Velhas Súmulas: 50 entrevistas sobre a história do Inter

O programa Velhas Súmulas, da rádio Colorada, chegou a 50 edições neste sábado (01/05). O espaço radiofônico dedicado à história do Internacional, criado em maio de 2020, acumula cinco dezenas de entrevistas e conversas sobre momentos marcantes da trajetória do Clube do Povo.

Para acessar cada conteúdo, basta clicar no nome do/a entrevistado/a:
Abel Braga, Airton Caixão, Alessandro Barcellos, Aloísio, Bagatini, Batista, Beretta, Bibiano Pontes, Bráulio, Caíco, Ceará, Chiquinho, Christian, Claiton, Daniel Carvalho, Daniel Cravo (advogado), Daniel Franco, Dario (“Dadá Maravilha”), Diego, Diogo, Diogo Rincón, Duda Luizelli, Dunga, Elías Figueroa, Francisco Salomón, Gelson Pires (ex-dirigente colorado), Hiran, Iarley, Jair, João Carlos, José Benítez, Kenny Braga (jornalista e escritor), Kleber, Lauro, Luis Carlos Winck, Luis Fernando, Manoel Tobias, Márcio Pinheiro (jornalista, filho do ex-dirigente Ibsen Pinheiro), Michel, Nilmar, Nilson, Pinga, Rubens Cardoso, Rubens Minelli, Sergio Goycochea, Thessa, Tinga, Valdomiro, Vinícius e Wellington Monteiro.

Museu do Inter: Especial Valdomiro 75 anos – Parte 7

Na última parte da série especial Valdomiro 75 Anos, celebramos o dia 17 de fevereiro relembrando as partidas disputadas pelo craque no dia de seu aniversário e os títulos conquistados.

Ao todo, Valdomiro conquistou 14 títulos oficiais e 2 títulos amistosos. Foi Campeão Metropolitano em 1972, dez vezes Campeão Gaúcho (1969-1976, 1978 e 1982), três vezes Campeão Brasileiro (1975, 1976 e 1979), além de ser campeão da Copa Bi-Centenário de Porto Alegre e da Copa Constantino (1975).

O camisa 7 disputou 5 partidas em seu aniversário, nos anos de 1971, 1974, 1976, 1978 e 1979, com 1 vitória, 2 empates e 2 derrotas. Marcou 1 gol na única vitória diante do Newell’s Old Boys, em 1979.

Neste dia 17 de fevereiro, além de seu aniversário, exaltamos a trajetória ímpar do ponta-direita com a camisa colorada. Ídolo Eterno, está marcado para sempre na memória da torcida rubra, e seu legado passará de geração em geração. Feliz aniversário, Valdomiro Vaz Franco!

Especial Valdomiro 75 anos – Parte 6

Na penúltima parte da série especial Valdomiro 75 Anos, trazemos curiosidades sobre seus 711 jogos: partidas em que marcou hat-tricks, camisas diferentes da nº 7, que tantas vezes envergou, e momentos em que sua trajetória se entrelaçou com a do Clube do Povo. 

Sabia que Valdomiro usou outras camisas além da 7 que o eternizou? O craque usou a 8 e a 11 algumas vezes, mas a mais usada foi a 9, em 1977. Também usou as camisas 14, 15 e 16, estas duas últimas em sua reestreia no Inter e na sua partida nº 700, respectivamente, ambas em 1982.

Valdomiro também foi artilheiro. Por 3 vezes marcou um hat-trick: nas goleadas por 14 a 0 diante do Ferro Carril, de Uruguaiana, em 1976, 6 a 3 diante do São Paulo, de Rio Grande, em 1978, e 6 a 0 diante do Farroupilha, em 1979. Pelo Brasileiro de 1977, marcou um poker-trick (quando um jogador marca 4 gols em uma mesma partida): foi na vitória por 6 a 0 diante do Brasília.

Com uma trajetória tão longa, é de se esperar que o craque visse muitos momentos históricos do clube, como o surgimento de vários ídolos. Foi o caso de Paulo Roberto Falcão, em seu primeiro jogo pelo time principal (1973), Manga (1974) e Ruben Paz (1982). Além disso, participou dos amistosos que tiveram renda revertida para a compra do passe de Elias Figueroa. Também viu a despedida dos Eucaliptos e abraçou o Gigante da Beira-Rio em sua inauguração.

