Bolívar é o Personagem do Mês do Museu do Inter

O Personagem do Mês de agosto do Museu do Inter tem patente alta e foi um dos dois jogadores a participar de todas as partidas na histórica conquista da nossa primeira Libertadores. Fabian Guedes, o Bolívar, gravou seu nome na história colorada em 2006 e 2010.  

Bolívar comemora o gol diante do Dep. Quito pela Libertadores da América 2010

Bolívar chegou ao Inter em 2003 e participou do processo de reconstrução da equipe no início da década. Nas duas Copas Sul-Americana que disputou, ganhou casca, como se diz, junto à equipe que disputou o título brasileiro até a última rodada em 2005.

Com Fabiano Eller, foi o único jogador a disputar todas as 14 partidas da histórica campanha de 2006. Já vendido para o Mônaco-FRA, ajudou o Inter a conquistar o tão sonhado troféu continental na grande final contra o São Paulo. E torceu de longe pela conquista do Mundial.

Seguindo sua senda de vitórias, retornou ao clube em 2008. Conquistou a Copa Sul-Americana daquele ano, a Copa Suruga em 2009, foi o capitão na conquista do bicampeonato Libertadores em 2010 e ainda conquistou a Recopa Sul-Americana em 2011, além de 5 títulos gaúchos.

Bolívar encerrou a carreira como jogador em 2015 para retornar aos gramados em 2018, desta vez como técnico.

Pacientes do Instituto da Criança com Diabetes visitam Museu e Beira-Rio

Criançada fez tour completo pelo Beira-Rio/Foto: Felipe Bortoluzzi

O Museu do Sport Club Internacional recebeu quatro pacientes do Instituto da Criança com Diabetes (ICD), na última segunda-feira (09/08), para uma visita ao Estádio Beira-Rio. A ação, que contou com a parceria da Fundação de Educação e Cultura (FECI) e do Projeto Criança Colorada, faz parte do lançamento da programação da 22ª Corrida para Vencer o Diabetes.

As crianças, com Diabetes Tipo 1 (DM1), vieram acompanhadas por um familiar, e tiveram a oportunidade de fazer um tour completo com direito a presença do mascote colorado Saci e chute a gol na beira do gramado. Gerente executiva do ICD, Ana Bertuol comemorou a ação e a felicidade dela decorrente nas crianças.

“A visita de pacientes colorados do Instituto da Criança com Diabetes marca a ação de engajamento do Sport Club Internacional e a FECI junto à 22ª Corrida para Vencer o Diabetes, num grande ato de amor e solidariedade. Nosso enorme agradecimento a estes grandes parceiros e apoiadores à causa do Diabetes Tipo 1 na criança e no jovem. Nossos pacientes tiveram um sonho realizado”

Ana Bertuol

Neste ano, devido à pandemia de Covid-19, a edição ocorrerá em formato virtual. Como é de tradição, a instituição também realizará a venda de camisetas em alusão à Corrida, de modo a incentivar a prática de esportes e arrecadar recursos para investir nos programas e projetos, que assistem mais de 40% das crianças e jovens com diabetes do Rio Grande do Sul.

Grupo posou para fotos no gramado do Gigante/Foto: Felipe Bortoluzzi

As camisas contam com a estampa do Clube do Povo, grande apoiador desta causa, e estão à venda por R$ 25,00 a unidade, que pode ser adquirida através do Site do ICD ou direto na FECI, no Ginásio Gigantinho. Presidente da Fundação colorada, Valdir Scariot convocou a Maior e Melhor Torcida do Rio Grande a contribuir.

“A nossa parceria com o ICD começou há cerca de 12 anos, inicialmente com a venda das camisas e, agora, com as visitas ao Estádio. Em mais essa edição da Corrida, convoco todos os colorados e coloradas para que façam parte dessa corrente de solidariedade adquirindo as camisetas!”

