Raio-X: as informações da jornada contra o Vasco

Vice-líder nacional, o Inter busca, neste domingo (17/10), a quarta vitória consecutiva no Brasileirão. Confronto da 17ª rodada do torneio, o duelo entre Clube do Povo e Vasco da Gama ocorre a partir das 18h15, no Beira-Rio. Para ficar por dentro de tudo sobre a partida, confira, abaixo, o nosso Raio-X!


Pra cima deles, Colorado!

O Inter encerrou neste sábado os preparativos para o duelo diante do Vasco. No CT Parque Gigante, Eduardo Coudet aproveitou o lindo dia de sol para realizar exercícios técnicos e táticos que ajustaram os últimos detalhes da equipe que entrará em campo no Beira-Rio. Contra os cariocas, o comandante colorado contará com o retorno de D’Alessandro, que cumpriu suspensão na rodada passada.

Falar de retornos exige valorizar Rodrigo Dourado. Após 15 meses entregue ao Departamento Médio, o camisa 13 do Clube do Povo voltou aos gramados na última quarta-feira (14/10). Alçado a campo no lugar de Rodrigo Lindoso aos 24 minutos da etapa final, o volante construiu segura atuação na vitória colorada sobre o Sport, fora de casa. Feliz, o atleta conversou de maneira exclusiva com a Mídia do Inter sobre seu retorno, papo no qual fez questão de ressaltar seu coração de torcedor do Inter. Confira:

Dando continuidade à preparação para a partida deste domingo, Patrick participou de entrevista coletiva virtual na última sexta-feira (16/10). Em grande fase, o Pantera, autor de dois gols na vitória sobre o Sport, foi titular nos três triunfos consecutivos que o Inter soma. “Independente da forma com que eles vierem fazer o jogo, nós temos que nos preparar para fazer uma grande partida. É importantíssimo fazer o dever de casa para seguir forte no objetivo.”

Por fim, quem falou neste sábado foi o meia-atacante Marcos Guilherme. Titular nas últimas duas partidas, o Relâmpago, como é carinhosamente chamado pela Maior e Melhor Torcida do Rio Grande, projetou o duelo diante do Vasco. “Um desafio muito difícil. Mas nós almejamos a liderança, precisamos vencer, ainda mais em casa, onde somos muito fortes. Estamos nos preparando bem para manter essa sequência positiva”.


Projeções de tabela

Vice-líder do Brasileirão com 31 pontos, o Clube do Povo conta com a segunda melhor defesa e o segundo melhor ataque do torneio, além do artilheiro Thiago Galhardo, que já balançou as redes em 13 ocasiões. Embalados, os comandados de Coudet vêm de três vitórias seguidas no Campeonato, contra Bragantino, fora, Athletico, em casa, e Sport, na Ilha do Retiro. Diante do Vasco, portanto, o Colorado busca o quarto triunfo em quatro jogos, resultado que pode garantir a primeira colocação para o Inter.

Empatado em pontos com Atlético-MG, líder, e Flamengo, terceiro, o Clube do Povo entra em campo pouco depois do time carioca, que também neste domingo visita o Corinthians. O duelo ocorre a partir das 16h. De sua parte, o Galo atua apenas na próxima segunda-feira (19/10), quando enfrenta o Bahia, no Pituaçu. Por ter uma vitória a mais do que Colorado e Urubu, o Alvinegro garante a manutenção da ponta em caso de triunfo sobre o Tricolor. Se empatar, porém, o atual primeiro colocado pode ser superado por seus perseguidores.

À frente do Flamengo devido ao saldo, superior em seis gols, o Clube do Povo precisa, para encerrar a rodada no topo, vencer o Vasco e torcer, além de por tropeço mineiro, para que os cariocas não apliquem goleada histórica no Corinthians. Em caso de empate, o Inter também pode chegar à liderança. Para tanto, o Galo teria de perder e o Urubu não poderia ganhar. Se for derrotado, o Colorado fica ao alcance apenas dos rubro-negros.


Arbitragem catarinense

Braulio da Silva Machado apita, auxiliado por Kleber Lucio Gil e Alex dos Santos. VAR: Rodrigo Dalonso Ferreira. Quarteto de Santa Catarina.


O rival

Vasco, de Talles Magno, perdeu para o Flamengo no sábado passado/Foto: Rafael Ribeiro, Vasco

O Vasco da Gama vive sequência negativa no Brasileirão. Após iniciar o Campeonato na luta pelo topo da tabela, com direito a aproveitamento de 100% nas três primeiras rodadas que disputou, o time carioca já encara mais de um mês sem triunfos no torneio. A má fase custou o emprego do técnico Ramon Menezes, demitido após revés para o Bahia. Em seu lugar assumiu o interino Alexandre Grasseli, derrotado, na última vez em que o Alvinegro foi a campo, pelo Flamengo, em São Januário.

A atual temporada, verdade seja dita, ofereceu poucos momentos de tranquilidade para a torcida do Vasco da Gama. Iniciado com Abel Braga na casamata, o ano de 2020 contou com eliminação precoce nas duas fases de grupo do Campeonato Carioca. Logo depois da primeira queda no Estadual, a diretoria demitiu o técnico e efetivou Ramon, treinador da equipe já durante a interrupção do calendário futebolístico brasileiro.

