Pesar pelo falecimento de Lauro Baldi

Manifestamos pesar pelo falecimento de Lauro Baldi, sócio paraninfo e cônsul honorário do Sport Club Internacional, ocorrido nesta segunda-feira (7/03), em Porto Alegre.
O Clube se solidariza com familiares e amigos neste momento de dor.

Luto: Inter se despede do eterno Lula, ponta-esquerda bicampeão brasileiro e tri do Rio Grande

Lula, ídolo eterno do Internacional

Ídolo, decisivo, craque e campeão. Hoje, a Maior e Melhor Torcida do Rio Grande se despede de um atleta que foi tudo isso – e muito mais. Luís Ribeiro Pinto Neto, o Lula, fez história com a camisa 11 colorada. Ponta-esquerda eternizado na biografia do Clube do Povo, o pernambucano de Arco Verde faleceu nesta sexta-feira (11/02), aos 75 anos, em decorrência de uma parada cardíaca.

Craque atuou no Inter entre 1974 e 1977

A genialidade de Lula, que se diga, não foi privilégio testemunhado exclusivamente por colorados e coloradas. Quando contratado pelo Inter, em 1974, o veloz atacante já ostentava currículo gabaritado, que contava com passagens por ABC-RN, Ferroviário-RN, Palmeiras e Fluminense. Estrela no Rio, o atleta desembarcou na capital gaúcha com a responsabilidade de elevar o patamar do elenco vermelho, expectativa nutrida não somente pela torcida, mas também por Rubens Minelli, comandante que chegara ao Inter poucos dias antes do ponta-esquerda.

“Quando eu fui conversar com o presidente (Eraldo) Herrmann, eu falei ‘olha, eu vou ser sincero, nós precisamos de reforços. Agora, entenda bem: eu não quero novidades, eu quero reforços. Você tira um titular de outro time, na posição que eu quero, e me traga. O reserva dele não serve pra mim. Eu quero um titular.’ Aí foi quando nós trouxemos o Lula, e depois o Flávio.”

Rubens Minelli
Manchete do Jornal dos Sports (RJ) anuncia a contratação de Lula pelo Inter

Os valores envolvidos na transferência de Lula reforçavam a fé depositada pela diretoria colorada no futebol do ponta-esquerda. Ao Fluminense, que detinha seus direitos, o Clube do Povo ofereceu 1 milhão de cruzeiros, enquanto o atleta aceitou salário na casa dos 18 mil mensais. A partir da estreia do camisa 11, contudo, todos perceberam que o preço era até baixo para um jogador com tamanha capacidade de decisão nas quatro linhas. Logo na primeira partida de vermelho, o craque participou ativamente de vitória de 2 a 1 do Inter, até então Penta do Rio Grande, em cima do Grêmio.

Golaço de Lula contra o Vasco, em 1974

O correr das primeiras semanas que sucederam a estreia de Lula deixou claro que, com a chegada do camisa 11, o Inter passava a exibir maior equilíbrio pelos lados do campo. Já nas graças do povo vermelho, Valdomiro era o patrão do corredor direito, mas carecia, até então, de companheiro dono de futebol à altura do seu. Ofensivo pelas pontas, o Inter encerrou o primeiro semestre como quarto colocado no Brasileirão, torneio conquistado pelo Vasco.

Já no fim do ano, o time de Minelli conquistou o sexto Gauchão consecutivo, este erguido com incríveis 100% de aproveitamento. Protagonista, Lula brilhou nas duas campanhas. A nacional, o atleta encerrou com golaço em cima do futuro campeão, enquanto a caminhada estadual contou com participação decisiva do camisa 11 na jogada do gol do título, marcado por Valdomiro em cima do Grêmio.

