Ex-meia-atacante Pinga recorda Recopa de 2007

O meia-atacante Pinga relembrou a sua passagem pelo Internacional e o título da Recopa Sul-Americana em 2007 em entrevista concedida ao programa Velhas Súmulas, da rádio Colorada, para a edição deste sábado (05/06). O jogador, que chegou ao Colorado em 2006 e permaneceu até 2008, foi decisivo na conquista do título internacional, tendo grande atuação na segunda final da Recopa contra o mexicano Pachuca no estádio Beira-Rio, partida que teve o Inter como ganhador por 4 a 0.

Pinga disputou 40 jogos com a camisa colorada e fez 3 gols

A entrevista concedida por Pinga ao Velhas Súmula pode ser conferida no player abaixo.

Sport Club Internacional · Rádio Colorada | Entrevista: Pinga | 29/05/2021

A conversa com o ex-meia-atacante Pinga também pode ser acessada no Spotify do Inter.

O programa Velhas Súmulas vai ao ar aos sábados na rádio Colorada geralmente das 14h às 15h30. Durante 90 minutos, entrevistas com personagens da história do Inter, detalhamento de fatos importantes da trajetória do Clube do Povo, além de leituras de trechos de livros, crônicas e textos sobre futebol preenchem as tardes de sábado da emissora oficial do Internacional.

Aos domingos também, quando o programa é reproduzido como reprise. Neste final de semana, a veiculação vai ao ar às 13h.

Clique nos links abaixo para conferir entrevistas das últimas edições do Velhas Súmulas:

Além do site do Inter, a emissora oficial do Clube do Povo pode ser escutada via aplicativo.

Confira as primeiras 50 entrevistas do Velhas Súmulas sobre a história do Inter

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Velhas Súmulas: 50 entrevistas sobre a história do Inter

O programa Velhas Súmulas, da rádio Colorada, chegou a 50 edições neste sábado (01/05). O espaço radiofônico dedicado à história do Internacional, criado em maio de 2020, acumula cinco dezenas de entrevistas e conversas sobre momentos marcantes da trajetória do Clube do Povo.

Para acessar cada conteúdo, basta clicar no nome do/a entrevistado/a:
Abel Braga, Airton Caixão, Alessandro Barcellos, Aloísio, Bagatini, Batista, Beretta, Bibiano Pontes, Bráulio, Caíco, Ceará, Chiquinho, Christian, Claiton, Daniel Carvalho, Daniel Cravo (advogado), Daniel Franco, Dario (“Dadá Maravilha”), Diego, Diogo, Diogo Rincón, Duda Luizelli, Dunga, Elías Figueroa, Francisco Salomón, Gelson Pires (ex-dirigente colorado), Hiran, Iarley, Jair, João Carlos, José Benítez, Kenny Braga (jornalista e escritor), Kleber, Lauro, Luis Carlos Winck, Luis Fernando, Manoel Tobias, Márcio Pinheiro (jornalista, filho do ex-dirigente Ibsen Pinheiro), Michel, Nilmar, Nilson, Pinga, Rubens Cardoso, Rubens Minelli, Sergio Goycochea, Thessa, Tinga, Valdomiro, Vinícius e Wellington Monteiro.

Pinga é o segundo entrevistado da série Ídolos Eternos

Inaugurada na primeira quinta-feira do mês de julho (02/07) com o argentino Guiñazú, a Ídolos Eternos, série exclusiva do Facebook do Inter que resgata momentos marcantes da rica história colorada, tem como segundo entrevistado o ex-zagueiro Pinga. Jogador marcante das décadas de 80 e 90, o defensor falou de sua identificação com o Inter e lembrou do sonho realizado com a conquista da Copa do Brasil de 1992. Confira:

[Ídolos Eternos] Pinga

Hoje é dia de 'Ídolos Eternos'! Neste episódio da série que resgata momentos marcantes da nossa história, o ex-zagueiro Pinga fala sobre a sua identificação com o Inter e lembra do sonho realizado com a conquista da Copa do Brasil em 1992.

Posted by Sport Club Internacional on Monday, July 6, 2020

Ex-zagueiro Pinga recorda 1992 e sua relação com o Inter

O ex-zagueiro Pinga, do Internacional nos anos 1980 e 1990, revisitou momentos de sua trajetória como atleta do Clube e períodos da infância, quando era um pequeno torcedor colorado. Ele fez isto durante entrevista concedida à Rádio Colorada, a emissora oficial do Inter.

Pinga [D] em campo pelo Inter

Na tarde deste sábado (27/06), no programa Velhas Súmulas, Jorge Luís da Silva Brum, o nosso Pinga, dividiu duas recordações que colocam lado a lado o jogador e o torcedor do Inter que ele foi: “O jogo [final do Campeonato Brasileiro de 1975] foi realizado à tarde, mas 7 horas da manhã, 8 horas da manhã, a minha família já estava na fila do Beira-Rio, esperando o portão abrir para nós acessarmos o estádio. Isto me marcou muito porque na decisão da Copa do Brasil nós estávamos no Beira-Rio e eu via aquela fila se repetir. Uma fila que saía do Beira-Rio, atravessava o pátio, o estacionamento e ia dar lá no Parque Gigante. Naquele momento eu comecei a fazer as comparações do momento em que eu era torcedor, estava participando daquela fila, e hoje [13/12/1992, dia da segunda final da Copa do Brasil] eu sou um jogador que estou olhando para essa mesma fila, mesmos torcedores que amam o Clube, que vem para cá para incentivar”.