Valdir Scariot
A emoção de conhecer o tapete do Beira-Rio/Foto: Felipe Bortoluzzi

Para participar da 22ª Corrida para Vencer o Diabetes, que ocorre até o dia 12 de setembro, basta vestir a camisa da campanha, atingir uma meta em quilômetros (correndo ou caminhando), registrar a atividade através de foto e enviar para o e-mail eusouicd@icdrs.org.br. O percurso dá direito a uma medalha virtual.

Fernandão é o Personagem do Mês do Museu do Inter

Do Gol 1000 em clássicos ao topo do mundo. Das conquistas regionais para os maiores feitos da história do clube. Exemplo dentro e fora de campo. O Personagem do Mês de julho do Museu do Inter é o eterno camisa 9 e capitão colorado: Fernando Lúcio da Costa.

Quando desembarcou em Porto Alegre naquele longínquo 2004, havia esperança. Mas nem o mais otimista dos colorados poderia imaginar o que viria pela frente. Só que o Gol 1000 em clássicos mostrava que tinha algo a mais ali. O camisa 18 daquela partida tinha, na verdade, um 9 tatuado na alma.

Líder dentro e fora dos gramados, Fernandão desbravou os caminhos que nos levaram ao topo da América. Na Copa do Mundo de Clubes, o ídolo, como um grande capitão, foi a testa de sua tropa, combatendo os avanços adversários até o limite de seu corpo. Retirou-se do gramado para a entrada daquele que marcaria o gol da vitória. Até nisso foi predestinado.

Marcou 77 gols nos seus 190 jogos com a camisa rubra. Foi dirigente, técnico e deixou um legado gigante para as gerações futuras de colorados. Em uma fatalidade, perdeu a vida em 2014. Mas jamais deixará nossas memórias e corações. Fernandão é eterno.

Primeira organização torcedora do sul, DCP completa 81 anos

No dia 14 de junho de 1940 era criado o Departamento de Cooperação e Propaganda (DCP), primeira organização torcedora do sul do país. Diferente das organizações contemporâneas do centro do país, foi muito mais do que a festa nas arquibancadas.

O DCP tinha como objetivos incentivar o time, disciplinar a torcida colorada através de sua estreita ligação com a direção do clube, e apoiar todas as iniciativas do Internacional. Além disso, criava um “bureau de propaganda”, ação pioneira em clubes de futebol naquele período.

Um dos objetivos da parte de propaganda era o crescimento da torcida colorada e a neutralização das torcidas adversárias, o que era feito através de panfletos e charges distribuídos nos locais de encontro dos aficionados por futebol na Porto Alegre, como a Confeitaria Rocco, por exemplo.

Sua faceta mais conhecida, contudo, era como a torcida que fazia um carnaval nas arquibancadas. Vicente Rao inseriu música, fogos e serpentina naquele ambiente para incentivar o time. Aliás, ter um torcedor-símbolo é um dos elementos que aproxima o DCP das demais torcidas da época.

É inegável a contribuição do DCP e de Vicente Rao para a popularização do Internacional, que tanto se orgulha de sua história de inclusão e diversidade.

Texto e imagens: Museu do Inter

Vicente Rao é o Personagem do Mês do Museu do Inter

O Personagem Do Mês de junho do Museu do Inter é ninguém menos que Vicente Rao, grande impulsionador da primeira torcida organizada do sul do país e personagem ímpar da cidade de Porto Alegre. Rao tem sua trajetória ligada ao Internacional de várias formas. Nasceu no dia 4 de abril, mas em 1908, um ano antes da fundação do Clube do Povo. Foi jogador do Clube na segunda metade da década de 1920, tendo feito parte do grupo campeão gaúcho em 1927, primeiro título estadual colorado. Na oportunidade, Rao jogou apenas uma partida, em 1926, e marcou um dos gols. Dizia que era impossível ser titular concorrendo com Ribeiro e Lampinha, meias da época.