Ramon Menezes, ex-comandante do Vasco/Foto: Rafael Ribeiro, Vasco

Apoiado na excelente fase dos argentinos Benítez e Cano, o Vasco, normalmente armado no sistema 4-3-3, conquistou cinco vitórias (suas únicas no Campeonato) nas primeiras nove partidas que disputou. O último triunfo, obtido em clássico contra o Botafogo, na 10ª rodada, ocorreu em 17 de setembro. Desde então, a equipe sofreu quatro reveses e somou um único ponto, contra o Red Bull Bragantino.

Benítez e Cano, dupla vascaína/Foto: Rafael Ribeiro, Vasco

Os números provam que a recente má fase do Vasco não se limita ao placar final das partidas. O saldo de gols, por exemplo, que após o duelo contra o Botafogo era seis, fruto de 15 tentos marcados e nove sofridos, hoje indica negativos dois, consequência das atuais 20 ocasiões em que a equipe foi vazada.

Livre para o Vasco, a semana passada contou com muitas novidades em São Januário. Rival do Cruz-Maltino na 16ª rodada do Brasileirão, o Fortaleza disputou, contra o São Paulo, partida antecipada das oitavas de final da Copa do Brasil. Por consequência, o time carioca não entra em campo desde o sábado retrasado (10/10). Neste intervalo, os rivais colorados deste domingo anunciaram as contratações de Ricardo Sá Pinto, novo treinador, e Leonardo Gil, volante.

A dupla, porém, ainda não estará disponível para o confronto contra o Inter. Sob o comando de Alexandre Grasseli, a provável escalação do Vasco para este domingo conta com Fernando Miguel; Yago Pikachu, Miranda, Leandro Castan e Henrique; Benítez, Marcos Júnior, Andrey e Carlinhos; Talles Magno e Cano.

Alexandre Grasseli/Foto: Rafael Ribeiro, Vasco

Transmissão tri!

Dia de Inter é dia de sintonizar na Rádio Colorada! A transmissão mais vermelha da web e do FM ocorre a partir das 17h deste dia 18 de outubro. O horário marca a abertura do ‘Portões Abertos’, pré-jogo legitimamente alvirrubro que contará com participação especial de Mauro Galvão, ex-zagueiro e ídolo vermelho, campeão invicto do Brasileirão de 1979.

Na sequência, às 18h, chega a jornada esportiva do duelo entre Inter e Vasco, a qual se estende até o soar do último apito, quando terá início o ‘Vestiário Vermelho’. Com entrevistas exclusivas e também coletivas, a atração repercute todos os detalhes de mais um embate nacional do Clube do Povo. Acompanhe a transmissão através do FM 95,5 ou via Site e App do Inter!

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As redes sociais do Clube do Povo (@scinternacional no TwitterInstagram Facebook) , você já sabe, apresentam o mais completo minuto a minuto da internet. Neste domingo, não será diferente, com diversas imagens, compartilhadas de maneira instantânea, enriquecendo a cobertura. Na TV, o Premiere anuncia transmissão.


Retrospecto vermelho

É rica a história de encontros entre Clube do Povo e Cruz-Maltino. Ao todo, as equipes já se encontraram em 70 ocasiões, das quais 28 foram encerradas com triunfo colorado, duas a mais do que as finalizadas com vitória carioca. Ocorreram, também, 16 igualdades, em retrospecto que registra 100 gols para cada lado.


Na semana do Rei, um confronto pela realeza

Maior meio-campista da história do futebol brasileiro, o Rei Falcão completou, na última sexta-feira (16/10), 67 anos de idade. Ídolo que figura entre os maiores da biografia colorada, o eterno camisa cinco alvirrubro exibe, exatamente contra o Vasco, um dos capítulos mais lindos de sua trajetória no Beira-Rio.

Falcão comemora o gol marcado sobre o Vasco/Foto: Zero Hora, Divulgação

Bola de Ouro do Brasileirão de 1979, o protagonista do Time que Nunca Perdeu foi o responsável por, diante de um Gigante abarrotado, marcar o gol do Tricampeonato vermelho. Segundo do Inter na finalíssima, o gol do Rei sucedeu tento marcado pelo Príncipe Jajá, e foi o último do Clube do Povo no torneio – mas não do duelo, que ainda contaria com tento de Wilsinho para os visitantes. Colorado, uma vez mais, dono do Brasil!


Ídolos de cá e lá

Atração mais do que especial do pré-jogo da Rádio Colorada, Mauro Galvão não é ídolo apenas do Inter. Revelado, aos 17 anos, pelo Clube do Povo, o ex-defensor conquistou o Brasil logo em sua primeira temporada como profissional. Duas décadas depois, Mauro, dono de carreira extremamente vitoriosa, dominaria a América, desta vez vestindo as cores do Vasco.

Antes mesmo do nascimento de Galvão, porém, Inter e Vasco já contavam com lindas coincidências. Figura que também ocupa posto elevado no panteão de lendas coloradas, Osmar Fortes Barcellos, o Tesourinha, atuou, depois de 10 multicampeãs temporadas consecutivas nos Eucaliptos, com as cores do Vasco. Em São Januário, o ponta conquistaria o Rio de Janeiro e seguiria convocado para a Seleção Brasileira. Com a Canarinho, o imparável driblador venceria, ainda, a Copa América.

