Nota de pesar: falece Luis Fernando, volante colorado nos anos 1990

Com imenso pesar, o Sport Club Internacional recebeu a notícia do falecimento de Luis Fernando, meio-campista colorado durante os anos 1990. O ex-volante faleceu nesta sexta-feira (10/06), vítima de esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença degenerativa rara e sem cura, que afeta o sistema nervoso central.

Luis Fernando resistia bravamente contra a doença nos últimos anos e era ajudado por campanhas promovidas por Inter, Avaí (seu ex-clube), ex-companheiros, jogadores e torcedores. O Clube do Povo se solidariza e deseja força aos familiares e amigos.

Nota de pesar: falecimento do ex-zagueiro Cedenir

O Sport Club Internacional se solidariza com familiares e amigos do ex-zagueiro Cedenir, falecido aos 68 anos de idade. Natural de São Jerônimo, vivia em Canoas e foi vítima de um AVC. Revelado no Celeiro de Ases, e irmão do ex-meia Dejair, que também atuou no Inter nos anos 1970, Cedenir defendeu a base da Seleção Brasileira e foi campeão da Copa São Paulo de Juniores em 1974, ano que subiu aos profissionais do Clube do Povo.

Luto: Inter se despede do eterno Lula, ponta-esquerda bicampeão brasileiro e tri do Rio Grande

Lula, ídolo eterno do Internacional

Ídolo, decisivo, craque e campeão. Hoje, a Maior e Melhor Torcida do Rio Grande se despede de um atleta que foi tudo isso – e muito mais. Luís Ribeiro Pinto Neto, o Lula, fez história com a camisa 11 colorada. Ponta-esquerda eternizado na biografia do Clube do Povo, o pernambucano de Arco Verde faleceu nesta sexta-feira (11/02), aos 75 anos, em decorrência de uma parada cardíaca.

Craque atuou no Inter entre 1974 e 1977

A genialidade de Lula, que se diga, não foi privilégio testemunhado exclusivamente por colorados e coloradas. Quando contratado pelo Inter, em 1974, o veloz atacante já ostentava currículo gabaritado, que contava com passagens por ABC-RN, Ferroviário-RN, Palmeiras e Fluminense. Estrela no Rio, o atleta desembarcou na capital gaúcha com a responsabilidade de elevar o patamar do elenco vermelho, expectativa nutrida não somente pela torcida, mas também por Rubens Minelli, comandante que chegara ao Inter poucos dias antes do ponta-esquerda.

“Quando eu fui conversar com o presidente (Eraldo) Herrmann, eu falei ‘olha, eu vou ser sincero, nós precisamos de reforços. Agora, entenda bem: eu não quero novidades, eu quero reforços. Você tira um titular de outro time, na posição que eu quero, e me traga. O reserva dele não serve pra mim. Eu quero um titular.’ Aí foi quando nós trouxemos o Lula, e depois o Flávio.”

Rubens Minelli
Manchete do Jornal dos Sports (RJ) anuncia a contratação de Lula pelo Inter

Os valores envolvidos na transferência de Lula reforçavam a fé depositada pela diretoria colorada no futebol do ponta-esquerda. Ao Fluminense, que detinha seus direitos, o Clube do Povo ofereceu 1 milhão de cruzeiros, enquanto o atleta aceitou salário na casa dos 18 mil mensais. A partir da estreia do camisa 11, contudo, todos perceberam que o preço era até baixo para um jogador com tamanha capacidade de decisão nas quatro linhas. Logo na primeira partida de vermelho, o craque participou ativamente de vitória de 2 a 1 do Inter, até então Penta do Rio Grande, em cima do Grêmio.

Golaço de Lula contra o Vasco, em 1974

O correr das primeiras semanas que sucederam a estreia de Lula deixou claro que, com a chegada do camisa 11, o Inter passava a exibir maior equilíbrio pelos lados do campo. Já nas graças do povo vermelho, Valdomiro era o patrão do corredor direito, mas carecia, até então, de companheiro dono de futebol à altura do seu. Ofensivo pelas pontas, o Inter encerrou o primeiro semestre como quarto colocado no Brasileirão, torneio conquistado pelo Vasco.