Pinga, no decorrer da conversa, também destacou os obstáculos que o Inter, treinado por Antônio Lopes, enfrentou naquela decisão de título nacional com o Fluminense: “Nós tivemos uma dificuldade em jogar no Rio de Janeiro. Desde chegada lá, torcida nos hostilizou. Espaço para aquecimento. A genialidade do Caíco fez com que melhorasse muito para nosso lado. Fluminense procurou amarrar o jogo [de volta]. Sofriam faltas e demoravam dois minutos para reiniciar. Fizeram cera, não permitindo que a gente jogasse. Lance que mais me marcou foi quando Daniel sofreu a falta e eu estava caminhando para ir para a área adversária. Eu passei pelo Maurício e falei: ‘vem comigo porque eu vou fazer este gol’. Fui para a área. Luciano cobrou a falta, ela veio na minha direção, eu dominei a bola, infelizmente ela fugiu do meu controle, eu tinha ângulo para bater a gol, mas como ela fugiu um pouco, o zagueiro do Fluminense veio na minha direção para disputar a jogada. São lances que revivo até hoje na memória. Memória de torcedor”.

Sport Club Internacional · Rádio Colorada | Entrevista com o ex-zagueiro Pinga | 27/06/2020

Os 13 anos sem obter títulos nacionais ajudaram a tornar a atmosfera do Beira-Rio puramente tensa quando o Inter, tendo perdido o jogo de ida da final por 2 a 1, teve o pênalti marcado nesta jogada. Com aquela penalidade convertida em gol bastaria para o Colorado se aproximar do título do torneio. Pinga imaginava possibilidades extremas na cobrança: “O Célio Silva tinha uma personalidade muito forte. Não falou nada para ninguém nem olhou para o banco [de suplentes]. Colocou a bola e eu pensei: ‘o Célio Silva ou vai estourar essa rede ou ele vai colocar essa bola lá no Gigantinho. A primeira imagem que veio na minha cabeça foi um treinamento dele batendo com uma força muito grande’. E eu repeti para ele: ‘Célio, pensa na tua família e faz o gol’ “.

Pinga complementa dizendo que preferiu não ver diretamente a cobrança de Célio: “Dei as costas e fui caminhando em direção ao Fernández, lá do outro lado. Quando eu chegar lá no Gato, eu só quero ver a reação da torcida. Se o Beira-Rio explodir, foi gol. Se acontecer uma outra reação, o Célio colocou essa bola lá no Gigantinho. E ele não cobrava esse pênalti. E eu me aproximando do Gato Fernández. Aquele filme começou a passar na minha cabeça: minha lesão, minha recuperação, o esforço da minha família, tudo aquilo que eu tinha passado. E eu poderia ser compensado com o maior presente que o futebol poderia ter me dado que é ser campeão da Copa do Brasil pelo Internacional. A partir do momento que o Beira-Rio rugiu, explodiu, veio o alívio e eu pensei: ‘agora é o momento de nos fecharmos aqui e acabou o jogo. Não vai passar nada. Não vai acontecer mais nada porque temos condições de nos segurarmos’. Foi o que aconteceu”.

Acompanhe a programação da Rádio Colorada: de segunda a sexta-feira, a partir das 18 horas, o Programa do Inter aborda o noticiário sobre as equipes alvirrubras e o futebol local, nacional e estrangeiro; aos sábados, das 14 horas às 15 horas e 30 minutos, o Velhas Súmulas revisita a história mais que centenária do Internacional através do relato de quem a construiu.

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A coroa continental completa 13 anos

Felizes somos por ter nossa biografia escrita em vermelho. Rubro tom usado pelos guerreiros antes de uma batalha, a cor se confunde à vida do Inter, legítimo combatente que jamais se permite iniciar um duelo derrotado. Gigante Colorado das glórias, cansou de reverter situações difíceis apostando no apoio da Maior e Melhor Torcida do Rio Grande, que é também a mais obstinada nação de nossas terras. Com esta persistência, por exemplo, conquistamos, no dia 07 de junho de 2007, a Recopa Sul-Americana.


Pré-jogo de mobilização

É fato: o século XXI alimentou nossa determinação em lutar até o último centímetro de grama. Por diversas vezes corremos a ponto de metamorfosear sangue e barro, meião e pele, chuteira e encouraçado da bola.

Cancheiro como poucos, o Clube do Povo encerrou os primeiros 90 minutos da decisão contra o Pachuca em dívida no escore. Havíamos marcado um, pelos pés de Pato, contra dois dos mexicanos, e a virada, portanto, convertia-se em uma indigesta obrigação. Por sorte, o Inter conta com o privilégio de ver sua mística, uma das maiores do continente, crescer ainda mais em partidas eliminatórias.

