Ao eliminar os xeneizes em sua casa, o Alvirrubro repetiu feito até então exclusivo, entre os brasileiros, ao Santos de Pelé.

D’Alessandro x Atlético-MG

Como joga, por favor! Nas oitavas da Libertadores de 2015, o gringo pegou a sobra de bola espirrada pela defesa adversária e, com sua canhota, anotou mais um belo capítulo em sua linda história no Inter. No ângulo, sem chances de defesa, preciso, perfeito. Andrés Nicolás D’Alessandro!

Renteria x Nacional

O mais colombiano dos sacis internacionalizou sua história também no Uruguai. Para exorcizar um fantasma do passado, usou do lençol, não como fantasia, mas artimanha. Com ele, e um arremate fulminante, garantiu vitória importante nas oitavas da Libertadores de 2006. É nós, Renteria. Tipo Colômbia!

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