Já no fim do ano, o time de Minelli conquistou o sexto Gauchão consecutivo, este erguido com incríveis 100% de aproveitamento. Protagonista, Lula brilhou nas duas campanhas. A nacional, o atleta encerrou com golaço em cima do futuro campeão, enquanto a caminhada estadual contou com participação decisiva do camisa 11 na jogada do gol do título, marcado por Valdomiro em cima do Grêmio.

O gol do título gaúcho de 1974

Chegava 1975 e, com ele, mudanças no calendário do futebol brasileiro. O Campeonato Nacional, a partir de então, seria jogado no segundo semestre, com a disputa dos Estaduais abrindo o ano. A novidade permitiu que o Inter, já famoso por seu futebol envolvente, realizasse um excursão pela Europa, fundamental para reforçar o entrosamento do time. De volta ao Beira-Rio, o Clube do Povo logo se sagrou Hepta do Gauchão, título que passou, é claro, diretamente pelo futebol técnico, irriquieto e impetuoso do sangue quente camisa 11 alvirrubro.

Torcida fez a festa com o Hepta

Por falar em sangue quente, Lula também fez fama pela vida ativa fora dos gramados. Atleta rebelde, o camisa 11 causava dores de cabeça em diretoria e comissão técnica, mas apenas durante a semana. Nos domingos, como confidenciara em icônica frase o presidente Frederico Arnaldo Ballvé, o ponta-esquerda tratava de incomodar os adversários. E isso ele fazia com poucos, graças à imparável velocidade e aos dribles desconcertantes.

Verso final da poética escalação que conquistou o Brasil no dia 14 de dezembro de 1975, Lula foi um dos grandes destaques do desbravador Inter que trouxe a primeira taça nacional para o Sul do país. Na primeira fase do Brasileiro, o camisa 11 brilhou com dois gols na importante vitória de 5 a 0 do Clube do Povo sobre o Vitória, na segunda rodada, e também marcou pela primeira vez em Gre-Nais, anotando o tento alvirrubro em empate de 1 a 1.

Lula estreou como artilheiro em Gre-Nais no ano de 1975/Foto: DVG

Lesionado em parte da segunda fase, Lula foi importante na terceira, compreendida por octogonal que antecedia as semifinais. Classificado para as eliminatórias graças aos critérios, que também foram benéficos ao Santa Cruz, e prejudiciais ao Flamengo, o Inter conquistou vitória fundamental na antepenúltima rodada da chave, quando visitou o Náutico. O triunfo, por 1 a 0, foi conquistado com gol do camisa 11.

Na semifinal, o ponta-esquerda brilhou justamente contra seu ex-clube. Dono da badalada Máquina Tricolor, o Fluminense de Felix, Marco Antônio, Rivellino, Paulo Cezar Caju, Gil e companhia não foi páreo ao Clube do Povo, que silenciou mais de 100 mil pessoas a partir do minuto 33 do primeiro tempo, instante em que Lula recebeu lindo passe de Falcão, invadiu a área rival e, mesmo sem ângulo, finalizou com força e estilo, sem chances para Félix. Golaço, que seria acompanhado, na etapa final, por outro de Carpegiani. Inter 2 a 0 no Maracanã!

Quando acordaram,

já não dava mais.

Quase levaram o terceiro!

Lula

Lula passou a semana de véspera da finalíssima lesionado. Com o joelho inchado, era dúvida para o confronto diante do Cruzeiro, interrogação que persistiu até a entrada dos times em campo, quando, conduzido pelo capitão Figueroa, o Internacional despontou diante de grande festa no gramado do Beira-Rio. Cronometrado, o destino tratou de postergar o mistério até o revelador dissipar da neblina dos foguetes. Neste instante, sorrisos na Padre Cacique: ele estava no gramado. O camisa 11 era titular!

“Não vou ficar fora
desta decisão
de jeito nenhum!”

