Camisa em homenagem ao Mundial no Japão à venda nas lojas do Inter

Uma camisa que já nasce pesada! Carregado de muita história, o novo manto em homenagem ao inesquecível Mundial de Clubes de 2006 foi lançado neste 17 de dezembro para celebrar os 15 anos do título sobre o Barcelona. Réplica licenciada da camisa utilizada na final, a peça conta com a assinatura de Fernandão.

Além disso, acompanha uma tag (adesivo) com um QRcode. Nele consta o emocionante discurso de Fernandão antes da partida final. Basta escanear o código para ser redirecionado ao vídeo dos bastidores de Yokohama.


Betsul tem presente para sócios e sócias

Patrocinador oficial do Clube do Povo, o Betsul está financiando 200 camisas para os sócios colorados que se mantiveram adimplentes durante a pandemia. Além disso, os ganhadores também levarão para casa um ‘freebet’ no valor de R$ 10 para aposta. O sorteio será realizado na Central de Atendimento ao Sócios (CAS), com retirada da camisa no mesmo local. Em janeiro de 2022 os ganhadores serão contatados.

A camisa está à venda exclusivamente nas lojas oficiais do Clube, ao valor de R$ 199,00 para sócios. O valor para não sócios pode variar de acordo com cada loja.

Saiba onde comprar a camisa:

Loja Rodoviária
Telefone: 51 32252378
WhatsApp: 51 980655984

Loja Rua da Praia Shopping
Telefone: 51 31054332
WhatsApp : 51 31054332

Loja Aeroporto
WhatsApp : 51 92782260

Loja Shopping Praia de Belas
Telefone: 51 32310032
WhatsApp: 51 999509339

Loja: Bourbon Ipiranga
Telefone: 51 31104007
WhatsApp: 51 999509339

Loja Bourbon Country
Telefone: 51 33621631
Whats: 51 999509339

Lojas do Beira-Rio
Telefone: 51 32394071 | 51 35166315
Whats: 51 996352225 | 51 995973536

Loja Iguatemi
Telefone: 51 99440-4640
Whats: 51 99440-4640

Loja Novo Hamburgo
Telefone: 51 35936330
Whats: 51 999206330

Loja: Cachoeirinha
Telefone: 51 993948254
Whats: 51 993948254

Manto leva assinatura de Fernandão

Gigantes de Yokohama: Rádio Colorada apresenta especial dos 15 anos do Mundial

E no Japão, em 17 de dezembro, nós conquistamos a taça do Mundial! Na última sexta-feira (17/12), o Internacional comemorou 15 anos da inesquecível vitória em cima do todo poderoso Barcelona que nos sagrou campeões do Mundial Interclubes. Emissora oficial do Clube do Povo, a Rádio Colorada rememora a maior conquista da história do futebol gaúcho com o especial ‘Gigantes de Yokohama’, ilustrado por entrevistas dos grandes protagonistas do maior dos feitos alvirrubros. Confira!

Sport Club Internacional · Rádio Colorada | ‘Gigantes de Yokohama’, os 15 anos do Mundial do Inter | 17|12
Ficha técnica
Narração: Ernani Campelo, João Callegari e Pedro Pacheco;
Produção: Neudimar do Rocha e Pedro Pacheco;
Sonoplastia e técnica: Neudimar da Rocha;
Arte: Guilherme Borba.

Áudios extraídos do Facebook do Inter, da produção ‘Bastidores de um sonho – o outro lado do título Mundial’ e de transmissões de Rede Globo, SporTV, Rádio Gaúcha, Rádio Guaíba e Rádio Bandeirantes.

Inter celebra Mundial no Japão em café da manhã para convidados

O aniversário de 15 anos da conquista do Mundial de Clubes foi festejado em grande estilo pelo Internacional! Na manhã desta sexta-feira (17/12), o Colorado organizou, no Gigante da Beira-Rio, café da manhã comemorativo à maior conquista de sua história, prestigiado por ex-atletas e dirigentes campeões no Japão, sócios e sócias e torcedores símbolo da biografia do Clube do Povo do Rio Grande do Sul.

Café da manhã comemorou os 15 anos do Mundial colorado/Foto: Felipe Bortoluzzi

Mediado pelo comunicador Lelê Bortholacci, o evento contou com as ilustres presenças do presidente Alessandro Barcellos, de Ceará, lateral-direito titular na conquista do Mundial, Fernando Carvalho, mandatário colorado na época do título, Marcelo Medeiros e Giovanni Luigi, ex-presidentes do Clube, e Fernanda Bizzotto, Enzo e Eloá – respectivos esposa e filhos do Eterno Capitão Fernandão.

Enzo (E), Eloá e Fernanda receberam homenagem do Clube/Foto: Felipe Bortoluzzi

Já entre os convidados, 15 sócios e sócias foram sorteados pelo Clube e prestigiaram a cerimônia, que teve como primeiro ato a apresentação da camisa lançada pelo Inter em referência aos 15 anos do título do Mundial. Réplica licenciada do manto utilizado na final, a peça, que foi dada de presente aos associados, conta com a assinatura de Fernandão e um QRCode que direciona o público ao discurso que nosso Eterno Capitão concedeu minutos antes do início do duelo contra o Barcelona.