“Jogador sozinho não ganha campeonato, mas o Falcão de 79 seria vice!”

O título desta matéria não contém exagero algum. Icônica, a frase, proferida por um gênio, retrata com grande precisão a magnificência de outro. De Veríssimo, Luís Fernando, para Falcão, Paulo Roberto. O Inter tricampeão do Brasil jamais foi repetido. Protagonismo igual ao de nosso camisa cinco? Nunca mais visto. Marcada por superações coletivas e pessoais, a história do craque do ‘Time que Nunca Perdeu’ é única, e merece, no dia do aniversário do Rei, ter seu principal capítulo rememorado. Conheça detalhes da mágica temporada vivida por Falcão em 1979!

Falcão exibe o cobiçado troféu para o povo colorado/Foto: Divulgação

Idolatria afirmada


No futebol, a história da camisa cinco tem um antes e depois. Falcão a divide. Gênio da bola, o revolucionário meio-campista revelado pelo Celeiro de Ases construiu carreira meteórica no Clube do Povo. Lançado aos profissionais em 1973, por Dino Sani, no ano seguinte já seria pilar da máquina de Minelli.

Bicampeão nacional sob o comando Rubens, ainda atingiria, treinado por Cláudio Duarte, o seu quinto título estadual. Idolatrado e figurando no principal degrau do panteão colorado o craque chegou ao fim da década de 70. Ninguém poderia imaginar, portanto, que Paulo conseguiria abrir os anos 80 ainda mais amado.

Ficha de inscrição de 1968 do atleta Paulo Roberto Falcão/Foto: Arquivo histórico do S.C. Internacional

Falcão precisou de pouco mais de dois anos como profissional para ser escolhido o melhor meia do Brasil. Brilhante na conquista do Brasileirão de 1975, o jovem integrou a seleção do campeonato. Aos 22 anos (recém-completados), foi fundamental, por exemplo, diante do Fluminense, na semifinal do torneio, quando em um Maracanã lotado serviu linda assistência para a pintura de Lula, primeira da jornada em solo carioca.

No ano seguinte, o Inter bicampeão do Brasil voltou a contar com a magia de seu camisa cinco, uma vez mais decisivo para a classificação alvirrubra à decisão nacional. Contra o Atlético-MG, desta vez no Beira-Rio, o craque marcou, no último minuto do tempo regulamentar, um dos gols mais bonitos da história do futebol, segundo da virada alvirrubra por 2 a 1. Construído em belíssima tabelinha de cabeça com Escurinho, o tento classificou o Clube do Povo para o duelo diante do Corinthians, encerrado com vitória vermelha, no Gigante, por 2 a 0.

Após insucessos estaduais e nacionais em 1977, o Inter voltou a ser protagonista na temporada de 1978. Terceiro do Brasil, o Clube do Povo conquistou o título gaúcho no Olímpico, antiga casa gremista, após vitória por 2 a 1. Falcão, ao lado de Jair e Valdomiro, foi um dos destaques do feito, inclusive marcando gol em Gre-Nal do primeiro turno.

No Brasileirão, o Colorado sucumbiu, nas semifinais, para o forte time do Palmeiras. A ausência na decisão, todavia, não impediu a escolha do catarinense de Abelardo Luz para o prêmio de melhor do Campeonato. Bola de ouro, o camisa cinco chegava a 1979 sonhando com repetir o brilho individual e elevar o desempenho coletivo.

Os campeões do Rio Grande em 1978. Falcão, em pé, ao centro/Foto: Divulgação

Novos problemas, novas companhias


Primeiro campeonato do ano, o Gauchão de 1979 acendeu importante alerta no Beira-Rio. Os primeiros sinais de oscilação chegaram ainda nos turnos de abertura do torneio, encerrados com tropeços diante de adversários inferiores ao Colorado. Na sequência, Cláudio Duarte, comandante alvirrubro desde 1978, precisou deixar a casamata – embora tenha continuado a ocupar cargo na comissão técnica.

Com a missão de reverter o quadro negativo e construir campanha campeã no octogonal final, desembarcou, então, Zé Duarte, treinador de boas passagens pelo interior paulista, em especial a campineira dupla Guarani e Ponte Preta. Zé, contudo, não apenas falhou em injetar novo ânimo no Inter, como também viu intensificar o clima conturbado nos arredores da Padre Cacique.

“A maior motivação

foram as críticas e a

humilhação que sofremos

durante o Estadual”

Mário Sérgio

Para além de resultados inesperados, caso dos reveses consecutivos para São Paulo de Rio Grande e Novo Hamburgo, o condicionamento dos atletas também se tornou um problema. Pilares da equipe, os ídolos Falcão e Valdomiro sofreram lesões graves, assim como o excelente zagueiro Larry. Reforços, ficava evidente, eram necessários, e eles foram encontrados tanto no mercado, à época inflacionado, quanto no Clube, tradicional formador de estrelas.