Na última parte do especial, veremos os títulos conquistados por Valdomiro com a camisa colorada, além das partidas que ocorreram em seu aniversário.

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Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4

Parte 5

Especial Valdomiro 75 anos (Parte 5)

Na quinta parte da série especial Valdomiro 75 Anos, trazemos algumas curiosidades do nosso eterno camisa 7 diante do Grêmio. Vimos que Valdomiro marcou seu primeiro gol já em seu primeiro clássico. E sobre gols, nunca perdemos quando ele deixou sua marca: foram 3 empates e 6 vitórias. Além disso, 7 dos 54 clássicos disputados com o ídolo em campo garantiram troféus.

O clássico que ficaria marcado na memória dos colorados e do próprio Valdomiro ocorreu em um dia 17 de dezembro, em uma dessas coincidências da vida. Foi o Gre-Nal nº 52 do ponta-direita, válido pela final do Gauchão de 1978. Nessa partida, o camisa 7 marcou os dois gols da vitória (foi a única vez em clássicos) por 2 a 1, que deu o título para o Inter. Além disso, ele atingiu seu décimo gol na história dos confrontos.

Outro clássico especial de Valdomiro foi o de número 50, pelo Gauchão, disputado no dia 26 de novembro de 1978, com empate em 0 a 0 no Estádio Olímpico.

Na 6ª parte da série, veremos curiosidades sobre os 711 jogos de Valdomiro. Seus tripletes, momentos em que sua trajetória cruzou com a de outros ídolos e muito mais.

Via Museu do Inter

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Parte 4

Especial Valdomiro 75 anos (Parte 4)

Na quarta parte da série especial Valdomiro 75 Anos, trazemos números do nosso camisa 7 no clássico Gre-Nal, mostrando porque é um dos grandes personagens da história do nosso maior clássico.

O jovem Valdomiro era um predestinado. Assim como marcou gol em sua estreia com a camisa colorada, também marcou gol no seu primeiro clássico; dia 12 de maio de 1968, Inter e Grêmio empataram em 1 a 1 no Estádio dos Eucaliptos e o gol foi do nosso ponta-direita.

Os números do ponta-direita em clássicos Gre-Nais são invejáveis: 54 partidas, sendo 19 vitórias, 24 empates e apenas 11 derrotas, com 10 gols do camisa 7. Seus últimos dois gols são inesquecíveis: na final do Gauchão de 1978 no Estádio Olímpico, vitória por 2 a 1 e taça no armário.

O retrospecto fica ainda mais interessante quando analisamos os jogos como mandante e visitante: jogando em casa, foram 13 vitórias, 14 empates e 6 derrotas, com 6 gols marcados; na casa do rival, 21 jogos, com 6 vitórias, 10 empates e 5 derrotas, tendo anotado 4 gols.

Na quinta parte do especial, relembraremos alguns dos clássicos emblemáticos da carreira do nosso eterno camisa 7.

Via Museu do Inter

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Parte 1
Parte 2
Parte 3

Especial Valdomiro 75 anos (Parte 3)

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Seguindo com a série especial #Valdomiro75Anos, trazemos hoje a terceira parte com gols históricos do nosso eterno camisa 7. Vamos lembrar alguns dos 192 gols com a camisa colorada.

Valdomiro estreou no Inter no dia 18 de março de 1968. Neste dia, o jovem de 22 anos na época, vindo de Criciúma, também marcou seu primeiro gol com a camisa alvirrubra, diante do São Paulo de Rio Grande, em Porto Alegre.

Seu 50º gol pelo Inter ocorreu diante do Almirante Barroso-São José em 7 de julho de 1971, na vitória por 2 a 0 (partida nº 196). Já o de número 100, foi diante do S.C. Gaúcho em 15 de setembro de 1974, vitória por 1 a 0 (partida nº 381).

O gol de nº 150, ocorreu pelo Brasileirão de 1978, dia 31 de maio, vitória por 2 a 0 diante do Vitória (partida nº 585). O jogo 686 de Valdomiro ficou marcada pelo 1º gol no retorno ao Inter após passagem pelo Millonarios-COL, vitória por 6 a 1 diante do Taguatinga-DF (06/02/82).

A partida 707, ocorrida em 22 de setembro de 1982, com vitória por 2 a 1 sobre o Esportivo pelo Gauchão, marcou o último gol de Valdomiro com a camisa colorada. Foi também a sua 439ª e última vitória.