Desde 2014, quando a data foi oficialmente instituída no calendário de Porto Alegre, o 17 de dezembro marca, também, o Dia do Torcedor Colorado, e foi exatamente o povo vermelho quem assumiu o protagonismo da cerimônia a partir da entrega de homenagens a ilustres alvirrubros. Primeiro, Sergio Juchem, presidente do Conselho Deliberativo, outorgou, in memorian, a Medalha Irmãos Poppe a Aldo Dias Rosa, histórico dirigente colorado dos anos 1970.

Na sequência, Fernanda Bizzotto, Enzo e Eloá receberam das mãos de Mauri Luiz da Silva, vice-presidente do Conselho, o diploma de Capitão Emérito que foi outorgado a Fernandão na mais recente reunião do Legislativo colorado, realizada no último dia 29 de novembro. Também nessa, Noêmia Martins Fontoura, Sérgio da Silva Vanacor e Jorge Luis de Oliveira foram consagrados Torcedores Eméritos do Internacional, título que lhes foi dado em reconhecimento à devoção de cada um ao Clube do Povo.

Os diplomas para os Torcedores Eméritos também foram entregues na cerimônia desta sexta. Para Sérgio, o famoso ‘Macaco’, coube a Mirella Ferrari, 2ª secretária do Conselho, entregar o certificado. Já a ‘Vô Noêmia’ recebeu o diploma de Vânia Damin, 1ª secretária da casa, enquanto Alessandro Barcellos homenageou Jorge, o ‘Nego Beleza’. Além da certidão, os três ainda ganharam, é claro, a camisa comemorativa aos 15 anos do Mundial.

Vó Noêmia também foi homenageada/Foto: Felipe Bortoluzzi

De volta à viagem no tempo, Fernando Carvalho foi convidado a discursar diante do público presente. Emocionado, o histórico dirigente do Clube do Povo assumiu o microfone na companhia de seus antigos companheiros de gestão, e fez questão de compartilhar os méritos da conquista com todos que faziam parte do Internacional no mágico ano de 2006.

“O Mundial foi uma conquista de todos, com o respaldo do torcedor. Hoje, aqui, eu me emociono. Nós, enquanto Clube, temos que resgatar nossa história permanentemente. Parabéns a todos pelo evento!”

Fernando Carvalho

Das diretivas para as quatro linhas, quem falou na sequência foi o ídolo Ceará. Camisa dois na campanha que conquistou o planeta, o algoz de Ronaldinho representou o grupo de atletas campeões, e discursou sobre a árdua missão que teve na finalíssima, quando anulou o então melhor jogador do mundo.

“Um cearense que sai da roça, passando necessidade e, de repente, se vê no topo do mundo. É uma conquista feita por todos, com muito sacrifício, muita doação e muita determinação. Esperamos, e estamos na torcida, para que isso aconteça novamente.”

Ceará
Ídolo Ceará representou os campeões/Foto: Felipe Bortoluzzi

Encerrando as manifestações, Alessandro Barcellos celebrou a alegria estampada no rosto de todos os presentes. Acompanhado dos vice-presidentes Dannie Dubin, Luiz Carlos Bortolini e Humberto Busnello, o mandatário do Clube do Povo ainda saudou a presença dos ex-presidentes colorados que prestigiaram a cerimônia e destacou a essência vitoriosa e trabalhadora que caracteriza o Internacional.

“A gente tem que relembrar esses feitos. Quem não olha para sua história, não constrói o futuro. É um momento de festa e comemoração. Ninguém nunca vai esquecer dessa conquista. Nem nós, nem os que virão, pois é nossa obrigação reverenciar essa data e a tomar como exemplo.”

Alessandro Barcellos

Presidente Alessandro Barcellos encerrou o cerimonial/Foto: Felipe Bortoluzzi

Ato contínuo à fala do presidente, uma queima de fogos encerrou a festiva manhã desta sexta-feira, que ainda contará com mais atrativos para a Maior e Melhor Torcida do Rio Grande. Às 18h, a Rádio Colorada apresentará o especial ‘Gigantes de Yokohama’, que contará a história do título a partir das vozes dos grandes protagonistas da conquista. Comemore, torcedor colorado! Hoje, como em nenhum outro momento do ano, o dia é todo seu!

Nova camisa II celebra 15 anos do título mundial

A histórica conquista no Japão está representada na camisa II para a temporada 2021/22, lançada nesta sexta-feira (21/5) por Inter e adidas. Totalmente branca, assim como há 15 anos na antológica final contra o Barcelona, a camisa carrega o escudo do Clube do Povo, o logo adidas e as três listras em vermelho, além de um sign-off, na nuca, da cidade e do ano em que o Colorado alcançou a taça: Yokohama/2006.

COMO ADQUIRIR:

Sexta (21/5), sábado (22) e domingo (23): Venda exclusiva para sócios do Inter!

– Nas lojas físicas do Inter (clique aqui para conferir a relação de lojas) mediante apresentação da carteirinha de sócio.

– On-line: acessando a Área de Sócios – faça seu login com matrícula/senha e clique no banner da camisa.

De 24 a 27 de maio: Venda para a torcida em geral exclusivamente nas lojas do Inter (internet e lojas físicas)!