Mauro Galvão e Falcão no Beira-Rio em 1979/Foto: Divulgação

A demora para encontrar uma nova formação, porém, custou o Estadual, encerrado no simplório terceiro lugar, posição que cobrou nova mudança na comissão técnica. No lugar de Duarte, chegou Ênio Andrade, então comandante do Coritiba. Com ele, veio também Gilberto Tim, mestre da preparação física e bicampeão nacional pelo Inter ao lado de Rubens. O Brasileirão batia à porta, e o Colorado seguia desencontrado.

Dentro de campo, o Inter acumulou, ao longo dos meses de disputa do Gauchão, novidades em todos os setores. Contratado em 1977, o goleiro Benítez, emprestado para o Palmeiras em 1978, retornou ao Beira-Rio e logo conquistou a titularidade. Na defesa, Mauro Pastor se consolidava como zagueiro, enquanto o lado esquerdo começava a ser desbravado por Cláudio Mineiro. Completando o miolo estava o jovem Mauro Galvão, que, aos 17 anos, já encantava o Brasil.

João Carlos, cria da casa, fazia o corredor direito, faixa de campo ocupada, no meio de campo, por Jair. O Príncipe tinha as magníficas companhias de Batista, mais recuado, e Falcão, trio responsável por ditar o ritmo do Alvirrubro. Mais tarde, para o ataque, chegou Bira, contratado junto ao Remo e com o aval de Dario Maravilha, camisa 9 do título de 1976. Os dois centroavantes travavam, em Belém do Pará, intenso duelo pela artilharia paraense, com Dadá vestindo a camisa do Paysandu.

Montagem do ‘Time que Nunca Perdeu’ não foi simples

Falcão e Jair, estrelas benquistas pela torcida, também desejavam um ponta-esquerda, e tinham em mente o nome ideal: Mário Sérgio Pontes de Paiva. Pesava contra o ‘Vesgo’ seu temperamento intempestivo, que gerava desconfiança na diretoria colorada. As estrelas do meio de campo alvirrubro, entretanto, bateram pé, e prometeram se responsabilizar pelo futuro companheiro. Com ele, argumentaram, conquistariam taças. Mário, então, foi contratado – e logo caiu como uma luva no corredor canhoto.

Disciplinado taticamente, o camisa 11 atuava como um legítimo construtor, armando constantes aproximações ao trio de meias, assim criando quadrado mágico no time de Ênio Andrade. Menos agudo do que Lula, seu predecessor na ponta, o carioca permitia a Falcão presença ainda maior no terço final do campo. Uma geração inesquecível, enfim, tomava forma. Restava azeitar as engrenagens.


Segurança nas fases iniciais


Integrante do Grupo G, o Inter abriu o Brasileirão como visitante. No Couto Pereira, o Clube do Povo enfrentou o Athletico Paranaense, partida disputada em 23 de setembro e encerrada com o placar inalterado. Coube a Bira, três dias depois, marcar o primeiro gol colorado no Brasileirão. Acompanhado por Adilson na súmula de artilheiros alvirrubros, o centroavante foi fundamental na vitória por 2 a 1 sobre o Santa Cruz, em Recife.

“O Inter torna-se grande

quando ninguém acredita nele.

É um time que cresce quando

tudo fica difícil!”

Paulo Roberto Falcão

Na mesma partida, entretanto, o camisa 9 fraturou o braço e, ao lado de Batista, com uma distensão, tornou-se desfalque para as rodadas seguintes. Desconfianças retornavam, embora Jair as tenha parcialmente dissipado na terceira rodada, quando marcou, no Beira-Rio, o tento da vitória sobre o Figueirense.

A quarta rodada reservou ao Inter o primeiro clássico daquela edição do Brasileiro. Em um Beira-Rio lotado, Jair e Falcão apostaram na bola parada e, através de jogada ensaiada que contou com toque do futuro Rei e arremate do Príncipe, venceram o ex-companheiro Manga, então goleiro gremista. Colorado 1 a 0, e a campanha nacional tomava corpo, bem como o psicológico alvirrubro, renovado após o primeiro triunfo em Gre-Nais no ano. Nas jornadas seguintes, dois por 3 a 0, sobre Sport e Coritiba, encaminharam a classificação.

Na reta final da primeira fase, o Inter ainda empatou com América-RJ, por 1 a 1, antes de superar, na oitava rodada, o Rio Branco-ES, por 5 a 1. Diante dos capixabas, Falcão anotou uma pintura para abrir o placar. O camisa cinco emendou de primeira, da entrada da área, cobrança aberta de escanteio feita por Mário Sérgio, pela esquerda. O gol, marcado na goleira do Gigantinho, foi o primeiro do craque no Campeonato, sucedido, na mesma partida, pelo de número dois, quinto da jornada, que saiu em lindo testaço. Depois da goleada, o Clube do Povo encerraria o grupo empatando, no Gigante, com o Operário-MS, placar de 2 a 2.

Se na fase inicial oito equipes avançaram de um grupo com 10, o segundo momento do Brasileirão de 1979 começou a afunilar os participantes do torneio. Disputado por 94 times, o Campeonato daquele ano contou, na fase de número dois, com sete chaves formadas por oito instituições. Destas, apenas duas avançariam. Líder no formato anterior, o Inter sabia que os tropeços precisariam se tornar cada vez mais escassos.