O gol do título gaúcho de 1974

Chegava 1975 e, com ele, mudanças no calendário do futebol brasileiro. O Campeonato Nacional, a partir de então, seria jogado no segundo semestre, com a disputa dos Estaduais abrindo o ano. A novidade permitiu que o Inter, já famoso por seu futebol envolvente, realizasse um excursão pela Europa, fundamental para reforçar o entrosamento do time. De volta ao Beira-Rio, o Clube do Povo logo se sagrou Hepta do Gauchão, título que passou, é claro, diretamente pelo futebol técnico, irriquieto e impetuoso do sangue quente camisa 11 alvirrubro.

Torcida fez a festa com o Hepta

Por falar em sangue quente, Lula também fez fama pela vida ativa fora dos gramados. Atleta rebelde, o camisa 11 causava dores de cabeça em diretoria e comissão técnica, mas apenas durante a semana. Nos domingos, como confidenciara em icônica frase o presidente Frederico Arnaldo Ballvé, o ponta-esquerda tratava de incomodar os adversários. E isso ele fazia com poucos, graças à imparável velocidade e aos dribles desconcertantes.

Verso final da poética escalação que conquistou o Brasil no dia 14 de dezembro de 1975, Lula foi um dos grandes destaques do desbravador Inter que trouxe a primeira taça nacional para o Sul do país. Na primeira fase do Brasileiro, o camisa 11 brilhou com dois gols na importante vitória de 5 a 0 do Clube do Povo sobre o Vitória, na segunda rodada, e também marcou pela primeira vez em Gre-Nais, anotando o tento alvirrubro em empate de 1 a 1.

Lula estreou como artilheiro em Gre-Nais no ano de 1975/Foto: DVG

Lesionado em parte da segunda fase, Lula foi importante na terceira, compreendida por octogonal que antecedia as semifinais. Classificado para as eliminatórias graças aos critérios, que também foram benéficos ao Santa Cruz, e prejudiciais ao Flamengo, o Inter conquistou vitória fundamental na antepenúltima rodada da chave, quando visitou o Náutico. O triunfo, por 1 a 0, foi conquistado com gol do camisa 11.

Na semifinal, o ponta-esquerda brilhou justamente contra seu ex-clube. Dono da badalada Máquina Tricolor, o Fluminense de Felix, Marco Antônio, Rivellino, Paulo Cezar Caju, Gil e companhia não foi páreo ao Clube do Povo, que silenciou mais de 100 mil pessoas a partir do minuto 33 do primeiro tempo, instante em que Lula recebeu lindo passe de Falcão, invadiu a área rival e, mesmo sem ângulo, finalizou com força e estilo, sem chances para Félix. Golaço, que seria acompanhado, na etapa final, por outro de Carpegiani. Inter 2 a 0 no Maracanã!

Quando acordaram,

já não dava mais.

Quase levaram o terceiro!

Lula

Lula passou a semana de véspera da finalíssima lesionado. Com o joelho inchado, era dúvida para o confronto diante do Cruzeiro, interrogação que persistiu até a entrada dos times em campo, quando, conduzido pelo capitão Figueroa, o Internacional despontou diante de grande festa no gramado do Beira-Rio. Cronometrado, o destino tratou de postergar o mistério até o revelador dissipar da neblina dos foguetes. Neste instante, sorrisos na Padre Cacique: ele estava no gramado. O camisa 11 era titular!

“Não vou ficar fora
desta decisão
de jeito nenhum!”

Lula
Lula, agachado à esquerda, com os campeões de 1975

O Brasileirão de 1975 encerrou um ano mágico para o Inter na mesma medida em que inaugurou outra temporada inesquecível. Pela primeira vez na história, uma equipe gaúcha disputaria a Libertadores, torneio iniciado, de parte do Colorado, no dia sete de março de 1976, data de uma das melhores partidas de futebol no século XX. No Mineirão, Clube do Povo e Cruzeiro travaram embate espetacular, encerrado em 5 a 4 para os locais. Responsável por abrir o escore vermelho, Lula inaugurou, a partir de lindo canhotaço, a lista de goleadores alvirrubros no principal campeonato do continente.