Na década de 1930 se afastou do Colorado para fazer parte do Clube Atlético Bancário, mas não abandonou seu amor pelo alvirrubro. Chegou a jogar contra o Inter, mas seu coloradismo falava mais alto, como no episódio em que comemorou um gol do Inter no final do jogo mesmo estando em campo com a camisa do adversário. Foi também nessa época que começou sua trajetória nos blocos de carnaval da capital, com a “Banda Filarmônica do Faxinal” e o famoso “Tira o Dedo do Pudim”. Suas estrepolias eram amplamente noticiadas pelos jornais do período e várias vezes foi destaque em publicações como a Revista do Globo.

Vicente Rao foi o criador do Departamento de Cooperação e Propaganda (DCP)

Na década de 1940, Rao esteve à frente da primeira torcida organizada do sul do Brasil, o Departamento de Cooperação e Propaganda (DCP), introduzindo o carnaval ao estádio, com fogos, serpentinas, papel picado e faixas. Além disso, era responsável por neutralizar a torcida adversária através de estratégias de propaganda. É muito conhecido o episódio em que, sabendo que a torcida do tradicional rival faria festa igual à sua, preparou uma faixa com os dizeres “Imitando os negrinhos, hein?”, que arrefeceu o ânimo dos adversários. Também é muito conhecida a história da cabrita Chica, que Rao fazia questão de levar aos jogos, mesmo quando sua entrada fora proibida.

Foi ainda Rei Momo da cidade de Porto Alegre entre os anos de 1950 e 1972, além de Papai Noel da cidade. E, em 1969, foi um dos fundadores da Camisa 12, tradicional torcida organizada do clube que existe até hoje. Falecido em 1973, virou nome de rua na zona sul, tendo na placa a alcunha que define perfeitamente sua vida: “alegria do povo”.

Vivi, Ximena e Wendy visitam Museu do Inter e Beira-Rio

Fotos: Mariana Capra/Internacional

A goleira Vivi, a meio-campista Ximena e a atacante Wendy estiveram no Gigante na tarde desta quinta-feira (20). As jogadoras das Gurias Coloradas se juntaram ao elenco no início da temporada 2021 e foram convidadas a conhecer a história e instalações do Clube.

Acompanhadas pela equipe do Museu do Inter, as atletas puderam conhecer os maiores feitos da história colorada, como se deu a construção do Beira-Rio e também a trajetória do futebol feminino no Inter.

Seu Gentil é o Personagem do Mês do Museu do Inter

Viva, Seu Gentil!/Foto: Ricardo Duarte

O Personagem do Museu do Inter neste mês de maio é uma figura dona de trajetória de 47 anos dedicados ao Internacional. Chegado ao Clube com 17, em 1974, Gentil de Souza Passos construiu uma história única com o Colorado, merecedora de todas as homenagens que lhe façam reverência.

Convidado por seu Rosa, roupeiro da época, para trabalhar por alguns meses como ajudante, Gentil Passos agarrou a oportunidade com unhas e dentes. Desde então, jamais deixou o vestiário colorado, ambiente sagrado onde conviveu com diversas gerações de craques.

Seu Gentil (D) e Falcão, em 2011

Presente em todos os grandes títulos da história colorada, seu Gentil viveu episódio marcante na final do Mundial de Clubes de 2006. No segundo tempo, quando o placar ainda estava zerado, o roupeiro precisou correr até o vestiário para buscar a camiseta reserva de Índio, zagueiro que acabara de quebrar o nariz. Por sorte, o primeiro uniforme encontrado por Passos foi o do xerife vermelho, que logo trocou de vestimenta e retornou a campo.

Seu Gentil é parabenizado após partida de volta das semifinais da Libertadores de 2010

Gigante, Seu Gentil segue vestindo o manto alvirrubro como uniforme de trabalho. Junto a todos os trabalhadores e trabalhadoras, ele, testemunha ocular e protagonista de nossa biografia, é um dos tantos heróis que engrandecem ainda mais a história do Clube do Povo.