Assim, o Colorado venceu, na primeira rodada, o Goytacaz, do Rio de Janeiro, por 1 a 0, gol de Mauro Pastor. Na semana seguinte, o Gigante sediou novo duelo da Academia do Povo, este perante os gaúchos do São Paulo de Rio Grande. Jair, cobrando pênalti sofrido por Falcão, abriu o escore. Bira, precisamente servido pelo Rei, aumentou, e Mário Sérgio, já na etapa final, fez o terceiro do triunfo por 3 a 1.

Três empates consecutivos, contra Caldense-MG, Anapolina-GO e Atlético-PR, representaram o momento mais delicado do Inter no torneio. Seguro defensivamente, o Colorado custava para deslanchar na linha de frente, muito pela ausência de Valdomiro, com volta aos gramados prevista apenas para o ano seguinte. Até mesmo Falcão chegou a atuar como centroavante em uma das tentativas de Ênio para bagunçar zagas rivais. Foi então que Valdo, como sempre sedento por quebrar paradigmas e recordes, retornou ainda no final do mês de novembro. Mais precisamente, no dia 25.

A reestreia do ídolo ocorreu diante da Desportiva, do Espírito Santo, e foi coroada, logo cedo, com assistência para Bira. Depois, no segundo tempo, o Rei também quis ser garçom, e ofereceu passe maravilhoso para Batista marcar o segundo. O centroavante alvirrubro, que de burro não tinha nada, faria mais dois, o último após lançamento genial de um Falcão cada vez mais à vontade dentro de campo, visivelmente decidido a conquistar o país como protagonista. O duelo, encerrado com o triunfo por 4 a 0, até hoje é lembrado pela infeliz lesão de Zé Rios, lateral do time visitante.

Valdomiro fechou com gol a segunda fase do Brasileirão. O tento, inclusive, foi o único na vitória por 1 a 0 sobre a Inter de Limeira, em São Paulo. Líder de seu grupo, o Colorado gaúcho avançava para o quadrangular antecessor dos mata-matas. Enfrentaria, na Chave C, Atlético-MG, Goiás e Cruzeiro. Do quarteto, apenas um avançaria às semis.

Reforçada na linha de frente, a Academia do Povo finalmente encontrava o equilíbrio que lhe serviria de principal característica. Entre a intransponível retaguarda e o avassalador setor ofensivo, um meio de campo minuciosamente afinado orquestrava o time. Harmônico, o setor contava com os graves de Jair e o apoio de Batista, maximizadores da sinfonia de Falcão, craque já reluzente nas semanas anteriores, mas prestes a se tornar herói nos dias que estavam por vir.

Falcão, o Bola de Ouro do Brasileirão 79/Foto: Revista Placar, Divulgação

Mococa ou Falcão?


Três jogos para chegar às semis. O primeiro, contra o Goiás, ocorreria no Beira. Vencer era imperativo. Dezenas de milhares nas arquibancadas, unidas no mesmo pensamento, apoiaram o time de Ênio Andrade. O jovem Gigante, que acabara de completar 10 anos de vida, queria subordinar o país inteiro de novo. Para isso, jogou junto.

Com Bira, no encerramento da primeira etapa, o Estádio lançou. Ao lado de Cláudio Mineiro, no fundo, pela esquerda, cruzou. Dissimulado, com Falcão fintou a zaga e abriu vazio na área alviverde. Lacuna criada pelo Rei, foi aproveitada pela grande aposta do Monarca: Mário Sérgio, que para as redes arrematou. Gol, da importante vitória por 1 a 0!

Completando a rodada de abertura, o empate entre Atlético e Cruzeiro tornava decisivo o confronto de Inter e Raposa. No Mineirão, os donos da casa precisariam vencer para seguir sonhando com o Brasil. De sua parte, o Clube do Povo sabia que, em caso de triunfo, praticamente garantiria classificação às semifinais. Determinado a vencer o clássico, que envolveu duas das maiores equipes da década de 70, Ênio Andrade escalou uma equipe que estava no limite. Lesionados, Falcão e Valdomiro iniciaram o jogo, mesmo caso de Batista.

“A gente aceitou que

alguns jogassem no sacrifício

porque estamos numa guerra.

E na guerra, meu velho,

cada um usa o que tem de melhor”

Gilberto Tim

Quem estivesse inteiro precisaria, indubitavelmente, jogar por dois. Como jogaram Jair e João Carlos, donos da direita, flanco pelo qual o Príncipe progrediu antes de, aos 25 da etapa inicial, cruzar rasteiro. Na entrada da área, o rei dos voleios não perdoou. Inter, dos pés de seu camisa cinco, na frente. Pouco depois, Joãozinho até igualou, mas a majestade catarinense, que atuava gemendo de dores na clavícula, estava incontrolável. Tamanho sacrífico, bradava, não aconteceria em vão.

Lançado por Valdomiro, Falcão dominou com a canhota, investiu contra Marquinhos, superou o marcador e, da meia-lua do retângulo maior, mandou rasteiro, com a direita. Luis Antonio salvou, mas o rebote foi de Bira, que se atirou em violento carrinho na direção da bola. Chorado, brigado, o tento era colorado. Nos instantes antecessores do intervalo, o corredor direito valeu ao Inter novo gol.

