Preparadores de goleiros do plantel principal conversam com a base colorada

Em mais uma atividade de alinhamento da base colorada com o futebol profissional, ocorreu nesta terça-feira (23/06) um bate-papo com os preparadores de goleiros do plantel principal, Daniel Pavan e Durgue Vidal.

A reunião contou com o coordenador da preparação de goleiros, Leonardo Martins, e os preparadores, Donizete Aparecido, Cristiano Pretto, Loristan Pantoja e Vinicius Silveira. Os representantes da comissão técnica do grupo principal, Durgue e Pavan, apresentaram a rotina de trabalho no grupo principal, comentaram como esperam receber os goleiros formados na base e ainda revelaram detalhes.

A conversa durou mais de um hora e todas os questionamentos foram respondidos por Pavan e Vidal. Ao final do encontro, Daniel Pavan elogiou a oportunidade de conversar com os profissionais e demonstrou interesse em que esses encontros aconteçam de forma periódica.

Para o coordenador dos preparadores, Leonardo Martins, esse tipo de ação deve gerar frutos para o clube: “muito importante ter eles conosco para conhecer o dia a dia e os bastidores. A ideia é ter proximidade com o profissional, tanto dos preparadores, quanto dos nossos goleiros. Quem tem a ganhar isso é o clube, pois melhora a comunicação entre os setores para formarmos o futuro do Internacional”, afirmou Martins.

Cria do Celeiro de Ases, Taffarel conversa com goleiros da base colorada

Um papo franco e cheio de lições. Assim pode ser resumida a conversa, ocorrida na tarde desta terça-feira (02/06), que mobilizou os goleiros das categorias da Base Colorada. Através de uma vídeo conferência, Cláudio Taffarel, um dos maiores goleiros da história do futebol e formado como atleta no Internacional, conversou com os guris e com preparadores de goleiros.

Taffarel (E) durante a conversa feita com profissionais do Inter (D)

A finalidade da reunião, feita por videoconferência, foi apresentar uma das maiores referências de goleiros nascidos em termos futebolísticos no Clube. Os goleiros da base alvirrubra não puderam ver Taffarel jogar, mas, na última semana, receberam materiais sobre a trajetória dele para estudo, além textos e vídeos.

Taffarel contou detalhes da sua carreira, que teve sucesso no Internacional, em clubes italianos e no Galatasaray, da Turquia. A Seleção Brasileira também foi muito lembrada durantes as histórias contadas e também nas perguntas. O encontro contou ainda com a participação Daniel Pavan, que é o preparador de goleiros do time principal masculino do Inter.

O coordenador da preparação de goleiros das categorias de base do Colorado, Leonardo Martins, avaliou a experiência: “foi muito bom ter esse contato com o Taffarel, para conhecermos como eram os treinamentos, as potencialidades dele e as dificuldades. Buscamos a reflexão em cima do nosso trabalho atual, analisando a essência da formação de goleiros na base. O segredo do Inter é muita técnica e muito trabalho, e nós queremos melhorar ainda mais”.

Taffarel, que atualmente é o preparador de goleiros da Seleção Brasileira, deixou uma mensagem, no fim, para todos os futuros goleiros colorados: “vocês devem agradecer muito a Deus por trabalharem em um clube como o Inter e com profissionais tão bons, mas não esqueçam: se não tiver paixão e determinação de ir para um treino e atingir seus objetivos, não vai para frente. Hoje há muitos goleiros, a concorrência sempre vai aumentar, por isto é preciso ter um diferencial na técnica, principalmente, para conseguir seguir a carreira”.

Taffarel começou a jogar profissionalmente no Internacional já no Campeonato Brasileiro de 1986, quando foi uma das revelações da competição e passou a ser presença em convocações da Seleção Brasileira, onde jogou três Copas do Mundo – edições de 1990, 1994 e 1998 – e soma pela Seleção principal 104 jogos oficiais disputados e nove partidas não oficiais, além de compromissos realizados pela Seleção Olímpica e pela seleção que disputou um Pan-americano.

