Pós-jogo | “Isso é Inter: vamos demonstrar força e raça até o final”, destaca Johnny

O Clube do Povo visitou o Bahia, na noite deste domingo (13/06), e conquistou sua primeira vitória no Brasileirão 2021. Edenilson, de pênalti, marcou o único gol do triunfo, repercutido em entrevista coletiva de Osmar Loss. Confira as principais aspas do técnico interino colorado!

“O vestiário, hoje, é um vestiário de jogadores que se sacrificaram, que se doaram, que estão de parabéns pela sua disciplina tática, pela sua dedicação e pelo seu compromisso com a camisa do Internacional. Estão conscientes que a gente precisa dar passos importantes em rumo da evolução, mas satisfeitos com o rendimento e a entrega de todos.”

Osmar Loss

“A dedicação dos jogadores, o compromisso com a disciplina tática, as trocas que a gente conseguiu para energizar os setores do campo que estavam frágeis; foram decisivos. Mesmo com um a menos, as melhores oportunidades de gol foram nossas. Ou seja, é um time que, mesmo sabendo se defender bem, não deixou de contra-atacar com bastante eficiência.”

Osmar Loss

Os minutos seguintes ao apito final também contaram com aspas do elenco colorado. Primeiro atleta a falar, o meio-campista Johnny, titular pela terceira vez nas últimas quatro partidas, destacou a luta do Clube do Povo, que garantiu os três pontos mesmo após atuar quase todo o segundo tempo com um jogador a menos. Assista!

“Isso é Inter.

A gente vai demonstrar força e raça

até o final do Campeonato.”

Johnny

Coube a Victor Cuesta encerrar as aspas concedidas ainda na orla do campo de Pituaçu. O zagueiro argentino, que também reforçou o positivo impacto anímico da vitória conquistada em Salvador, destacou a sequência de jogos que aguarda o Inter pelo Brasileirão. Veja!

“Precisávamos reverter a fase,

e começamos por hoje, com uma

vitória importante”

Victor Cuesta

Osmar Loss é novo auxiliar permanente do Inter

O Sport Club Internacional anuncia que Osmar Loss é o novo auxiliar permanente do Clube. Natural de Passo Fundo, o profissional tem toda sua formação ligada ao Inter, onde chegou em 1994 e permaneceu até 2009, quando comandava a equipe B.

Após, teve passagem como técnico da equipe profissional do Juventude, até retornar ao Colorado e permanecer de 2011 até 2013 na comandando do time sub-23. No período, Osmar Loss assumiu o comando da equipe principal de maneira interina em duas oportunidades.

A grande trajetória na base fez o Corinthians contratar Osmar para dirigir a categoria sub-20. No Clube paulista, foi bicampeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior e logo após assumiu como auxiliar permanente da comissão técnica liderada por Fábio Carille, sendo campeão brasileiro em 2017.

Com a saída de Carille, Osmar Loss foi efetivado como técnico da equipe principal do Corinthians. Após, passou por Guarani e Vitória, até retornar ao alvinegro para ser Coordenador Técnico das Categorias de Base.

Ficha Técnica
Nome completo: Osmar Loss Vieira
Nascimento: 03/07/1975 – Passo Fundo, RS

Carreira:
1994-2009 | Internacional
2009 | Juventude
2011 | Desportivo Brasil
2011 | Fluminense
2011-2013 | Internacional
2013-2017 | Corinthians
2015 | Bragantino
2018 | Corinthians
2019 | Guarani
2019 | Vitória
2020 | Corinthians

Títulos
2006 | Campeonato Brasileiro Sub-20
2009 | Campeonato Gaúcho Sub-20
2009 | Torneio Cidade de Turim
2009 | Copa FGF
2014 | Campeonato Paulista Sub-20
2014 | Campeonato Brasileiro Sub-20
2015 | Campeonato Paulista Sub-20
2015 | Copa São Paulo de Futebol Júnior
2017 | Copa São Paulo de Futebol Júnior
2017 | Campeonato Paulista
2017 | Campeonato Brasileiro
2018 | Campeonato Paulista

De ases celeiro: 14 anos do primeiro Brasileirão Sub-20

Colorado de ases celeiro, o Clube do Povo é reconhecido, pelos quatro cantos, como um gigante formador. Inúmeros são os craques de alto quilate que, revelados pelo Inter, encantam e encantaram o globo carregando consigo DNA legitimamente alvirrubro. Entre as muitas gerações vencedoras forjadas na base vermelha, nesta segunda-feira (15/06) se destaca o esquadrão estrelado, na linha de frente, pelos campeões mundiais Luiz Adriano e Pato. Afinal de contas, há exatos 14 anos, a dupla conquistava, junto de seus companheiros e com direito a goleada sobre o maior rival, o Brasileirão Sub-20.


Os grupos

Edição inaugural do torneio, organizada pela Federação Gaúcha de Futebol e realizada no Rio Grande do Sul, o Brasileirão de Juniores de 2006 não foi dos mais simples para o Inter. Envolvido na disputa do 30º Eurovoetbal Tournament, competição que figura entre as mais importantes da categoria, sediada na holandesa cidade de Groningen, o Clube do Povo precisou dividir seu elenco Sub-20 em duas frentes, estando, portanto, desfalcado para as rodadas de abertura do certame nacional.

Integrante do Grupo B, o Colorado abriu sua participação no torneio sofrendo derrota de 2 a 0 para o Corinthians, em partida realizada no dia 29 de maio, no Campo do SESC, mesmo palco que recebeu, passadas apenas 48h, o duelo do Clube do Povo frente ao Criciúma. Contra os catarinenses, os comandados de Osmar Loss estiveram impecáveis, e deixaram o campo embalados por impactante triunfo de 6 a 2, gols de Luiz Adriano, três vezes, Alexandre Pato, duas, e Bruno Farias.