Após corte parcial da zaga, Valdo pegou a sobra, ajeito para a canhota e, a centímetros da risca da grande área, mandou com a canhota, de trivela. Na bochecha da rede rival a esférica morreu. Inter 3 a 1, triunfo até diminuído, no escore, por Alexandre, mas não impedido. Vitória da Academia do Povo, resultado que, somado ao W.O. do Atlético-MG, que entrou em discordância com a CBD, valeu a classificação para as semis.

O Cruzeiro foi uma das muitas vítimas de Falcão no Inter

O adversário colorado nas semifinais seria o Palmeiras, algoz na temporada passada, quando ficou com o vice-campeonato brasileiro. Na final, os palestrinos sucumbiram para o Guarani de Zé Carlos, Careca, Zenon e Capitão. Indigesto, o gosto da prata, esperavam os alviverdes, seria superado em 1979. Terceiro no Nacional anterior, no entanto, o Inter também queria a taça, e entraria em campo sedento por vingança.

Foto: Jornal da Tarde, 13 de dezembro de 1979

Falcão, é claro!


Badalado, o duelo de 180 minutos entre o escrete de Telê e os eleitos de Ênio foi inaugurado no dia 13 de dezembro, no Morumbi. Empolgada com a boa fase alviverde, que superara com 100% de aproveitamento o quadrangular anterior, disputado perante a Flamengo, São Bento-SP e Comercial-Sp, a crônica paulista não hesitou em amplificar o choque que estava por vir.

O periódico Jornal da Tarde, porém, exagerou. Deleitado com as recentes exibições do jovem Mococa, valente marcador que anulara Zico, o noticiário criou um embate particular para o confronto eliminatório, e se permitiu questionar, em manchete garrafal, quem levaria a melhor: o valente meia bandeirante ou o deífico Falcão. Delírio!

As escalações que entraram em campo no Morumbi

A heresia da imprensa sudestina encontrou coro nos 45 minutos que serviram de abertura ao prélio. Superior nas ações do campo, o Palmeiras retornou para os vestiários em vantagem, mínima, no placar. Encurralado pelos locais na maior parte do tempo, o Clube do Povo sofreu muito com as arrancadas de Jorge Mendonça e Rosemiro, donos da direita do ataque palestrino. Apesar do triunfo parcial, todavia, a torcida da casa não encarou com grande euforia o intervalo da peleja. Também pudera, pois Falcão, a instantes do apito paralisador, quase marcou de bicicleta após estonteante tabela com Mário Sérgio. O Inter, afirmavam os alviverdes, entrara no jogo – e não havia Mococa capaz de contê-lo.

Reiniciado o confronto, o Clube do Povo precisou de apenas cinco minutos para empatar. Polivalente, Mário Sérgio foi mais ponta do que meia para arrastar a marcação até a linha lateral do campo. Espaçada, a zaga rival ofereceu espaço para Jair, que não titubeou. Livre, o camisa oito foi percebido pelo companheiro, que serviu rasteira. Fulminante como sempre, Jajá dominou engatilhando e, da intermediária, testou Gilmar, que foi reprovado pelo montinho artilheiro. O roteiro da semifinal, contudo, não seria tão simples ao Clube do Povo, que voltou a ficar no prejuízo aos 10, quando Jorge Mendonça marcou uma pintura.

Falcão e Pedrinho, antes do jogo/Foto: Divulgação

A desvantagem não abalou o Inter, que seguiu martelando. Inteligente, o time colorado percebeu que o chão não seria amigo naquela noite, e tratou de pressionar por cima. Quem mais levou o caminho a sério foi Falcão, que seguiria, até o fim do torneio, convivendo com intensas dores no ombro. Aos 19, o craque atingiu as alturas para completar, em fulminante cabeceio, cruzamento vindo da direita. Por pouco tempo, novo empate era denunciado pelo marcador. Desgostoso com a igualdade, o Rei, que já acumulava felizes súditos no sul, decidiu impor sua nobreza a azarados paulistas virentes.

“Não perdemos

para um time.

Perdemos para o

maior jogador do mundo.

Diretor palmeirense

O relógio indicava 25 minutos quando Mário Sérgio recebeu na esquerda. Com espaço para progredir, o camisa 11 fez o facão e acionou Cláudio Mineiro, que corria rente à linha esquerda da grande área palestrina. Embora travado, o cruzamento do lateral teve direção, e encontrou a cabeça de Bira. Também espirrado, o centroavante escorou para trás, onde estava Valdomiro, mais um que lutava por espaço. Espanada, a bola esbarrou no pé de Mendonça e tomou altura. Desequilibrado, o 10 do Palmeiras tentou afastar. Antes dele, a bola foi chicoteada. Por quem? Falcão, é claro.

Foto: Jornal da Tarde, 14 de dezembro de 1979

De bate-pronto, o arremate do camisa cinco esgaçou os barbantes da cidadela bandeirante. Mágico, o tento só não foi visto pelo artilheiro da noite, que, de modo a não acertar o rival, precisou recolher a perna com violência equiparável à da finalização, assim permanecendo de costas para a meta durante valiosos segundos. Último do jogo, o golaço valeu ao Inter vantagem especial para as pretensões coloradas. Sublime, o feito carrega, até hoje, assinatura das mais fidedignas de Falcão por misturar talento à classe, genialidade e simplicidade, precisão com protagonismo. Obra rara, digna de seu autor.