Via Museu do Inter

Especial Valdomiro 75 anos (Parte 2)

Confira a Parte 1

Você sabe qual foi o 100º, 300º ou 500º jogo de Valdomiro? O Museu do Inter pesquisou algumas partidas que representam marcas históricas do ídolo colorado e te conta agora!

O 100º jogo de Valdomiro foi um amistoso diante da Seleção Romena no Estádio Beira-Rio, em 1970. O gol colorado no empate em 1 a 1 foi marcado justamente por Valdomiro. Já a partida nº 200 ocorreu em 1971, pelo Gauchão, no Beira-Rio. Empate em 1 a 1 com o Flamengo de Caxias. Na partida nº 300, vitória por 2 a 0 diante do Atlético Carazinho, fora de casa, em 1973. Outro elemento histórico marcou a partida de nº 400: a despedida de Jorge Andrade, lateral que jogou de 1967 a 1975 no clube, e vitória por 3 a 2 contra o Ruch Chorzow, da Polônia.

O jogo 500 de Valdomiro, em 1976, foi especial: 6 a 0 diante do Figueirense, pelo Brasileiro, e 2 gols do camisa 7. Também pelo Brasileiro foi a partida de nº 600, em 1978: vitória por 2 a 1 diante do Santa Cruz, em Recife, e vaga garantida nas semifinais da competição.

Valdomiro jogou a sua partida de nº 700 em 1982: com a camisa 16, o craque saiu do banco para marcar um dos gols da vitória por 2 a 0 sobre o Brasil de Pelotas no Beira-Rio. 

Via Museu do Inter

Especial Valdomiro 75 anos (Parte 1)

O ano de 2021 marca o 75º aniversário de Valdomiro Vaz Franco, um dos grandes nomes da história do Sport Club Internacional. Para celebrar a data, traremos curiosidades sobre a sua trajetória no Clube do Povo, no especial Valdomiro 75 Anos. Na primeira parte da série, falamos sobre os números gerais do ponta-direita com a camisa colorada.

Valdomiro fez sua estreia no Inter em 18 de março de 1968, jogo em que a equipe alvirrubra venceu por 1 a 0 o São Paulo de Rio Grande. O jovem de Criciúma mostrou ter estrela, anotando o gol do jogo, seu 1º no clube. Sua última partida ocorreu em 17 de novembro de 1982, empate em 1 a 1 diante do Esportivo de Bento Gonçalves.

Entre sua estreia e despedida, Valdomiro teve um hiato de 1 ano, 11 meses e 21 dias fora do clube quando jogou pelo Millonarios, da Colômbia. Foram ao todo 711 jogos, com 439 vitórias, 170 empates e 102 derrotas, tendo marcado 192 gols.

Na segunda parte da série, falaremos sobre jogos históricos da trajetória de Valdomiro no Inter. Você sabe qual foi o 100º, 300º ou 500º jogo do camisa 7? A gente foi pesquisar e em breve te conta!

Via Museu do Inter

Título brasileiro invicto completa 41 anos

Inter contra Vasco. Academia do Povo diante do Cruz-Maltino. Maracanã e Beira-Rio. A decisão do Campeonato Brasileiro de 1979 contou com todos os atrativos necessários. Duelo que colocou frente a frente duas torcidas apaixonadas, encerrou com chave de ouro os anos 70 no futebol de nosso país. Felizes os colorados e coloradas, que, há 41 anos, deleitaram-se no doce festejo destinado aos campeões.

Confira especial produzido pela Rádio Colorada sobre o Tri:

Sport Club Internacional · Especial 'Invictos' – 40 Anos Do Tricampeonato Brasileiro

Ênio Andrade, de branco, e Gilberto Tim, de vermelho: comissão em 1979

O Clube do Povo chegou em vantagem para a finalíssima de 23 de dezembro de 1979. Três dias antes, os comandados de Ênio Andrade haviam superado o Maracanã, a chuva, 60 mil pessoas e os desfalques de Falcão e Valdomiro. À ausência dos craques, curiosamente, o Inter tratou de marcar um gol para cada, ambos anotados por Chico Spina, substituto na ponta-direita, um deles com assistência de Valdir Lima, alternativa no meio de campo.