Com falas inéditas de Fernandão, reconstruídas por meio de tecnologia, lançamento homenageia o título mundial de 2006

A campanha da camisa II buscou símbolos importantes na história colorada e resgatou a voz do eterno capitão Fernandão, a taça levantada, a torcida e seu amor pelo Clube e a estrela, que representa a conquista máxima do Inter em seus 112 anos.

Inter e a adidas recriaram a voz de Fernandão – capitão do time de 2006 – para presentear a torcida com um vídeo recheado de imagens da partida, embaladas pela voz deste que é um dos maiores ídolos da história do Inter.

O material aproxima ainda mais a trajetória do time à paixão de quem o impulsionou até a vitória ao trazer também depoimentos de sócios torcedores. Dos que cruzaram o mundo e viram de perto a vitória aos que nasceram à época e cresceram orgulhosos do time do coração, o vídeo traz relatos dos colorados que viveram esse momento inesquecível à sua maneira, e que tiveram histórias de vida cruzadas com a conquista. O manifesto convida o torcedor a reviver os momentos marcantes e celebrar essa vitória que move a apaixonada nação colorada.

De Tabela com Iarley: Gabiru relembra epopeia no Japão

Um gol para sempre. Um 17 de dezembro eternizado no calendário da nação colorada. Para celebrar os 14 anos do título mundial, Adriano Gabiru e Iarley rememoram com riqueza de detalhes o antológico lance protagonizado contra o Barcelona em Yokohama!

‘De Tabela Com Iarley’ entrevista Alex

Nesta edição, o ‘De Tabela com Iarley’ recebe um velho conhecido com quem o ex-atacante dividiu glórias e mais glórias internacionais. Ídolo, multicampeão e craque de bola, Alex contou detalhes de sua trajetória. Assista a essa resenha imperdível entre dois ídolos colorados no Facebook Watch:

Bravo, Iarley!

A carreira de Iarley merece aplausos. Por onde passou, o cearense conquistou títulos e respeito. No Inter, foi notável. Apesar da pouca estatura, o atacante se tornava um verdadeiro gigante quando vestia o manto colorado, que honrou durante toda a passagem pelo Clube, compreendida entre os anos de 2005 e 2008.

Camisa 10 foi um dos grandes nomes da decisão do Mundial de Clubes/Foto: Ricardo Duarte

Sua trajetória atingiu o ápice no Japão, onde o então camisa 10 foi peça fundamental na inesquecível vitória sobre o Barcelona, que deu ao Inter o título do Mundial, o segundo na conta pessoal do atleta. Já aposentado, o herói, que atualmente trabalha com as categorias de base alvirrubras, sabe que viverá eternamente na memória da Maior e Melhor Torcida do Rio Grande. No dia em que comemoramos 15 anos da apresentação do ídolo como reforço do Clube do Povo, relembre sua passagem no Beira-Rio!


Contratação badalada

Pedro Iarley já ostentava um currículo invejável quando desembarcou, no dia 17 de junho de 2005, no Aeroporto Salgado Filho. Seu passaporte somava carimbos que iam do argentino, onde conquistou, com o Boca Juniors, seu primeiro Mundial, ao espanhol, registro da época em que defendeu o Real Madrid B ao lado de jovens como Raúl, Eto’o, Cambiasso e Casillas. Mais do que atuar por grandes clubes, entretanto, o atacante tambem figurava na história de muitos destes.

Em território hermano, por exemplo, após marcar o gol que garantiu a conquista do Torneio Apertura de 2003, Iarley virou ídolo vestindo a mítica camisa 10 xeneize. No mesmo ano, participara da belíssima campanha do Paysandu na Libertadores, inclusive sendo o artilheiro da vitória por 1 a 0 do time brasileiro sobre o Boca Juniors, em plena Bombonera – feito que motivou o clube de Buenos Aires a contratá-lo.

À época de sua contratação, o Inter estava absolutamente faminto por títulos. Após passar um período na fila, o Clube do Povo se reestruturava e trabalhava duro para retomar o caminho das glórias. Iarley, neste cenário, chegava como a cereja do bolo de uma equipe já encorpada, capaz de empolgar a torcida a ponto de, no momento do desembarque do atacante na capital gaúcha, um grupo de alvirrubros pedir ao novo reforço que ajudasse o Colorado a conquistar uma Libertadores da América, título até então inédito na galeria de troféus do Beira-Rio.

“É um atleta experiente, mas que está

sem jogar há algum tempo.

Precisamos ver como será o rendimento

nos treinos da semana.”

Muricy, após o anúncio de iarley

Sofrendo com o desfalque de Rafael Sobis, convocado para a disputa da Copa do Mundo Sub-20, Muricy Ramalho, técnico colorado, ainda perdeu, na semana seguinte ao desembarque do atacante cearense, o centroavante Gustavo, lesionado. Desta forma, não restou alternativa ao comandante se não escalar o recém-chegado para a partida contra o São Paulo, no Morumbi, válida pela 14ª rodada do Brasileirão.