Disputado diante de um Beira-Rio completamente lotado, o confronto de volta consagrou, de uma vez por todas, a zona nevrálgica do time colorado. Incansáveis, Rei e Príncipe se sacrificaram pelo time, apoiando na mesma medida que fecharam espaços na defesa. Para Jair, a recompensa de tanto empenho chegou na abertura da etapa final. Após cruzamento de Cláudio Mineiro, Bira ajeitou para Adilson, que fez pivô perfeito. Jajá, é claro, não perdoou, e tirou o zero do placar. Irônico, o destino permitiu a Mococa o tento de empate. Placar final, 1 a 1. A luta de todos, enfim, justificada: Inter na decisão. Ao ritmo, óbvio, de Falcão.


Invicto, inédito e jamais igualado


Não bastasse a reviravolta que transformou um ano iniciado de maneira claudicante em finalista do Brasil, o roteiro de 1979 reservava mais emboscadas para a Maior e Melhor Torcida do Rio Grande. Classificado depois de eliminar o Coritiba, o Vasco seria o adversário colorado na decisão. Os primeiros 90 minutos reservavam o Maracanã, como palco, e Roberto Dinamite, como possível algoz.

Missão difícil, largar em vantagem pareceu se tornar impossível quando a escalação alvirrubra foi revelada sem Falcão e Valdomiro. Combalida, a dupla, que há muito vinha no sacrifício, precisou dar lugar a Valdir Lima, contratado junto ao São Paulo de Rio Grande, e Chico Spina, ponta muito contestado nas fases de abertura do Brasileirão. O empate, para os mais pessimistas, virava obsessão. Tolos eles.

“Poucos esperavam que o Inter derrotasse

o Vasco quando o empate bastava.

Acontece que nosso time

não sabe jogar na retranca.”

Ênio Andrade

O primeiro apito da final soou às 21h15 do chuvoso 20 de dezembro. Instável, o clima afastou parcela do público, mas não evitou que mais de 60 mil pessoas tomassem as arquibancadas do eterno Maior do Mundo. Confiante, o Colorado não se abalou no mítico estádio para fazer, do limão, uma limonada. Substituto de Valdomiro, Chico Spina marcou dois. Reserva de Falcão, Valdir deu assistência para o primeiro. Impecável como estivera desde setembro, a defesa não vazou. De 2 a 0, a vantagem permitia, de uma vez por todas, maior respiro ao povo vermelho. Restavam míseros 90 minutos.

Os campeões invictos

Benítez, a muralha. João Carlos, incansável, Mauro Pastor, xerife, Mauro Galvão, fenômeno, e Cláudio Mineiro, guerreiro. Batista, gênio, Jair, artilheiro, e Falcão, divindade. Valdomiro, ídolo, Bira, matador e Mário Sérgio, craque. Escalado, o Inter entrou, como de costume, correndo no gramado do Beira-Rio. O Gigante, que fervilhava naquela antevéspera de Natal, respondeu com estremecedor tremular de bandeiras. A confiança do povo atingia escala comparável ao palco do duelo. A exibição colorada também, apesar de Leão, que muito retardou a abertura do placar. Inevitável, porém, o gol primeiro saiu, e teve a cara do time de Ênio Andrade.

Jamais derrotado, o goleiro Benítez repôs com Mário Sérgio, que recuara até a intermediária defensiva para receber. Pela esquerda, o Vesgo percebeu que Bira tomava a frente de seu marcador. Preciso, lançou o nove, que escorou, poucos metros depois do centro do campo, de casquinha. Perspicaz, Jair apareceu nas costas da adiantada defesa rival para, no primeiro toque, fintar Leão. No segundo, finalizou na direção da desprotegida goleira. Aos 41 minutos, o Beira-Rio aumentava os já ensurdecedores decibéis de festejo.

Quatro voltas do ponteiro depois, Falcão quase ampliou. Completo, o Rei lançou Bira, que driblou o arqueiro mas perdeu ângulo. Pela direita da área, o centroavante cruzou rasteiro. Ágil, ali já estava seu garçom, que tentou de letra. Por sorte dos cariocas, o goleiro impediu gol que faria justiça à magnífica campanha construída pelo camisa cinco vermelho. Decisivo em todas as fases, o ídolo dispensou estrelismos em nome dos objetivos. Na decisão, em momento algum foi individualista. Pelo contrário, seguiu ditando o ritmo de seus 10 companheiros, ora desfilando passes açucarados para os avantes, ora retendo a posse e esfriando o time visitante.

Fiel ao estilo de jogo que lhe fizera atingir a melhor forma de sua carreira, o camisa cinco não perdoaria, por óbvio, espaços na retaguarda rival. Espaços como os oferecidos a 13 minutos da segunda etapa, quando Mário Sérgio, de novo ele, lançou da defesa, desta vez para Cláudio Mineiro, que cruzou rasteiro, na direção de Bira. O centroavante finalizou, mas abafado por Falcão, que operou milagre. Abandonado por seus companheiros, o goleiro mal levantara do chão quando surgiu Falcão.