Empolgada com a vantagem obtida na partida de ida e eufórica pela grande campanha que o Clube do Povo vinha construindo, a Maior e Melhor Torcida do Rio Grande lotou o Beira-Rio, gigante palco que naquela temporada completava 10 anos de história. Até então, nas 22 partidas que disputara pelo Nacional, o Inter somava 15 vitórias e sete empates, tendo anotado 38 gols e sofrido apenas 12. Mais do que o título, portanto, os colorados e coloradas queriam os louros da conquista invicta.

Do outro lado, um adversário extremamente ofensivo, disposto a estragar a festa, exigia respeito. Comandante vascaíno, Oto Glória declarara, na véspera da partida, que entendia a missão carioca como difícil, mas não impossível. Em busca da taça, o técnico cruz-maltino tratou de escalar equipe bastante ofensiva, centrada nas ações do atacante Roberto Dinamite. Não contavam os visitantes, porém, que a postura resultaria em espaços excessivos para um meio de campo histórico.

O Inter de 1979 ajudou a revolucionar o futebol brasileiro. Enquanto a geração bicampeã atuava num claro 4-3-3, esquema pensado para maximizar as ações de Valdomiro e Lula, respectivos pontas pela direita e esquerda, o Time que Nunca Perdeu variava com enorme facilidade das duas linhas de três para um meio de campo formado por quatro jogadores. O grande coringa da equipe era Mário Sérgio, sucessor de Lula na posição, mas responsável por desempenhar função completamente diferente.

O vesgo, como ficou conhecido por sua rara habilidade de dar passes em uma direção enquanto olhava para outra, constantemente descia do trio de ataque para a região central do campo. Aproximava-se, assim, de Falcão, formando dupla capaz de superar qualquer ferrolho defensivo. A movimentação de Mário ainda confundia zagueiros e laterais rivais que, arrastados pelo movimento do camisa 11 colorado, abandonavam a linha defensiva, oferecendo espaços para elementos surpresa do lado alvirrubro. O maior deles, sem dúvidas, era Jair.

Os termômetros marcavam 28º quando o time colorado deixou os vestiários e subiu ao campo do Beira-Rio. Com todos atletas à disposição, Ênio escalou seus 11 ideais. No gol, esteve Benítez. João Carlos, Mauro Galvão, Mauro Pastor e Cláudio Mineiro ocuparam a defesa, enquanto Falcão, Batista e Jair foram os escolhidos para a meia. O ataque, por fim, contava com Valdomiro, Bira e Mário Sérgio. De sua parte, o Vasco atuou com Leão; Orlando, Gaúcho, Ivan e Paulo César; Zé Mário, Paulo Roberto e Paulinho; Catinha, Roberto e Wilsinho.

João Carlos, Benítez, Mauro Pastor, Falcão, Mauro Galvão, Cláudio Mineiro; Valdomiro, Jair, Bira, Batista e Mário Sérgio

Apoiado por um Beira-Rio explosivo, o Inter empilhou chances na etapa inicial. Cedo na partida, Jair serviu lançamento primoroso para Bira, que ganhou da zaga na velocidade e, da altura da meia-lua, percebeu Leão adiantado. O centroavante tentou de cobertura, mas o goleiro exibiu excelente poder de recuperação para espalmar em escanteio. Quase o primeiro!

Definitivamente, sobravam craques na meia-cancha colorada. Também esplendoroso, Batista exibiu grande forma na finalíssima – a exemplo do que fizera no Campeonato inteiro. Ainda na primeira metade da etapa inicial, o camisa 10 emendou um balaço da intermediária ofensiva após corte parcial da defesa vascaína. Leão, de novo, brilhou.

O arqueiro vascaíno não tinha seu nível acompanhado pelos companheiros de ataque, que apenas assustaram Benítez quando Wilsinho, lançado por Roberto, tentou tirar proveito do montinho artilheiro para surpreender. Seguro, o paraguaio paredão colorado espalmou sem maiores problemas.

Inevitável, o primeiro gol do Inter saiu aos 41, e ele teve a cara do time de Ênio. Com a bola em suas mãos, Benítez percebeu que Mário Sérgio recuara até a intermediária defensiva e acionou o companheiro. Postado com linhas baixas, marcando praticamente da linha central para trás, o time visitante não apertou a marcação. Genial, o camisa 11 então percebeu que, enquanto Bira prendia a dupla de zaga, Jair atacava o vazio que o próprio vesgo deixara no corredor esquerdo do ataque, e lançou o camisa 9.