Como uma luva

É inegável: o início da caminhada de Iarley com a camisa vermelha esteve à altura das expectativas. Formando, com Fernandão, a dupla de ataque colorada, o cearense abriu o placar no Morumbi aos 30 do primeiro tempo, esbanjando qualidade para dominar, com a canhota, rebote de dividida do capitão com a defesa paulista, girar o corpo e, de direita, mandar chute preciso no ângulo de Ceni. Pouco depois, Souza até empatou para os locais, mas Fernandão, de pênalti, e Tinga, nos minutos finais, confirmaram o trunfo alvirrubro por 3 a 1. Envolvido, ainda, nos dois tentos marcados pelo Clube do Povo no segundo tempo, o estreante foi escolhido o melhor jogador da partida em enquete realizada no site do Inter.

O golaço do estreante

“A bola vai entrar a partir de agora.

Eu trabalho para fazer gols!”

Iarley, em entrevista na semana seguinte à estreia

Exuberante, a atuação diante do São Paulo garantiu a Iarley vaga no time titular, mantida para a rodada de número 15 apesar dos retornos de Gustavo e Michel, atacante que também estava entregue aos cuidados do Departamento Médico. À oportunidade, o atacante respondeu mantendo o ritmo elevado, fundamental para o triunfo colorado, por 2 a 1, sobre o São Caetano, no Beira-Rio. Na ocasião, mesmo debaixo de intensa chuva, quase 20 mil pessoas tomaram as arquibancadas do Gigante para apoiar o Inter, que abriu o placar aos 27.

Fernandão lançou Alex, que surpreendeu a marcação caindo pela direita. O jovem foi até o fundo, em velocidade, e cruzou, com o pé ruim, na medida para curioso cabeceio de Iarley, que mandou para as redes, marcando seu primeiro gol no Beira-Rio, segundo pelo Inter. Menos de cinco minutos depois, Granja serviu Tinga, que de canhota marcou o segundo do Clube do Povo. Dimba, para os visitante, até descontou na etapa final, mas nada que ameaçasse o triunfo alvirrubro, capaz de alçar o Colorado à terceira posição no Nacional.

O primeiro tento no Beira-Rio

Também escolhido o craque em sua partida de estreia no Beira-Rio, Iarley foi mantido entre os 11 iniciais para o duelo contra o Vasco, no Rio de Janeiro. Aparentemente esperada, a titularidade comprovou a grande fase do atacante, que deixou Rafael Sobis, de volta após conquistar a medalha de bronze com o Brasil na Copa do Mudo Sub-20, no banco.

Vitorioso em São Januário por 4 a 2, o Clube do Povo se manteve na terceira colocação, a apenas um ponto dos líderes Ponte Preta e Fluminense. A vice-liderança chegou na partida seguinte, encerrada com goleada de 5 a 2 sobre o Juventude, no Gigante. Ao lado de Sobis, Iarley formou dupla de ataque municiada por Fernandão, e abriu o placar, logo aos 10, em um golaço de perna direita.

Pintura para abrir o placar contra o rival gaúcho

Terceiro do atacante em quatro partidas, o tento diante do Juventude foi acompanhado, três dias depois, pelo quarto em sua trajetória no Inter, este marcado sobre o Goiás. De peixinho, contudo, o gol não impediu a derrota, por 3 a 2, no Beira-Rio. Pior ainda, Iarley precisou deixar o duelo mais cedo, consequência de luxação no ombro esquerdo. Incialmente, a injúria afastou o atleta dos gramados por quatro jornadas, mas, após sentir dores nos dois jogos seguintes que disputou, o cearense teve de ser submetido a cirurgia, que estendeu o tempo de afastamento.

“Os médicos disseram que

a operação foi um sucesso.

Agora, é repouso absoluto e, depois,

volto com tudo para retornar ainda

no Brasileirão.”

Iarley, após a cirúrgia

Contrariando a previsão dos médicos, que estipulavam o tempo de parada do atleta entre três e quatro meses, Iarley voltou aos gramados durante partida da 35ª rodada do Brasileirão, disputada em 31 de outubro, pouco mais de 60 dias após a cirurgia. Fora da lista de inscritos do Clube do Povo na Sul-Americana, não pôde disputar o confronto de volta das quartas continentais, contra o Boca, na Bombonera. No Nacional, seguiu como peça frequente no ataque alvirrubro, e teve o alto nível de suas atuações recompensado, já em 2006, com a renovação de contrato até o final de 2008.


2006 de brilho fora…

Titular no início da temporada de 2006, autor de quatro gols no Gauchão, Iarley seguiu conquistando, no novo ano, o respeito de todos no Beira-Rio. Naturalmente, o atacante se tornou uma das principais referências do time, chegando a formar, junto de Clemer e Fernandão, o trio de líderes do vestiário colorado. Em entrevista concedida para a Mídia do Inter em 2014, o ídolo, inclusive, comentou o perfil da trinca, destacando as diferentes características de cada um.

Nosso capitão, o cara que liderava mesmo, até pela inteligência que tinha, era o Fernandão. O Clemer era mais explosivo, até na hora de tomar à frente, dar uma dura. Eu, mais tranquilo, apaziguador, ia lá e analisava a situação, dava opinião, contornava.

Simbolizando o protagonismo que exercera nos meses inaugurais de 2006, Iarley teve o privilégio de ser inscrito na Libertadores da América com a mítica camisa de número 10 do Internacional. Capitão nos primeiros cinco jogos do Clube do Povo na competição, demonstrou o porquê de ser uma das lideranças do grupo quando, com os retornos de Rafael Sobis e Jorge Wagner aos gramados, recuperados de lesão, foi para o banco de reservas.