O gol de Pato/Imagem: SporTV

“Devemos isso à torcida,

que nos ajudou até o final.”

ALEXANDRE PATO, APÓS O JOGO

Sabendo que a soma de campo e cimento nos faz mais fortes, a torcida vermelha adotou postura exemplar já no desembarque do elenco, marcado por recepção calorosa no Aeroporto Salgado Filho. Poucos dias depois, o povo formou, assim que iniciada a comercialização de ingressos, filas quilométricas no pátio do Beira-Rio. Embora considerável, contudo, a multidão, formada pelos milhares que peregrinaram à Padre Cacique em busca de uma entrada, tornou-se pequena quando comparada à presente no Gigante na noite da finalíssima.

Verdadeiro caldeirão, mais apimentado do que qualquer chili mexicano, nosso templo esteve tomado das cadeiras à inferior, embebedado por atmosfera capaz de contagiar o elenco alvirrubro e engolir qualquer obstáculo. Caso conquistada, a taça continental se somaria aos troféus de Mundial e Liberdadores, consagrando a tão desejada Tríplice Coroa colorada.

Escalado por Gallo, o Inter foi a campo com Clemer no gol; Ceará, Índio, Sidnei e Rubens Cardoso na defesa; Edinho, Wellington Monteiro, Alex e Pinga no meio; Iarley e Pato no ataque. Desfalcado de seu capitão, mais do que um 12º jogador o Colorado buscava, nas arquibancadas do Gigante, um sinal de protagonismo, uma demonstração de que, a despeito do tempo em que a desvantagem resistisse no placar, teria a torcida ao seu lado. Conscientes de tamanha responsabilidade, os mais de 51 mil colorados e coloradas presentes no Beira-Rio fizeram questão de, no momento da entrada dos times em campo, liquidar todas as dúvidas.

Após convocar, nome a nome, cada um dos atletas, a multidão comprovou, da melhor maneira possível, que, naquela noite, Clube e Povo seriam campeões. Apitado o início do confronto, um ensurdecedor ‘Vamo, Vamo Inter’ tomou conta da capital gaúcha.


A tensa etapa inicial

Enquanto o Gigante balançava de maneira ininterrupta, as redes custavam a ser estufadas. Não por culpa do Inter, que antes dos 15 minutos já acumulava oportunidades desperdiçadas, e sim do irônico destino, que parecia interceder nos rumos da partida, reservando boas doses de tensão ao Clube do Povo. Como desdobramento, nosso primeiro respiro aliviado chegou apenas aos 29 minutos.

“Só com o sacrifício e com o apoio

é que se consegue conquistar!”

ALEX, NA FESTA DO TÍTULO

Após passar quase um quarto de hora sem conseguir furar a defesa visitante, o Colorado chegou ao ataque em rápida tabela de Iarley e Pato. Lançado pelo jovem, o camisa 10 do Mundial foi derrubado por Pinto. Falta, dentro da área, assinalada pela arbitragem.

Alex converteu pênalti que, ao mesmo tempo em que nos aproximava do título, em nada afugentou o risco de uma escapada rival. Coube, então, ao Gigante, que antes fora atacante, começar a defender, impossibilitando qualquer princípio de troca de passes mexicana.

A canhota de Alex que fez explodir o Beira-Rio/Imagem: SporTV

Uma atuação de Rei para garantir a coroa

Logo na volta do intervalo, Pinga serviu de gasolina ao incendiário Beira-Rio, acendendo não a torcida, já efervescente, mas o clima de carnaval, digno de um título continental conquistado por brasileiro. O meio-campista recebeu grande passe de Wellington Monteiro e, de primeira, finalizou cruzado, com efeito, direto na bocheca da rede mexicana.

Ao Pachuca, não restou alternativa senão abandonar a retranca e tentar encurralar o Inter. Não contavam os mexicanos, no entanto, que pouco mais de 10 minutos após o segundo, chegaria o terceiro. Lançado pela esquerda, Pato provou o quão embalado estava pela arquibancada e, de frente para a marcação, decidiu sambar. Pobre da coluna do adversário que, entortada, viu o Beira-Rio explodir e Alexandre, de frente para a torcida, reger a festa. Golaço da jovem promessa!

Já na reta final da partida, quem decidiu entrar na roda foi Mosquera. Representando toda a América, o zagueiro se curvou à euforia colorada e, ao desviar contra o próprio patrimônio cruzamento vindo de Pinga, salsou à brasileira. Quarto gol vermelho, e jogo encerrado.

Mosquera impediu o gol de Pato, mas não a goleada alvirrubra

“Três títulos importantes,

todos estão de parabéns!

A conquista é o fechamento de 2006!”

Fernandão, depois de levantar a taça

Contínuo ao apito final, teve início uma verdadeira apoteose no gramado do Beira-Rio, com direito a invasão de torcedores que puderam, aos abraços e reverências, festejar com os atletas colorados. O relógio já se aproximava da primeira meia hora do dia 8 quando, ladeado por Fernandão e Clemer, Iarley ergueu a taça continental. Inter, campeão da Recopa e dono não apenas do continente, mas também da Coroa. Tríplice.

É CAMPEÃO!