Lula
Lula, agachado à esquerda, com os campeões de 1975

O Brasileirão de 1975 encerrou um ano mágico para o Inter na mesma medida em que inaugurou outra temporada inesquecível. Pela primeira vez na história, uma equipe gaúcha disputaria a Libertadores, torneio iniciado, de parte do Colorado, no dia sete de março de 1976, data de uma das melhores partidas de futebol no século XX. No Mineirão, Clube do Povo e Cruzeiro travaram embate espetacular, encerrado em 5 a 4 para os locais. Responsável por abrir o escore vermelho, Lula inaugurou, a partir de lindo canhotaço, a lista de goleadores alvirrubros no principal campeonato do continente.

O primeiro gol do Inter em Libertadores

No Gauchão de 1976, Lula viveu uma nova experiência com a camisa vermelha; a de artilheiro de título. Diante de dezenas de milhares de colorados e coloradas, o ponta-esquerda marcou o primeiro gol do Inter na finalíssima estadual, partida disputada, no Beira-Rio, diante do Grêmio. Dario também balançaria as redes tricolores na ocasião, garantindo o inédito e jamais igualado Octa do Rio Grande do Sul.

No Nacional, Lula seguiu algoz do rival, marcando duas vezes na vitória de 3 a 1 conquistada pelo Inter na segunda rodada do torneio. Titular ao longo de toda a campanha, o ponta-esquerda foi, como de costume, uma das estrelas na campanha campeã, caminhada esta que se mantém, até hoje, como a melhor da história do Brasileirão, e que consagrou o Inter vencedor, após triunfo de 2 a 0 sobre o Corinthians, com incríveis 84% de aproveitamento.

Lula fez dois em Gre-Nal do Brasileirão de 1976

O Internacional lamenta a partida de um dos grandes ídolos de sua história, e se solidariza com a dor de amigos e familiares. No Clube do Povo, Lula será sempre lembrado como o eterno proprietário do corredor esquerdo de ataque do Beira-Rio, setor de campo que desbravou com a maestria e agressividade que lhe eram costumeiras. Obrigado por tudo, ídolo!

Nota de pesar: falecimento de Hélio Faillace

É com muito pesar que comunicamos o falecimento do doutor Hélio Faillace, ex-médico do Clube e grande torcedor colorado. A cerimônia de despedida acontecerá neste domingo (12/12) na capela histórica do Crematório Metropolitano de Porto Alegre, das 14h às 18h.

Segundo tenente da Reserva do Exército e médico anestesista, partiu aos 101 anos após criar uma extensa ligação com o Clube do Povo. Na década de 1950, trabalhou como médico da equipe alvirrubra, além de familiares terem atuado no Conselho Deliberativo, incluindo o ex-presidente Salvador Lopumo.

O Clube se solidariza e deseja força aos familiares e amigos.

Nota de pesar: Ayrton Bernardini, ex-atleta laureado no basquete colorado

Recebemos com pesar o falecimento do ex-atleta de basquete, árbitro de futebol e servidor da Secretaria de Esportes do Rio Grande do Sul, Ayrton Bernardini, ocorrido na madrugada desta quarta-feira (03/11), em Porto Alegre, aos 88 anos. Bernardoni foi diversas vezes campeão gaúcho de basquete pelo Inter e era atleta laureado do Clube do Povo. O velório será no Cemitério Jardim da Paz.

Ayrton Bernardini com a camisa 5, na fila de cima (Foto: Arquivo Histórico SCI)

Luto pela perda de Lia Therezinha Carvalho

Com grande pesar recebemos a notícia do falecimento de Lia Therezinha Carvalho, mãe do ex-presidente colorado Fernando Carvalho. Neste momento de dor, desejamos força para os amigos e familiares, que recebem o abraço de toda a torcida do Internacional.

Lia Therezinha Carvalho/Foto: Reprodução

Luto pelo falecimento de Alexandre Bessil

O Sport Club Internacional lamenta o falecimento do conselheiro e ex-vice-presidente de Planejamento Alexandre Tesheiner Bessil. Neste momento de dor, toda nossa solidariedade à família e aos amigos.

Pesar pelo falecimento do colaborador Edson Prates

É com profundo pesar que o Sport Club Internacional comunica o falecimento de Edson Prates, colaborador do Clube há mais de 45 anos. Figura querida e de grande dedicação no departamento de futebol profissional, deixará saudades entre familiares e amigos. Em respeito à memória de Prates, a bandeira do Inter está a meio mastro no pátio do Beira-Rio.