Que centroavante era Bira! Referendado à época de sua contratação pelo também matador Dadá Maravilha, o centroavante do Time que Nunca Perdeu tinha consciência de todos os movimentos que o cercavam. Assim, apenas escorou, de casquinha, para trás. Livre, quem recebeu a assistência foi Jair, que, em disparada, precisou de somente dois toques para marcar. No primeiro, fintou Leão. Depois, dentro da grande área, finalizou rasteiro em direção às desprotegidas redes. Catarse coletiva no Gigante.

O gol destruiu de vez o psicológico da equipe vascaína. Antes do intervalo, Bira e Falcão construíram excelente tabela, que o Rei finalizou, da pequena área, de letra. Por sorte, Leão salvou com o tornozelo. Já no início do intervalo, quem brilhou foi a trave esquerda da goleira do Gigantinho. Não fosse por ela, Valdomiro decidiria, mais uma vez, um título através de suas cobranças de falta. O destino, porém, já havia escolhido seu herói, e ele atendia pelo nome de Paulo Roberto.

Mauro Galvão (E) e Falcão (D) minutos antes da decisão

Mário Sérgio, de novo ele, retornou até o campo de defesa na casa dos 13 minutos. Desta vez, quem atacou o espaço deixado pelo vesgo foi Cláudio Mineiro, devidamente lançado pelo companheiro de corredor. Preciso, o passe sequer cobrou domínio do lateral-esquerdo colorado, que da quina da grande área cruzou rasteiro para a entrada do retângulo pequeno, onde Bira chegava em desabalada carreira.

Antes do centroavante, Leão apareceu para espirrar a bola até a marca do pênalti. Para azar do goleiro, apenas mais três vascaínos ocupavam da grande área visitante. Do lado do Inter, eram quatro. A bola, simpática aos craques, escolheu o cinco, que emendou chute forte, rasteiro, rasante. No canto direito, a encouraçada explodiu nas redes e, tamanha sua violência, reboteou de volta para o campo. Quando retornou, todavia, sequer foi percebida. Mais de 70 mil comemoravam o segundo gol do Clube do Povo.

Histórico, o carnaval formado nas arquibancadas do Beira-Rio sequer lamentou a oportunidade desperdiçada por Chico Spina, após assistência de Mário Sérgio, ou vociferou contra o gol de Wilsinho, que para os visitantes descontou aos 39. O povo já havia coroado o Inter campeão, e o apito de José Favile Neto não passou de mera formalidade. Pela terceira vez na história, o Brasil era alvirrubro. Desta vez, depois de campanha inédita, única e inigualável. Campanha invicta. Campanha, legitimamente, colorada.

As aspas do time jamais derrotado

O Time que Nunca Perdeu

O futebol brasileiro nunca viveu algo parecido. Em 1979, o povo colorado conheceu um time único. Nenhuma derrota na campanha, nenhum precedente na história, milhares de testemunhas no Beira-Rio. Há 41 anos, em um veranil 23 de dezembro, o Brasil era conquistado pelo inigualável Time que Nunca Perdeu. Emissora oficial do Inter, ao longo de 2020 a Rádio Colorada conversou com heróis da geração invicta. Confira as entrevistas abaixo!


Benítez

O goleiro não derrotado. Benítez brilhou no Brasileirão de 1979, temporada em que assumiu, de uma vez por todas, o rótulo de sucessor de Manga. Com seus arrojados milagres, o arqueiro conquistou o coração dos colorados e coloradas, que suspiravam tranquilos quando um atacante chegava às cercanias da área alvirrubra, confiantes de que o paredão vermelho conseguiria se sobressair diante de quaisquer atacantes.

Dias após completar 68 anos, o paraguaio conversou, em maio, com o Programa do Inter. Especial, o papo contou com declarações de amor à Maior e Melhor Torcida do Rio Grade, além de participação de sua papagaia, Princesa. Confira:

Sport Club Internacional · Rádio Colorada: Entrevista com o ex goleiro do Internacional Benítez – 05/05/2020

João Carlos

Pai dos gêmeos Diego e Diogo, revelações que marcaram época no Clube do Povo do início do século XXI, João Carlos era o lateral-direito do Inter em 1979. Jogador de grande regularidade, homem de confiança do técnico Ênio Andrade, o atleta foi um dos destaques, por exemplo, na história vitória de 3 a 2 sobre o Cruzeiro, em Belo Horizonte, obtida no quadrangular anterior às semifinais.