Nostálgico, o campo suplementar do Beira-Rio mora até hoje no coração dos colorados habituados a frequentar o Gigante nos anos anteriores à reforma para a Copa do Mundo. Exatamente no gramado anexo ao Estádio, superamos, em partida da terceira rodada do Brasileirão, com gols de Pato, em uma pintura de falta, e Bruno Farias, o Paraná, pelo placar de 2 a 1. Dois dias depois, no mesmo endereço triunfamos, diante da Ponte Preta, por 1 a 0, três pontos fundamentais para encerrar a fase de grupos em grande estilo, conquistados graças ao artilheiro Bruno.


Fase eliminatória

As oitavas de final do certame foram disputadas no Estádio Cristo Rei, em São Leopoldo, no dia 8 de junho. Reencontrando o Paraná, os juniores colorados voltaram a deixar o campo vitoriosos, desta vez com maior facilidade, explicitada no escore de 5 a 0. Apoiado por centenas de torcedores, o Clube do Povo marcou, no primeiro tempo, com Alexandre Pato e Fernando. Luiz Adriano, Diogo Costa e Pato, mais uma vez, fecharam o placar na etapa final, assim garantindo ao Inter vaga entre os oito melhores do torneio.

Inúmeras vezes provada ao longo da competição, a inegável qualidade do time colorado precisou ser deixada de lado no confronto diante do São Paulo. Torrencial, a chuva que assolou a Região Metropolitana de Porto Alegre nas horas anteriores à partida, disputada no dia 10 de junho, tornou quase impraticável a realização do duelo no gramado do Estádio Santa Rosa, em Novo Hamburgo. A garra, portanto, precisou superar a agilidade, mas também com ela vencemos. Placar? 1 a 0, gol de Alexandre Pato.

O tento da jovem promessa, inclusive, serve de retrato perfeito para a determinação alvirrubra naquela noite outonal. Obstinado, superou a marcação e o relvado embarrado. Genial, aplicou um lençol no goleiro. Atento, não se deixou surpreender com o pique da bola na poça d’agua e, assim, aos 26 do segundo tempo, vazou as redes tricolores. Estávamos nas semis!

Simplesmente, Alexandre Pato

A praticamente impecável campanha do time de Osmar Loss encontrou grande ameaça nas semifinais. Contra o Goiás, saímos atrás no placar após gol de Daniel, logo aos 14 da primeira etapa. Parcial, o revés persistiu no placar durante mais de uma hora, assim tomando contornos de aparente – e injusta – definição. Mesmo com 10 em campo, o alviverde conseguia se segurar, deixando agoniado o público que torcia pelo Inter no Estádio Passo D’Areia. Até que o zagueiro Cristian, futuro Titi, deixou, aos 43 do segundo tempo, tudo igual, mandando para as redes um pataço de canhota.

Na marca da cal, quem começou cobrando foi a equipe visitante, que abriu a contagem com Weldell. Em seguida, Luiz Adriano empatou para o Inter, feito comemorado tanto quanto o chute para fora de Luiz Henrique, segundo cobrador esmeraldino. Wellington deixou o Inter na frente, e Possebom manteve, apesar do tento de Rodolpho. Na sequência, Jefferson carimbou a trave e complicou ainda mais a situação para os goianos, oficialmente eliminados após Pierre converter a sua. Inter na final!


A grande final

Massacre. Assim pode ser definida a finalíssima do primeiro Brasileirão Sub-20, realizada no dia 15 de junho de 2006. Enfrentando seu tradicional rival, o Celeiro de Ases honrou a histórica supremacia alvirrubra no maior clássico do Brasil e, apoiada por milhares de colorados e coloradas, atropelou o Grêmio, no Estádio da Ulbra, em Canoas.

Em busca da taça, o técnico Osmar Loss levou o Inter a campo no esquema 4-4-2. No gol, quem esteve encarregado de proteger a meta colorada foi Muriel, resguardado pelos laterais Diogo, na direita, e Edinho, na esquerda, além dos zagueiros Cauê e Cristian. No meio de campo, Possebom e Fernando atuaram como volantes, enquanto Abu e Ramon foram os meias, responsáveis por municiar a dupla Luiz Adriano e Alexandre, o Pato. Escalação forte, que dominou o jogo desde o apito inicial.

Foi apenas aos 21, contudo, que o Clube do Povo conseguiu criar sua primeira oportunidade. Lançado por Ramon, Luiz Adriano invadiu a área em velocidade e driblou o goleiro Cássio. Derrubado pelo arqueiro, não pôde finalizar, e foi retribuído com penalidade por ele mesmo cobrada. Inter 1 a 0, placar que perdurou até os 10 do segundo tempo, instante em que Ramon, de assistente, virou goleador, ampliando a diferença.

Goleador do torneio, Alexandre deixou o seu aos 34. Servido por Luiz Adriano, Pato dominou na área, cortou para a canhota e finalizou no canto, sem chances de defesa. Festa nas arquibancadas, aumentada nove minutos depois por Luiz, que desta vez completou seu drible em Cássio e conseguiu, tranquilo, arrematar na direção das redes vazias. Inter, que no início do mês já conquistara a taça na Holanda, 4 a 0, e também campeão brasileiro.

Clube do Povo no topo do país, mas, mais do que isso, revelando craques para o grupo principal. Alguns destes, inclusive, pouco demorariam para se juntar ao time de Abel Braga. Depois de triunfar no Brasil, muito em breve a força do Celeiro se provaria capaz, a partir do Japão, de dominar o mundo.