Pesar pelo falecimento da consulesa Regina Schaurich

O Relacionamento Social do Sport Club Internacional manifesta pesar pelo falecimento da consulesa Regina Schaurich, do consulado colorado na cidade de Silveira Martins, no Rio Grande do Sul. Grande torcedora, Regina atuou durante muitos anos no consulado, cumprindo a missão de representar o Internacional no município. O Clube se solidariza com todos os familiares e amigos neste momento de dor.

Luto pelas partidas de Florindo e Heyder

Um dia duplamente triste para o povo colorado. Com enorme pesar recebemos a notícia do falecimento de duas importantes figuras da história alvirrubra, ambos vitimados pela pandemia de Covid-19. Florindo, lenda do Rolinho na década de 1950, e Heyder, destaque do Inter nos anos 1980, nos deixaram nesta terça (23/02).


O Gigante de Ébano

Intransponível Florindo!

Ídolo que marcou época nos Eucaliptos, Florindo, o ‘Gigante de Ébano’, foi um dos maiores zagueiros da história do Internacional. Contratado por indicação do igualmente marcante Teté, o defensor vestiu as cores do Clube do Povo de 1951 a 1959, quando integrou o icônico Rolinho, formação tetracampeã citadina e estadual, sucessora do Rolo Compressor.

Titular no primeiro Gre-Nal do Estádio Olímpico, Florindo foi um dos destaques do eterno 6 a 2 colorado. Apesar do batismo da casa rival, porém, o clássico mais marcante para a biografia do defensor foi outro. Também na casa gremista, certa feita arrancou aplausos de azuis e vermelhos ao cortar, de bicicleta, arremate endereçado às redes do Clube do Povo.

Florindo é o segundo em pé da direita para a esquerda

Herói da “SeleInter” campeã do Pan-Americano de 1956, quando oito dos 22 convocados atuavam no Colorado, foi durante o torneio, realizado no México, que o defensor conquistou o especial apelido. À família do ídolo, o Clube do Povo está prestando toda assistência necessária neste momento de luto. Afinal, além de craque, Florindo era também um apaixonado pelo Inter.

Em setembro de 2019, às vésperas de completar 90 anos, o Gigante de Ébano visitou o Gigante da Beira-Rio e prestigiou a apresentação do quinto Relatório Anual da Discriminação Racial no Futebol. Já acometido pelo mal de Alzheimer, Florindo não deixou de conceder entrevista para a Rádio Colorada, onde ressaltou sua paixão pelo Internacional.

“É grande a emoção que estou sentindo, fica difícil falar. Aqui no Clube fiz grandes amigos, como Larry, Bodinho, Canhotinho… todos eles. Falar do Inter faz meu coração saltar, assim como o carinho do torcedor. Nunca vou esquecer do que vivi aqui.”

Florindo
Florindo visitou o Beira-Rio em setembro de 2019

Sport Club Internacional · Memória | Entrevista de Florindo para a Rádio Colorada, em setembro de 2019

O driblador Heyder

Heyder aterrorizava laterais-esquerdos

Após passagem por clubes como Cruzeiro, Flamengo e Bahia, Heyder chegou ao Internacional em maio de 1987, levado pelo técnico Ênio Andrade e posteriormente treinado por Abel Braga. Com a camisa alvirrubra, foi peça importante para o Colorado chegar às finais do Brasileirão de 1988 e 89. Além disso, foi destaque na Copa Libertadores de 1989, principalmente na goleada por 6 a 2 sobre Peñarol, quando jornais uruguaios chegaram a considerá-lo sucessor de Garrincha, tamanho o estrago causado na defesa charrua.

Heyder, o primeiro agachado da esquerda para a direita

Nascido no dia 1 de dezembro de 1959, em Belém do Pará, o ex-ponta direita faleceu aos 61 anos. Heyder vivia na sua cidade natal, onde trabalhava como funcionário público desde que pendurou as chuteiras. Relembre a histórica goleada sobre o Peñarol!

De parte do Internacional, fica o agradecimento a dois jogadores que tanto fizeram pela história colorada. O Clube também deseja força e conforto para os familiares, que sempre encontrarão no Beira-Rio um lar para chamar de seu.