“Nós oferecemos este título

para aqueles que não

acreditavam no time”

Rei Falcão

Um, dois, três passos. Pé de apoio, perna direita no ar, chuteira na bola. Por um instante, corpo completamente fora do chão. O herói era elevado, ficava acima de seus rivais. Superior, como seu futebol. O Rei finalizou, com a seriedade dos grandes, a caminhada da maior equipe da história do principal desporto brasileiro.

Wilsinho até descontaria, é verdade, mas o gol de honra em nada ameaçou o Tri. Título único, posse exclusiva do Time que Nunca Perdeu, escalação inesquecível capitaneada pelo melhor meio-campista que nosso país já viu. O Rei de Roma. O Deus do Beira-Rio. O aniversariante desta sexta-feira (16/10). Parabéns, Falcão!

Falcão comemora o gol do Tri

Mário Sérgio é o Personagem do Mês do Museu do Inter

Mário Sérgio Pontes de Paiva, um dos gigantes a vestir a camisa 11 colorada, é a personalidade destaque escolhida pelo Museu do Inter neste mês de setembro. Campeão Brasileiro invicto em 1979, o “vesgo”, como era chamado, construiu trajetória gloriosa no Clube do Povo, marcada por grande destaque tanto dentro quanto fora de campo.

Mário Sérgio e Falcão: ídolos colorados

Nascido no dia 7 de setembro de 1950, Mário Sérgio, revelado pelo Flamengo, foi contratado por um Inter que visava a dar um salto de qualidade para o Campeonato Brasileiro após desempenho frustrante no Gauchão de 1979. Junto de Bira e Benitez, o camisa 11 ajudou a conduzir a equipe de Ênio Andrade ao tricampeonato invicto.

Apelidado em referência aos geniais passes que desferia em uma direção enquanto olhava para o lado contrário, o ídolo construiu as jogadas dos dois gols marcados pelo Clube do Povo na finalíssima disputada contra o Vasco, no Beira-Rio. À frente de seu tempo, aparecia, no papel, como um ponta-esquerda, mas constantemente somava-se ao trio Jair, Falcão e Batista, criando quadrado mágico de meio-campistas no time colorado.

Após sua aposentadoria, tornou-se treinador, profissão que intercalou com a de comentarista esportivo. Treinou o Inter na reta final do Brasileirão de 2009, atingindo o vice-campeonato nacional.

A vida de Mário Sérgio foi interrompida em 2016, no trágico acidente que vitimou a delegação da Chapecoense que disputaria a final da Copa Sul-Americana. Saudades eternas, ídolo!

Pesquisa: Museu do Inter.

Entrevista com Cláudio Mineiro, lateral do Time que Nunca Perdeu

A Rádio Colorada encerrou a semana em grande estilo. Lateral-esquerdo titular do Time que Nunca Perdeu, titular na campanha invicta do Brasileirão de 1979, Cláudio Mineiro concedeu, nesta sexta-feira (17/07), entrevista mais do que especial para a emissora do Clube do Povo. Ao longo do papo, o ex-defensor, protagonista na jogada do gol de Falcão sobre o Vasco, segundo na finalíssima que consagrou o Alvirrubro tricampeão nacional, relembrou os tempos de Beira-Rio e destacou o carinho que tem pela Maior e Melhor Torcida do Rio Grande. Você confere a conversa, que foi ao ar durante o Programa do Inter, no player abaixo ou, se preferir, nos nossos perfis em Spotify e SoundCloud!

Sport Club Internacional · Rádio Colorada | Entrevista exclusiva com Claudio Mineiro, ex-lateral do Clube do Povo – 17/07/2020
Da esquerda para a direita, Cláudio é o último em pé

De segunda a sexta, a partir das 18h, a Rádio Colorada apresenta o ‘Programa do Inter’, exibição que traz todas as atualizações sobre o dia a dia do Clube do Povo. Feito de torcedor(a) para torcedor(a), o Programa pode ser acompanhado através do APP oficial do Clube do Povo.

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Entrevista de Bira, centroavante do ‘Time que Nunca Perdeu’, para o Programa do Inter

Bira, agachado ao centro, entre Jair e Batista

Benitez; João Carlos, Mauro Galvão, Mauro Pastor e Cláudio Mineiro; Batista, Falcão e Jair; Valdomiro e Mário Sérgio. Completando a seleção tricampeã nacional pelo Inter em 1970? Bira! Centroavante de grande presença de área, o ex-atleta concedeu, na última quarta-feira (20/05), entrevista para o Programa do Inter, da Rádio Colorada. Vivendo em Macapá, o goleador relembrou, na data em que completou 67 anos, os iluminados tempos de Beira-Rio, marcados pelos incríveis 32 gols que anotou em apenas 50 partidas vestindo o manto alvirrubro. Confira na íntegra:

Sport Club Internacional · Rádio Colorada: Entrevista exclusiva com Bira Burro, ex-centroavante do Internacional – 20/05/2020
Bira marcou o segundo do Inter na vitória por 3 a 2 sobre o Cruzeiro, no Mineirão, pelas quartas do Brasileiro de 1979

De segunda a sexta, a partir das 18h, a Rádio Colorada apresenta o ‘Programa do Inter’, exibição que traz todas as atualizações sobre o dia a dia do Clube do Povo. Feito de torcedor(a) para torcedor(a), o Programa pode ser acompanhado tanto através do APP oficial do Clube do Povo quanto via Site!

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