Iarley não apenas aceitou a condição, como se tornou um verdadeiro assistente do técnico Abel Braga, ajudando o comandante a gerir o elenco do Inter ao longo da fase eliminatória. Para além do papel fundamental que desempenhou no vestiário, o atacante também foi a campo oito vezes na campanha do título, oferecendo, ainda, duas assistências, umas delas na histórica virada sobre o Pumas, no Beira-Rio.


… e dentro de campo!

Após as saídas da dupla Sobis e Jorge Wagner para o futebol espanhol, sacramentadas poucos dias após a conquista da América, Iarley, que já vinha se destacando na formação que construía grande campanha para o Inter no Brasileirão, assumiu com maestria a lacuna deixada no ataque titular do Colorado. Ao lado de Fernandão, alcançou grande entrosamento, e encerrou o Nacional como um dos destaques do Clube do Povo vice-campeão, marcando 10 gols na competição.

Atuações maiúsculas como no Gre-Nal do Olímpico, quando marcou o gol da vitória, e no triunfo sobre o Fluminense, por 2 a 0, no Beira-Rio, além de golaços a exemplo da inesquecível bicicleta contra o Vasco, ou da letra diante do São Caetano, ambas no Gigante, valeram ao atacante uma merecida indicação ao prêmio Craque do Brasileirão. Curiosamente, Iarley acabou preterido na premiação, que não foi a única a injustiçá-lo em dezembro de 2006.


Um gigante no caminho do Barcelona

A delegação do Inter chegou ao Japão para a disputa do Mundial no dia 7 de dezembro de 2006. Antes disso, ainda no trajeto, Iarley já havia demonstrado a importância que sua liderança exerceria na caminhada rumo ao maior título de clubes do planeta.

Quando um contratempo em São Paulo atrasou o voo colorado, fazendo com que o grupo perdesse a conexão entre Paris e Tóquio, assim precisando passar uma tarde em hotel da capital francesa, foi o ídolo quem, em atitude extremamente solidária, dispôs-se a permanecer na sala de embarque do aeroporto parisiense junto dos companheiros Vargas e Hidalgo, os quais não tinham visto para entrar no país. Ali ficaram os três, conversando e descansando enquanto esperavam pelo prosseguimento da viagem.

Esse tá bonito, mas vamos colocar outro,

ainda maior, no lugar, escrito

Campeão do Mundo!

Iarley, ao se deparar com painel do time campeão da américa

Uma vez em terras nipônicas, Iarley, como sempre vestindo a 10, teve atuação segura na semifinal, contra os egípcios do Al-Ahly. Foi na decisão do Mundial, porém, que a estrela do ídolo reluziu como nunca.


No maior dos jogos, a melhor atuação

Os campeões do mundo/Foto: Jefferson Bernardes

A missão era espinhosa. No jogo mais importante da história do Inter, superar o poderoso e badalado Barcelona, de Ronaldinho Gaúcho, Deco, Iniesta, Xavi e companhia. Para isso, é claro, foi preciso traçar uma estratégia especial.

Foto: Ricardo Duarte

A gente sabia que o Barcelona viria com tudo pra cima, e começamos a visualizar o contra-ataque. Mentalizei que poderíamos ganhar o jogo assim, porque era isso ou os pênaltis. Tanto que, quando eu pego a bola na jogada do gol, já estava preparado para aquele momento!

Extremamente disputada, com boas chances para os dois lados, a finalíssima do Mundial de Clubes impôs duro baque à Maior e Melhor Torcida do Rio Grande quando, aos 30 da segunda etapa, Fernandão, extenuado e com cãibras, precisou ser substituído. Com o coração na mão, milhões de colorados e coloradas responderam à alteração depositando boa parte de suas esperanças em Iarley, que assumiu a braçadeira após a saída de nosso capitão, responsabilidade que assumiu com tranquilidade, atestada seis minutos depois.

Foto: Ricardo Duarte

Na hora, só tinha o Luiz Adriano. Esperei pra ver se ele se movimentava, porque estava muito aberto. Dali, só conseguiria um cruzamento ou chute cruzado. Fiquei observando o Puyol. Depois do corte, ele ficou me dando um lado. Segurei e vi um vulto de branco passando. Era o Gabiru. Consegui fazer um passe pressão, milimétrico!

Esbanjando frieza, o ídolo recebeu escorada de Luiz Adriano para, primeiro com o pé direito, dominar a bola. Sagaz, no toque seguinte colocou a redonda entre as pernas de Puyol. O restante da jogada, é claro, todos lembram. Iluminado, Gabiru, substituto de Fernandão, desferiu o mais preciso dos arremates, matando o goleiro Victor Valdez e fazendo o planeta, cada vez mais vermelho, tremer com a festa da torcida colorada.

Olhugol, olhugol, olhugol!