O primeiro gol do Inter em Libertadores

No Gauchão de 1976, Lula viveu uma nova experiência com a camisa vermelha; a de artilheiro de título. Diante de dezenas de milhares de colorados e coloradas, o ponta-esquerda marcou o primeiro gol do Inter na finalíssima estadual, partida disputada, no Beira-Rio, diante do Grêmio. Dario também balançaria as redes tricolores na ocasião, garantindo o inédito e jamais igualado Octa do Rio Grande do Sul.

No Nacional, Lula seguiu algoz do rival, marcando duas vezes na vitória de 3 a 1 conquistada pelo Inter na segunda rodada do torneio. Titular ao longo de toda a campanha, o ponta-esquerda foi, como de costume, uma das estrelas na campanha campeã, caminhada esta que se mantém, até hoje, como a melhor da história do Brasileirão, e que consagrou o Inter vencedor, após triunfo de 2 a 0 sobre o Corinthians, com incríveis 84% de aproveitamento.

Lula fez dois em Gre-Nal do Brasileirão de 1976

O Internacional lamenta a partida de um dos grandes ídolos de sua história, e se solidariza com a dor de amigos e familiares. No Clube do Povo, Lula será sempre lembrado como o eterno proprietário do corredor esquerdo de ataque do Beira-Rio, setor de campo que desbravou com a maestria e agressividade que lhe eram costumeiras. Obrigado por tudo, ídolo!

Pesar pelo falecimento de Dorocy João Pereira

O Internacional lamenta o falecimento de Dorocy João Pereira, ex-conselheiro do Clube do Povo e da FECI, que partiu no último dia 9 de janeiro. Nos solidarizamos com a dor de amigos e familiares, e desejamos força para todos os queridos por este grande colorado.

Nota de pesar: falecimento de Hélio Faillace

É com muito pesar que comunicamos o falecimento do doutor Hélio Faillace, ex-médico do Clube e grande torcedor colorado. A cerimônia de despedida acontecerá neste domingo (12/12) na capela histórica do Crematório Metropolitano de Porto Alegre, das 14h às 18h.

Segundo tenente da Reserva do Exército e médico anestesista, partiu aos 101 anos após criar uma extensa ligação com o Clube do Povo. Na década de 1950, trabalhou como médico da equipe alvirrubra, além de familiares terem atuado no Conselho Deliberativo, incluindo o ex-presidente Salvador Lopumo.

O Clube se solidariza e deseja força aos familiares e amigos.

Luto pela morte de Zangão

Lateral que marcou época com a camisa colorada entre a segunda metade da década de 1950 e o início dos anos 1960, Antônio Guites, o Zangão, faleceu na última sexta-feira (12/11). Ídolo bicampeão gaúcho pelo Internacional, dono das taças de 1955 e 1961, a segunda conquistada como capitão, o vigoroso defensor foi laureado pelo Clube do Povo em 1965, quando completou 10 anos vestindo vermelho.

Ao todo, Zangão disputou 334 partidas pelo Inter. Revelado por Teté, o atleta virou titular do Rolinho, inicialmente, em função mais adiantada, escolhido para ser substituto do gigante Salvador. Deslocado para a lateral-direita, fez história a ponto de ser tratado pela crônica como o melhor da posição no Rio Grande do Sul. Convocado para a Seleção, pediu dispensa da Canarinho para casar com sua amada Leila.

O Internacional manifesta profundo pesar pela partida do ídolo, nascido em janeiro de 1936, e se solidariza com a dor dos amigos e familiares. Obrigado por tudo, Zangão!

Nota de pesar: Roberto Pintaúde


O Sport Club Internacional manifesta pesar pelo falecimento de Roberto Pintaúde, aos 74 anos, vítima de problemas cardíacos, publicitário que teve importante participação no setor de comunicação do Clube nos anos 1990 e foi presidente da Associação Riograndense de Propaganda (ARP). O velório será no cemitério São Miguel das Almas, capela B, das 11h às 15h desta segunda-feira (08/11), e o enterro no cemitério da Alvorada, em Tapes.