Dia do Goleiro: a dinastia de craques de luvas no Clube do Povo

Manga e Clemer, dois dos maiores goleiros da história colorada

Há quem diga que o goleiro é o maior estraga-prazeres do futebol. Infeliz posição, trataria-se do responsável por impedir o tão festejado gol, condenado a atuar no único recorte do campo onde a grama não nasce, entregue às lesões nos inchados quadris e calejados dedos. Este pensamento, certamente, não é compartilhado pela Maior e Melhor Torcida do Rio Grande.

Seja revelando verdadeiros paredões ou contratando craques da baliza, o Clube do Povo sempre viu sua meta protegida por nomes prestigiados no futebol. Mais do que isso, não são poucos os arqueiros presentes no seleto rol de ídolos eternos do Inter, dono de tradição rica e quase secular, como comprovam as figuras de Ivo Winck e Milton Vergara, respectivos goleiros das históricas formações de Rolo Compressor e Rolinho.

Conhecido como ‘Escola de Goleiros’, o Celeiro de Ases já revelou grandes nomes da posição. Camisa 1 colorado entre as temporadas de 1968 e 1970, octacampeão gaúcho pelo Inter, Schneider é um exemplo, assim como Gilmar, medalha de prata nas Olimpíadas de 1984, Taffarel, protagonista no tetracampeonato mundial do Brasil, Alisson, atual titular da Seleção Brasileira, além de outros selecionáveis, vide André e Renan. A herança, é bom lembrar, segue sendo honrada, fato constatado nas presenças de Daniel e Keiller, formados nas categorias de base do Clube, dentro do grupo profissional vermelho, onde, a cada oportunidade recebida, demonstram enorme potencial.

É igualmente impossível esquecer daqueles que, embora revelados por outros clubes, marcaram época no Colorado gaúcho. Clemer, com seus milagres que ajudaram a conquistar a América e o Mundo, Benítez, titular no inigualável título brasileiro invicto de 1979, e Gato Fernández, arrojado camisa 1 da gloriosa campanha da Copa do Brasil de 1992; são alguns deles. Além, é claro, do saudoso Manga, principal homenageado deste domingo (26/04).

Haílton Corrêa Arruda nasceu no dia 26 de abril de 1937 em Recife, capital pernambucana. Começou sua carreira em 1955, no Sport, e de lá seguiu para o Botafogo. No Rio, Manga era o primeiro nome do estrelado alvinegro que contava com Nilton Santos, Didi, Garrincha, Zagallo e Amarildo. Suas grandes atuações chamaram a atenção de Vicente Feola, técnico da Seleção, que o convocou para a Copa do Mundo de 1966. Três anos depois, transferiu-se para o Nacional, de Montevidéu, onde permaneceu até ser contratado pelo Inter, em 1974.

Em Porto Alegre, Manga fez história. Bicampeão brasileiro, três vezes vencedor do Campeonato Gaúcho, encantou colorados e coloradas por seu gigantismo debaixo das traves. Magistral na defesa de cobranças de falta, excelente nas reposições, preciso para não ser enganado pelos chutes mais venenosos, Manguita pode se orgulhar de ter sido praticamente perfeito durante os anos em que defendeu o Clube do Povo. Foi nesta época, mais precisamente em 1976, que teve seu maravilhoso currículo recompensado com a oficialização do Dia do Goleiro na data de seu aniversário. Uma homenagem justa a um dos maiores arqueiros da história do país, que hoje completa 83 anos.

Conheça alguns dos milagres de Manga

Atualmente, o Inter segue se destacando na posição. Movidos pela responsabilidade de estar à altura da extensa lista de craques que já defenderam a meta colorada, Daniel Pavan e Durge Vidal, responsáveis pela preparação de goleiros profissionais do Clube, têm desempenhado grande trabalho, nacionalmente reconhecido pelos frutos que já foram colhidos.

Marcelo Lomba, hoje o titular colorado, foi eleito, em mais de uma votação, o melhor goleiro do Brasileirão de 2018. Danilo Fernandes, por sua vez, chegou a ser convocado para a Seleção Brasileira no início de 2017, após se destacar com a camisa do Inter no ano anterior, e goza da confiança da Maior e Melhor Torcida do Rio Grande, assim como Daniel e Keiller. Assim, o Clube do Povo segue comprovando a máxima de que todo grande time começa por um grande goleiro!