Apesar da empolgação com a vitória parcial, ainda faltavam 10 minutos para o jogo acabar. Mais do que isso, pela frente restava um Barcelona cada vez mais ofensivo em busca do empate. Foi então que Iarley levou seu 1,70 m de altura a atingir a estatura do Beira-Rio quando, junto de Rubens Cardoso, prendeu a bola na ponta esquerda do ataque colorado por praticamente três minutos. Três minutos ao longo dos quais uma história quase centenária passou diante dos olhos do povo alvirrubro, e que serviram para esfriar a pressão dos espanhóis, tranquilizando o time gaúcho.

Foto: Ricardo Duarte

Minha base foi no futsal, eu era pivô. Quando a gente precisava segurar um resultado, eu já fazia isso. Então, naquele momento do jogo, depois do nosso gol, quando o Barcelona veio com tudo pra cima, eu senti que precisava dar uma esfriada, deixar o tempo passar.

Gigantes, Iarley e Rubens Cardoso acumularam faltas, escanteios e laterais

O atacante cearense somente parou de lutar quando o árbitro marcou falta sua, a pouco mais de um minuto do final do jogo. Neste curto intervalo de tempo, todavia, nem mesmo a genialidade de Ronaldinho foi suficiente para segurar o Inter. Exatos 70 segundos após assinalar irregularidade de Iarley, o árbitro Carlos Batres voltou a levar o apito à boca. Desta vez, para encerrar a partida e oficializar que o mundo, finalmente, era vermelho.

Inter, és campeão mundial…/Foto: Jefferson Bernardes

Após o jogo, Iarley recebeu, erroneamente, a Bola de Prata, distinção oferecida ao segundo melhor jogador do Mundial. Premiação, é claro, injusta, pois a colocação não condizia com o nível das atuações do atacante, mas corrigida, dois dias depois, na chegada do time campeão a Porto Alegre.

Mais de 500 mil colorados e coloradas receberam, no dia 19 de dezembro, a delegação campeã mundial. Entre os atletas, Iarley foi, com justiça, um dos mais festejados pela multidão. Em meio ao mar vermelho que coloriu a Região Metropolitana de nossa capital, alguns apaixonados chegavam a bradar que o camisa dez merecia “metade da taça”, como dissera Galvão Bueno na narração do gol do título. Poucos sabiam, contudo, que o título tinha um gosto especial para o ídolo, que, com a taça, cumpria previsão que fizera ao se deparar, ainda em agosto, no vestiário do Inter, com um painel do time vencedor da Libertadores.

Assim, Iarley terminou 2006 atendendo não somente ao pedido do grupo de torcedores que o recebera quando de seu desembarque em Porto Alegre, como também cumprindo promessa feita dentro do sagrado vestiário do Beira-Rio e, é claro, consagrado no seleto rol de ídolos eternos alvirrubros. Uma temporada, definitivamente, irretocável.


A coroa americana

O início da temporada de 2007 não afetou a titularidade de Iarley. No primeiro semestre do ano, o ídolo seguiu formando, com Pato e Fernandão, o trio de ataque colorado, sempre municiado por um Alex cada vez mais regular e participativo na região central do campo. Após insucessos em Libertadores e Gauchão, o Clube do Povo conquistou, no dia 7 de junho, a Recopa Sul-Americana, taça que garantiu a Tríplice Coroa. Capitão na finalíssima, o camisa 10 levantou a taça junto das outras duas lideranças do grupo, Clemer e Fernandão.

Nos meses de encerramento do ano, atacante foi importante para a conquista de vaga na Sul-Americana de 2008. Marcada por grande reformulação no elenco, a temporada de 2007 chegou ao fim com Iarley, Fernandão e Nilmar, repatriado, formando um novo poderoso trio ofensivo para o Inter.

Ao mesmo tempo, Alex seguia brilhando na região central, agora apoiado pelos recém-chegados Guiñazú e Magrão. Na defesa, nomes como Marcão, Sorondo e Orozco foram contratados, trio que, junto do jovem Sidnei e do experiente Índio, renovava as esperanças do povo vermelho. Exatos 12 meses após chegar ao auge, portanto, o Inter demonstrava estar pronto para retornar ao topo, e contava com seu camisa 10 para isso.


Um campeão, até o fim

Titular ao lado de Alex e Fernandão em novo trio de ataque estrelado que formou ao longo de sua passagem pelo Inter, Iarley viveu momento goleador no Gauchão de 2008. Ao todo, balançou as redes em sete ocasiões, ocupando a vice-artilharia colorada na competição, atrás apenas de Alex. A partir das quartas de final, com o retorno de Nilmar, até então lesionado, o camisa 10 passou a revezar a titularidade com o veloz companheiro, assim diminuindo sua frequência dentro de campo.

Na finalíssima do torneio, contra o Juventude, coube a Iarley, junto de Clemer e Fernandão, como ocorrera na Recopa de 2007, erguer o troféu de campeão gaúcho. Primeiro estadual que venceu pelo Inter, 38º da história do Clube do Povo, o título foi, também, o segundo do Colorado no ano, sucedendo, em poucos meses, a conquista da Copa Dubai, ocorrida durante a pré-temporada.

“Achei que eu era forte,

mas mal consigo falar agora.”