Museu do Inter reabre nesta terça-feira

Depois de mais de dez meses com as atividades presenciais suspensas, a partir desta terça-feira (04/05), o Museu do Sport Club Internacional – Ruy Tedesco será reaberto ao público. No último dia 22 de abril, o governo do Estado atualizou algumas regras do modelo de distanciamento controlado para o enfrentamento da pandemia do coronavírus, liberando o funcionamento de museus e outras atividades.


Respeitando todos os protocolos de segurança determinados pelas autoridades para que os colorados e coloradas façam uma visita segura, o acesso do visitante só será permitido se o mesmo estiver usando máscara de proteção. Além disso, a temperatura corporal será medida como forma de prevenção. Apenas 5 pessoas (máximo) por hora serão permitidas de circular dentro do Museu. O horário de atendimento funcionará de terças a sextas, das 10h às 12h e das 13h30 às 17h. Aos sábados, o atendimento ocorrerá unicamente pela manhã, das 10h às 12h. 

A Visita Colorada também acontecerá em grupos de no máximo cinco pessoas. De terças a sextas, as saídas ocorrem em dois horários, 10h30 e 14h, e aos sábados somente às 10h30. Para realizar books fotográficos, um agendamento prévio deverá ser feito exclusivamente pelo e-mail visitacolorada@internacional.com.br.

O ingresso para acessar o Museu custa R$ 10 e a Visita Colorada R$ 40. Crianças até 5 anos e sócios(as) são isentos. Crianças de 6 a 15 anos, estudantes, professores, idosos (+ de 60 anos), pagam meia entrada.

Manga é o Personagem do Mês do Museu do Inter

No mês em que celebramos o Dia do Goleiro (26/04), data criada em homenagem aos profissionais que atuam nesta posição e que reverencia o aniversário de um dos principais goleiros da história do futebol gaúcho e brasileiro, nosso Personagem do Mês não poderia ser outro: Haílton Corrêa de Arruda, o Manga.

Manga é um dos grandes goleiros da história colorada

Também conhecido como Manguinha ou Manguita Fenômeno, o goleiro pernambucano marcou época na equipe treinada por Rubens Minelli que foi bicampeã nacional em 1975 e 1976. No entanto, foi no Sport Recife que o arqueiro se profissionalizou. Logo fez história no Botafogo, chegando a disputar a Copa do Mundo de 1966 como titular da Seleção Brasileira. Marcou época também no Nacional, do Uruguai, clube pelo qual foi campeão da América e Intercontinental em 1971.

Manga durante partida do Inter nos anos 1970

A chegada ao Internacional tem uma passagem curiosa. Em 1974, Manga viajava de Montevideo a São Paulo para acertar sua transferência ao Corinthians. Porém, Eraldo Herrmann, presidente do Inter na época, encontrou o goleiro no Aeroporto Salgado Filho, onde fazia escala, e o convenceu a jogar no Colorado. Assim, Manga fez parte do elenco bicampeão brasileiro nas temporadas 1975 e 1976, que encantou o país com seu bom futebol. O goleiro foi um dos personagens decisivos na conquista da primeira estrela nacional, enfrentando os chutes venenosos de Nelinho. Conquistou, ainda, três campeonatos gaúchos em 1974, 1975 e 1976.

Palacios conhece o Museu do Inter

Reforço colorado para a temporada 2021, o chileno Carlos Palacios visitou o Museu do Inter e conheceu um pouco mais da história do Clube do Povo. O atacante, que já soma duas partidas com a camisa vermelha, viu de perto as taças das maiores conquistas de nossa história, escutou a respeito das raízes alvirrubras, e se identificou com as homenagens ao ídolo Don Elias Figueroa!

“É um Clube grande, com muita história. Ali, uma foto que representa meu país através de Don Elias Figueroa, que também é grande aqui. Estou muito feliz de conhecer este lindo museu. Cheguei com muita vontade de poder ajudar com o meu grão de areia, e espero poder conquistar também.”

Carlos Palacios