Psicólogo Márcio Geller conversa com Gurias Coloradas Sub-18 e Sub-16

Na tarde desta sexta-feira (5), o psicólogo Márcio Geller conversou, de maneira online, com as atletas Sub-18 e Sub-16 das Gurias Coloradas. O bate-papo faz parte da programação das categorias de base para o período de isolamento social.

O profissional trabalha com psicologia do esporte e atende atletas não apenas do futebol, mas também de esportes olímpicos. Geller falou sobre a importância de trabalhar os aspectos emocionais, como estar pronto mentalmente para entrar no jogo e fazer a diferença e sobre o pensamento de ser protagonista. Ainda, comentou a importância das atletas desenvolverem a confiança em si e no próprio trabalho. 

“A palestra do Márcio foi simplesmente fantástica! Ele abriu muito o nosso horizonte, especialmente para nós da Sub-18, que estamos no grupo de transição para o profissional. A parte que mais agregou foi que não adianta tu estar 100% tecnicamente, taticamente e fisicamente se tu não está 100% bem emocionalmente, para um jogador de futebol ter sucesso ele tem que andar lado a lado com uma mente blindada. Também deu dicas muito boas sobre como lidar com ansiedade, tensão pré-jogo, como a gente pode ajudar nossas companheiras para termos sucesso no objetivo comum”, contou Maki, atacante da categoria Sub-18.

O psicólogo ainda respondeu à perguntas das atletas e da comissão técnica, com temas como maneiras de lidar com as autocríticas, a importância de organizar a vida pessoal e de que maneira isso influencia na performance da atleta, e como lidar com a ansiedade.

“Foi muito legal ter conversado com as meninas do Inter, é sempre importante falar sobre a psicologia do esporte, porque a gente não pode ver o indivíduo só com a parte física e com a parte técnica, então poder falar os aspectos emocionais é poder contribuir para que as atletas consigam ter um maior desenvolvimento como atleta e como pessoa”, relatou o psicólogo.

Psiquiatra dá dicas para controlar a ansiedade em meio à pandemia

O combate à pandemia mundial de Covid-19 vem exigindo grande esforço da população brasileira. As incertezas que rondam o futuro mais próximo, por exemplo, podem alimentar quadros nada saudáveis, como a ansiedade. Pensando nisso, o Inter entrevistou, em seu perfil no Facebook, o médico psiquiatra Marco Antônio Pacheco, professor de medicina, coordenador do Núcleo de Neurociências da Faculdade e Chefe do Serviço de Psiquiatra da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), que recomendou algumas dicas para a torcida colorada e à sociedade gaúcha. Confira:

Vamos falar sobre ansiedade em tempos de isolamento?

Em mais um epísódio da série #ColoradoDeCasa, o médico psiquiatra Marco Antônio Pacheco dá dicas de como controlar a ansiedade em tempos de isolamento social. Vale a pena assistir!

Posted by Sport Club Internacional on Saturday, May 2, 2020

De acordo com Marco, a ansiedade é normal, desejável e saudável – desde que moderada. Ela funciona como um alarme, acionado quando nosso corpo se sente em perigo. Em tempos de pandemia, contudo, este alerta tem disparado em excesso, o que leva muitas pessoas a ficarem entregues a um quadro ansioso que, geralmente, tem como consequência o aparecimento de sintomas físicos. Destes, boa parte se confunde aos do coronavírus, característica que nos convence a achar que estamos contaminados.

Contra a ansiedade, Marco orienta a população a valorizar a respiração. Para tanto, o médico aconselha a procura por métodos de meditação, yoga ou oração, para os religiosos. A prática de exercícios físicos também é indicada, assim como evitar o excesso de informações e discussões em redes sociais. O que não significa, é claro, o isolamento completo de seus círculos de amigos. Pelo contrário, interações via telefone e rede sociais são mais do que estimuladas, da mesma forma que a consolidação de uma rotina que nos mantenha ativos. Por fim, o professor sugere que nos aprofundemos nas relações com nossos parentes próximos, estabelecendo laços ainda mais fortes com a família, e que, se possível, façamos nossa parte doando e ajudando os mais necessitados.

É possível, todavia, que, mesmo seguindo as dicas, você continue com uma ansiedade intensa, sentindo-se mal. Neste caso, o professor destaca que diversos psiquiatras, médicos e psicólogos gaúchos criaram um atendimento solidário remoto, pelo qual a população pode se cadastrar e ser devidamente atendida. Embora distantes, estaremos juntos na luta para superar esta fase complicada. Nada, nunca, vai nos separar!