IARLEY, em sua entrevista de DESPEDIDA

No dia 5 de junho, após selar transferência para o Goiás, Iarley deixou o Inter. Tomado pela emoção, o atacante praticamente não conseguiu conceder sua coletiva de despedida, admitindo não ter forças para falar. As lágrimas que corriam de seus olhos, obviamente, também tomaram as faces dos colorados e coloradas espalhados pelo mundo, multidão que ainda hoje procura por palavras capazes de agradecer ao gigante camisa 10 por todos os feitos que conquistou vestindo alvirrubro. Viva, I-AR-LEY!

No clima do Mundial: entrevista com ex-zagueiro Ediglê

Ex-zagueiro colorado, campeão da Libertadores e do Mundial em 2006, o defensor Ediglê concedeu, na início da noite da última sexta-feira (05/06), entrevista exclusiva para o Programa do Inter, da Rádio Colorada. A íntegra da conversa, que revelou diversos bastidores de uma das maiores gerações da história do Internacional, pode ser conferida tanto abaixo quanto nos perfis do Clube do Povo em Soundcloud e Spotify!

Sport Club Internacional · Rádio Colorada | Entrevista com ex-zagueiro Ediglê

De segunda a sexta, a partir das 18h, a Rádio Colorada apresenta o ‘Programa do Inter’, exibição que traz todas as atualizações sobre o dia a dia do Clube do Povo. Feito de torcedor(a) para torcedor(a), o Programa pode ser acompanhado através do APP oficial do Clube do Povo.

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Entrevista com Michel, campeão de Mundial e Libertadores

Atleta que marcou época com a camisa colorada na segunda metade da primeira década do Século XXI, Michel Neves, ex-atacante do Clube do Povo, concedeu entrevista para o Programa do Inter, da Rádio Colorada, no final da tarde desta quarta-feira (03/06). Artilheiro do Clube do Povo nos grupos da Libertadores de 2006, fase na qual anotou três gols, todos no Beira-Rio, o jogador revelou grandes bastidores da equipe que conquistou o mundo, incluindo história inédita a respeito da chuteira usada por Gabiru contra o Barcelona, e destacou todo o seu carinho pela Maior e Melhor Torcida do Rio Grande. Confira a íntegra!

Sport Club Internacional · Rádio Colorada: Entrevista exclusiva com Michel Neves, ex-atacante do Clube do Povo – 03/06/2020

De segunda a sexta, a partir das 18h, a Rádio Colorada apresenta o ‘Programa do Inter’, exibição que traz todas as atualizações sobre o dia a dia do Clube do Povo. Feito de torcedor(a) para torcedor(a), o Programa pode ser acompanhado através do APP oficial do Clube do Povo.

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Escolha o seu gol preferido da história colorada!

O Clube do Povo sempre escreveu suas glórias através de precisas finalizações de cabeça, canhota ou pé direito. Pensando nisso, lançamos a nossa torcida o desafio de escolher o melhor gol, entre os selecionados, da história colorada. Os critérios são os mais subjetivos possíveis: você pode decidir pelo mais bonito, o mais importante, o mais improvável, o mais marcante, ou o que preferir! Disponível em nossas redes sociais, a enquete, organizada em formato de chaveamentos eliminatórios (imagem abaixo), conta com tentos anotados em diferentes décadas, por vários ídolos. Confira-os a seguir:

Falcão x Atlético-MG

Válido pelas semifinais do Brasileirão de 1976, o confronto entre Inter e Atlético-MG brindou o público que lotou o Beira-Rio com duelo do mais alto nível. Após encerrar o primeiro tempo atrás no marcador, o Clube do Povo buscou a igualdade com Batista, aos 33, e passou a pressionar em busca do gol da virada, que saiu aos 46, após tabela inacreditável entre Falcão, Dario e Escurinho. Verdadeira obra de arte, à altura de seu autor e de uma equipe campeã!

Figueroa x Cruzeiro

Coube ao Inter, dono de DNA desbravador e pioneiro, estabelecer o nome do futebol gaúcho em território nacional. Em 1975, o Clube do Povo chegou à decisão do Brasileirão após campanha magnífica, com direito à vitória sobre a ‘Máquina Tricolor’, no Rio, nas semifinais. Disputada contra o Cruzeiro, a finalíssima encontrou em Figueroa, o zagueiro craque, seu único artilheiro, capaz de vencer não apenas a defesa mineira, mas também o céu nublado, para abrir o placar para o Colorado.

Valdomiro x Corinthians

O segundo título nacional do Inter veio na temporada seguinte ao primeiro. Em 1976, o Colorado enfrentou o Corinthians, no Beira-Rio, na final do Brasileirão. A taça, já habituada ao número 891 da Padre Cacique, foi conquistada graças a dois lances de bola parada. No primeiro, Valdomiro acertou a barreira, mas Dadá não perdoou no rebote. Depois, o camisa 7 e ídolo colorado executou mais uma de suas muitas cobranças magistrais. Esta explodiu no travessão antes de vencer a linha fatal e, de uma vez por todas, consagrar o Clube do Povo bicampeão!

Nilson x Grêmio

A maior edição do principal clássico do Brasil aconteceu em fevereiro de 1989. Confronto de volta da semifinal do Brasileirão de 1988, o Gre-Nal do Século foi antecedido por empate sem gols no Olímpico, e exibiu roteiro capaz de invejar qualquer cineasta premiado. Na primeira etapa, vitória parcial dos visitantes e expulsão do lado vermelho. No segundo tempo, dois gols de Nilson, o primeiro de cabeça, e Inter, com um a menos, vitorioso e classificado. Que tarde!