Recente, a entrevista de João Carlos, concedida para o Velhas Súmulas, foi ao ar no último dia 13. Relembre-a agora:

Sport Club Internacional · Rádio Colorada | Entrevista com o ex-lateral João Carlos | 12/12/2020

Mauro Galvão

Poucas emissoras gozaram de segurança comparável à da Rádio Colorada neste ano de 2020. Dando continuidade às entrevistas com defensores da inigualável Academia do Povo invicta, o Programa do Inter recebeu, no mês de junho, Mauro Galvão. Zagueiro de grande requinte técnico, o defensor somava apenas 17 anos quando assumiu a titularidade na retaguarda do Internacional. Cria do Celeiro de Ases, não demorou para encantar o Brasil.

No papo, onde definiu sua estreia como a camisa colorada como “um sonho que virava realidade”, Mauro Galvão contou muitos bastidores da formação da equipe que dominaria o país em 1979. Ouça:

Sport Club Internacional · Rádio Colorada: Entrevista exclusiva com o ex-zagueiro do Internacional Mauro Galvão – 09/06/2020

Cláudio Mineiro

Pela esquerda, Mário Sérgio lançou Cláudio Mineiro. O Inter já derrotava o Vasco por 1 a 0, chegava a três no agregado, e a torcida festejava a iminente taça. Com espaço para progredir, o lateral avançou até as cercanias da área antes de cruzar bola açucarada para Bira, que dividiu com Leão. No rebote, Falcão marcou. O Brasil ficava ainda mais vermelho.

Protagonista na jogada do gol do título, o ex-lateral-esquerdo Cláudio Mineiro foi entrevistado pelo Programa do Inter no mês de julho. Confira a conversa e os declames de amor do ídolo à torcida colorada:

Sport Club Internacional · Rádio Colorada | Entrevista exclusiva com Claudio Mineiro, ex-lateral do Clube do Povo – 17/07/2020

Príncipe Jajá

Nono maior artilheiro da história colorada, Jair Gonçalves Prates é uma santidade na rica biografia do Internacional. Ídolo que tem no Beira-Rio uma segunda casa, o ex-meia sofreu, no mês de maio, com o falecimento de sua mãe. Poucos dias após a perda, ele participou do Programa do Inter para receber os devidos sentimentos do Clube do Povo.

Ao longo do papo, o Príncipe do povo colorado também relembrou os iluminados tempos que viveu com a camisa alvirrubra e, com a simpatia que lhe é costumeira, encantou os ouvintes da Mais Vermelha. Prestigie essa grande entrevista:

Sport Club Internacional · Rádio Colorada: Entrevista exclusiva com Principe Jajá – 19/05/2020

Valdomiro

Ninguém vestiu mais vezes do que ele o manto do Clube do Povo. Recordista Valdomiro, o eterno camisa sete do Beira-Rio foi atração do Velhas Súmulas no mês de junho. Jogador que personifica a essência colorada, tricampeão brasileiro e presente em todos os títulos que formam o Octa, ao longo da entrevista o ídolo recordou diversos momentos especiais que viveu com a camisa vermelha.

Valdomiro serviu de sinônimo para Inter ao longo da década de 70. Poucos, portanto, sabem tanto do Clube do Povo quanto ele. Até por isto, ouvir o ex-ponta é sempre um prazer, que você pode ter agora:

Sport Club Internacional · Rádio Colorada | Entrevista com Valdomiro, ex-atacante do Inter | 20/06/2020

Bira

Todo time campeão precisa contar com um grande goleador. Uma conquista invicta, então, exige verdadeiro perito no comando de ataque. Camisa 9 do Time que Nunca Perdeu, Bira faleceu no último mês de setembro, levando lágrimas aos rostos de milhões de colorados e coloradas, que orgulhosos relembraram dos 32 gols marcados pelo atacante nas 50 partidas que disputou pelo Clube do Povo.

Meses antes do falecimento do ídolo, o Programa do Inter teve o privilégio de entrevistá-lo, no mês de maio, para conversa sobre os tempos de artilharia que Bira viveu no número 891 da Padre Cacique. Ouça:

Sport Club Internacional · Rádio Colorada: Entrevista exclusiva com Bira Burro, ex-centroavante do Internacional – 20/05/2020