Adeus, Jaime Schmidt: missa de sétimo dia ocorre neste domingo

Schimidt no Celeiro de Ases (Foto: Dante/Agência RBS)

A manhã deste domingo (31/10) será momento de reverenciar um importante nome da história colorada, um homem apaixonado pelo Inter e que ajudou a lapidar talentos vitoriosos no Clube do Povo. Falecido na última semana, Jaime Schmidt, treinador que marcou a base colorada nos anos 1970, terá sua missa de sétimo dia, a partir das 9h, na Igreja Luterana de Novo Hamburgo – Rua São Carlos, 289.


A primeira passagem de Schimidt no Celeiro de Ases durou quatro anos – 1972 a 1976, entre as categorias infanto e juvenil. Neste período, além do tricampeonato gaúcho conquistado na base, teve papel fundamental na formação de craques que colocaram o Inter no topo do Brasil, ajudando a revelar jogadores como Caçapava, Batista, João Carlos, André Luiz, Gilmar Rinaldi e muitos outros.

Foto: reprodução livro ‘Jaime Schmidt – Lições De Um Mestre’ (editora Melhorpubli – 2015)

Mais tarde, em 1989, retornou como treinador dos juvenis e participou da formação dos laterais Célio Lino e Daniel, campeões da Copa do Brasil pelo Colorado três anos mais tarde. Em 2003, como olheiro, foi um dos responsáveis por levar para o Beira-Rio o zagueiro/lateral Bolivar, multicampeão e capitão da América em 2010.

Em 1980, ainda foi eleito o melhor treinador gaúcho pelo prêmio Leão de Ouro, da Bandeirantes, após ser campeão brasileiro com a Seleção Gaúcha.

Em foto recente, com o filho Nilson Schmidt (E)

Confira abaixo a declaração de carinho deixada pelo lendário treinador colorado Rubens Minelli, bicampeão brasileiro em 1975 e 76, no livro ‘Jaime Schmidt – Lições De Um Mestre’.

“É uma pessoa de quem guardo uma profunda e maravilhosa lembrança. Na época do Inter, tivemos uma ótima relação. Muito diálogo, um trabalho produtivo e ele sempre querendo aprender, um curioso no bom sentido. Jaime era trabalhador, humilde. Não era arrogante, nem omisso. Fez história nas categorias de base. Ele organizou um trabalho profícuo, me ajudando com vários jogadores no time profissional bicampeão brasileiro, como Caçapava, Batista e o goleador Luís Fernando Gaúcho. Olha, uma coisa é certa: Jaime Schmidt mora no meu coração.”

Rubens Minelli – livro ‘Jaime Schmidt – Lições De Um Mestre’ (Eduardo Rodrigues, editora Melhorpubli – 2015)

Luto pela perda de Lia Therezinha Carvalho

Com grande pesar recebemos a notícia do falecimento de Lia Therezinha Carvalho, mãe do ex-presidente colorado Fernando Carvalho. Neste momento de dor, desejamos força para os amigos e familiares, que recebem o abraço de toda a torcida do Internacional.

Lia Therezinha Carvalho/Foto: Reprodução

Luto pelo falecimento de Alexandre Bessil

O Sport Club Internacional lamenta o falecimento do conselheiro e ex-vice-presidente de Planejamento Alexandre Tesheiner Bessil. Neste momento de dor, toda nossa solidariedade à família e aos amigos.

Pesar pelo falecimento do colaborador Edson Prates

É com profundo pesar que o Sport Club Internacional comunica o falecimento de Edson Prates, colaborador do Clube há mais de 45 anos. Figura querida e de grande dedicação no departamento de futebol profissional, deixará saudades entre familiares e amigos. Em respeito à memória de Prates, a bandeira do Inter está a meio mastro no pátio do Beira-Rio.