Iarley x Vasco

O gol de bicicleta é uma paixão planetária. O nível de dificuldade exigido para executá-lo, provavelmente, encontra equivalência apenas na plasticidade do lance. Em 2006, poucas semanas após a conquista da América, Iarley começava a dar mostras do protagonismo que exerceria na reta final da temporada anotando pintura rara, inclusive, entre as do estilo. O domínio no peito e a distância da meta vascaína não deixam dúvidas.

Fernandão x Coritiba

Eterno Capitão! As palavras que faltam para definir a importância de Fernandão no Inter também são escassas na tentativa de descrever esta pintura. Pouco mais de um mês depois de estrear pelo Colorado marcando o Gol Mil dos Gre-Nais, o centroavante, inquieto em escrever história, foi autor de mais um feito inesquecível. Sortudo o Beira-Rio por servir de tela à obra de arte do cabeludo artilheiro.

Giuliano x Estudiantes

Atual campeão da América, o Estudiantes julgou estar com a vaga garantida nas semifinais da Libertadores antes do apito final. Em 2010, o ídolo e capitão pincharatta, nos minutos de encerramento, convocou a torcida para festejar com seus sinalizadores. Na fumaça da festa precoce, Giuliano, lançado por Andrezinho, brilhou, e instalou na cancha portenha silêncio sepulcral, quebrado apenas pelo estrondoso celebrar do povo colorado.

Sobis x LDU

A espera foi angustiante. Mais de dois meses entre o revés no Equador, único na campanha, e a volta em Porto Alegre. Para piorar, a etapa inicial em nada diminuiu a tensão. Pelo contrário, truncado, o jogo foi tomando contornos desesperadores até os seis minutos do segundo tempo, quando Rafael Sobis abriu o placar em uma verdadeira pintura. Depois deste, Renteria faria o segundo, e a vaga nas semis estaria garantida.

Tinga x São Paulo

A libertação da América. Numa infindável noite de alegria, 16 de agosto de 2006, Tinga marcou gol inesquecível, o último de nossa campanha campeã continental. O título, depois de 97 aos de espera, era nosso. Vamos, Colorado!

Damião x Chivas

Final de Libertadores. Decisão do principal torneio de clubes do continente. Beira-Rio. Cenário perfeito para um jovem começar sua história de idolatria com a camisa vermelha. Matador, Damião interceptou passe na altura do meio de campo e, em velocidade, marcou o segundo do Inter, garantindo, de uma vez por todas, a reconquista da América.

Claudiomiro x Benfica

Lotado por mais de 100 mil pessoas, o Beira-Rio foi oficialmente inaugurado no dia 6 de abril de 1969, em partida amistosa que envolveu Inter e Benfica. Para estrear a história das redes da casa colorada, obviamente, seria necessária a ação de um legítimo alvirrubro. Ninguém melhor do que o jovem Claudiomiro. Com um testaço, o centroavante abriu o placar, completando grande trama do ataque vermelho.

Gabiru x Barcelona

Pregador de peças, o irônico destino armou a maior das suas no dia 17 de dezembro de 2006. Em Yokohama, o Mundial de Clubes era decidido entre Inter e Barcelona. Combalido, o aplicado capitão Fernandão, com cãibras, deixou o campo para a entrada do contestado Adriano Gabiru. Vestindo a 16, o substituto recebeu de Iarley passe açucarado e finalizou não para o barbante, e sim para a história.

Nilmar x Estudiantes

Para nos sagrarmos o primeiro time brasileiro campeão da Sul-Americana, tivemos de superar caminho turbulento – e o fizemos com excelência. Não bastasse a caminhada repleta de adversários de alto quilate, também nossa decisão foi sofrida, disputada até a prorrogação. No segundo tempo desta, Nilmar, cria do Celeiro, marcou, com um bico salvador, o gol do título.

Alex x Boca

De tão difícil, nas quartas de final a campanha do Inter na Sul-Americana encontrou o atual campeão da América. Derrotado com autoridade no Beira-Rio, também na Bombonera o Boca Juniors precisou se curvar à inesquecível escalação colorada de 2008. Servido por D’Alessandro, Alex marcou, na etapa final, o segundo do Clube do Povo, último da vitória por 2 a 1. Ao eliminar os xeneizes em sua casa, o Alvirrubro repetiu feito até então exclusivo, entre os brasileiros, ao Santos de Pelé.

D’Alessandro x Atlético-MG

Como joga, por favor! Nas oitavas da Libertadores de 2015, o gringo pegou a sobra de bola espirrada pela defesa adversária e, com sua canhota, anotou mais um belo capítulo em sua linda história no Inter. No ângulo, sem chances de defesa, preciso, perfeito. Andrés Nicolás D’Alessandro!

Renteria x Nacional

O mais colombiano dos sacis internacionalizou sua história também no Uruguai. Para exorcizar um fantasma do passado, usou do lençol, não como fantasia, mas artimanha. Com ele, e um arremate fulminante, garantiu vitória importante nas oitavas da Libertadores de 2006. É nós, Renteria. Tipo Colômbia!

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