Dia do Goleiro é celebrado na base colorada

O Dia do Goleiro foi 26 de abril, mas devido ao calendário de competições da base colorada, somente na tarde desta segunda-feira (02/05) aconteceu a tradicional confraternização dos atletas da posição. O evento aconteceu no auditório do CT Alvorada e reuniu os goleiros e preparadores de todas as categorias.

Atividade reuniu goleiros, preparadores e profissionais de outras áreas/Foto: Jota Finkler

A atividade, que acontece anualmente e só não ocorreu nos anos anteriores devido a Pandemia, contou também com a presença dos representantes dos setores de pedagogia, assistência social, nutrição, comunicação e psicologia. Além desses profissionais, o campeão do mundo e Bicampeão da Libertadores com o Internacional, Renan Brito, também participou da confraternização: “É um prazer estar aqui e relembrar tudo que vivi na base. O conselho que deixo a todos é: desfrutem de tudo que esse período vai oferecer a vocês. Não se preocupem com nada e trabalhem forte para alcançar seus sonhos”, aconselhou.

Um mural com fotos de grandes goleiros da história colorada decorou o cenário que ainda contava com um bolo degustado pelos presentes no auditório.

Atividade que celebra o Dia do Goleiro acontece anualmente na base/Foto: Jota Finkler

O Coordenador da Preparação de Goleiros da Base Colorada, Leonardo Martins, falou com os goleiros sobre valores e trabalho: “sempre nos preocupamos em trabalhar com o ser humano, acima do profissional. Os valores do goleiro, como: resiliência, mental forte para acreditar em si, coragem e até lidar com o medo são coisas importantes que podem ser aplicadas na vida de cada um de vocês e o Internacional dá muita atenção a isso”, disse.

Dia do Goleiro: a dinastia de craques de luvas no Clube do Povo

Manga e Clemer, dois dos maiores goleiros da história colorada

Há quem diga que o goleiro é o maior estraga-prazeres do futebol. Infeliz posição, trataria-se do responsável por impedir o tão festejado gol, condenado a atuar no único recorte do campo onde a grama não nasce, entregue às lesões nos inchados quadris e calejados dedos. Este pensamento, certamente, não é compartilhado pela Maior e Melhor Torcida do Rio Grande.

Seja revelando verdadeiros paredões ou contratando craques da baliza, o Clube do Povo sempre viu sua meta protegida por nomes prestigiados no futebol. Mais do que isso, não são poucos os arqueiros presentes no seleto rol de ídolos eternos do Inter, dono de tradição rica e quase secular, como comprovam as figuras de Ivo Winck e Milton Vergara, respectivos goleiros das históricas formações de Rolo Compressor e Rolinho.

Conhecido como ‘Escola de Goleiros’, o Celeiro de Ases já revelou grandes nomes da posição. Camisa 1 colorado entre as temporadas de 1968 e 1970, octacampeão gaúcho pelo Inter, Schneider é um exemplo, assim como Gilmar, medalha de prata nas Olimpíadas de 1984, Taffarel, protagonista no tetracampeonato mundial do Brasil, Alisson, atual titular da Seleção Brasileira, além de outros selecionáveis, vide André e Renan. A herança, é bom lembrar, segue sendo honrada, fato constatado nas presenças de Daniel e Keiller, formados nas categorias de base do Clube, dentro do grupo profissional vermelho, onde, a cada oportunidade recebida, demonstram enorme potencial.

É igualmente impossível esquecer daqueles que, embora revelados por outros clubes, marcaram época no Colorado gaúcho. Clemer, com seus milagres que ajudaram a conquistar a América e o Mundo, Benítez, titular no inigualável título brasileiro invicto de 1979, e Gato Fernández, arrojado camisa 1 da gloriosa campanha da Copa do Brasil de 1992; são alguns deles. Além, é claro, do saudoso Manga, principal homenageado deste domingo (26/04).

Haílton Corrêa Arruda nasceu no dia 26 de abril de 1937 em Recife, capital pernambucana. Começou sua carreira em 1955, no Sport, e de lá seguiu para o Botafogo. No Rio, Manga era o primeiro nome do estrelado alvinegro que contava com Nilton Santos, Didi, Garrincha, Zagallo e Amarildo. Suas grandes atuações chamaram a atenção de Vicente Feola, técnico da Seleção, que o convocou para a Copa do Mundo de 1966. Três anos depois, transferiu-se para o Nacional, de Montevidéu, onde permaneceu até ser contratado pelo Inter, em 1974.

Em Porto Alegre, Manga fez história. Bicampeão brasileiro, três vezes vencedor do Campeonato Gaúcho, encantou colorados e coloradas por seu gigantismo debaixo das traves. Magistral na defesa de cobranças de falta, excelente nas reposições, preciso para não ser enganado pelos chutes mais venenosos, Manguita pode se orgulhar de ter sido praticamente perfeito durante os anos em que defendeu o Clube do Povo. Foi nesta época, mais precisamente em 1976, que teve seu maravilhoso currículo recompensado com a oficialização do Dia do Goleiro na data de seu aniversário. Uma homenagem justa a um dos maiores arqueiros da história do país, que hoje completa 83 anos.

Conheça alguns dos milagres de Manga

Atualmente, o Inter segue se destacando na posição. Movidos pela responsabilidade de estar à altura da extensa lista de craques que já defenderam a meta colorada, Daniel Pavan e Durge Vidal, responsáveis pela preparação de goleiros profissionais do Clube, têm desempenhado grande trabalho, nacionalmente reconhecido pelos frutos que já foram colhidos.

Marcelo Lomba, hoje o titular colorado, foi eleito, em mais de uma votação, o melhor goleiro do Brasileirão de 2018. Danilo Fernandes, por sua vez, chegou a ser convocado para a Seleção Brasileira no início de 2017, após se destacar com a camisa do Inter no ano anterior, e goza da confiança da Maior e Melhor Torcida do Rio Grande, assim como Daniel e Keiller. Assim, o Clube do Povo segue comprovando a máxima de que todo grande time começa por um grande goleiro!